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sábado, 29 de dezembro de 2018

REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, CIENTIFICA E TECNOLÓGICA COMPLETA 10 ANOS

Nesse dia 29/11, a Rede Federal completou 10 anos. Como faço parte, poderia escrever um texto analítico ressaltando avanços, importância e perspectivas, mas ao invés disso, recebi de meu amigo Amir um texto de nossa estudante do ensino médio, a Rayza Barbosa. Não tive dúvidas e resolvi publicar seu texto na íntegra: 





"Nas eleições de 2018 a educação foi uma das pautas mais discutidas.
  No segundo turno o tema se tornou recorrente, visto que, haviam dois candidatos com propostas totalmente contrárias. De um lado Fernando Haddad (ex-ministro da educação) com propostas populares que  resultaria em um investimento real no setor educacional, do outro, Jair Bolsonaro com um projeto para a educação extremamente conservador.
  Após o resultado da eleição, a educação deveria ser a maior preocupação de todos os brasileiros. O lado das privatizações e da censura disfarçada de "escola sem partido" venceu.
  Hoje, dia 29 de dezembro, os Institutos Federais, criados no governo do ex-presidente Lula e com a participação de Fernando Haddad, completam 10 anos.
   São 38 Institutos Federais, 643 campus e mais de um milhão de matrículas. A vitória de Jair Bolsonaro nos faz pensar sobre qual será o futuro dessa rede de ensino.
  Privatização? Militarização?
  O Presidente eleito ainda não se pronunciou sobre os Institutos Federais em específico, mas uma coisa é certa, os institutos federais fazem parte dos patrimônios que o Brasil possui, e não podem ser descontinuados ou remodelados perdendo sua característica de instituição inclusiva.
  O IFPR campus avançado Astorga é um exemplo de importância da rede de ensino pública federal para a comunidade. Nele, a autonomia dos alunos é bem trabalhada e levada a sério, com isso os estudantes têm a oportunidade e o espaço para se desenvolver e crescer em todas as áreas, por meio das oficinas e projetos.
  Há um ano atrás eu precisei falar na frente de toda a comunidade acadêmica do Campus em um seminário, e não consegui, saí correndo e chorando lá da frente até o banheiro. 
  Depois desse episódio, no ano seguinte, comecei a me dedicar mais ao projeto a qual eu estava participando naquele semestre (jornalismo) e com a autonomia  concedida e o apoio do meu orientador consegui escrever uma matéria e apresentá-la. No semestre seguinte desenvolvi um projeto de política o qual julgo como fundamental. Ambos projetos contribuíram para o meu crescimento intelectual;  as oficinas, por sua vez, desenvolveram meu senso crítico e fez despertar o meu interesse pelas ciências sociais e questões humanísticas.
  Todo meu desenvolvimento no Instituto Federal é apenas um entre vários sujeitos que também se desenvolveram visivelmente. Cada aluno tem seu crescimento, e não só para o mercado social do mundo do trabalho, mas também para a vida em sociedade, como sujeitos e cidadãos.
  Esse é o maior medo das elites; jovens com senso crítico, que lutam pelos direitos das minorias e vão atrás dos seus sonhos!
 Vida longa aos Institutos!"
RAYZA BARBOSA, estudante do IFPR Astorga


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Pós-Doutorando pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ); Doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Maringá (PGE-UEM); Pesquisador do Grupo de Estudos Urbanos (GEUR/UEM) e do Observatório das Metrópoles (UFRJ e UEM). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR); Consultor da UNESCO/MEC; Conselheiro no Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial (CMPGT) de Maringá (PR) e Delegado da Assembléia de Planejamento e Gestão Territorial 5 (APGT-5) de Maringá (PR).
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