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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Um Feliz 2018!

Neste post derradeiro do ano de 2017 gostaria, em primeiro lugar, de agradecer a todos os seguidores e todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram com essa plataforma, seja com críticas, compartilhamentos, curtidas ou apenas leituras. O fato é que chegamos ao final de 2017 com mais de 365 mil visualizações!!! Pouco, se comparado aos grandes blogs, mas muitos, se pensarmos nas especificidades do blog, que é de conhecimentos. Digo isso pois conhecemos um pouquinho de comportamento e sabemos que blogs com conteúdos rápidos, de cotidiano, ou ainda de postagens fúteis prendem mais aos olhos e são mais bem aceitos pelo público geral. Como não é objetivo quantidade (claro que é né, quanto mais gente melhor!), mas qualidade (penso que pode servir pra alguma coisa), então importo só um pouquinho o fato de ter menos seguidores do que blogs fúteis.

De qualquer modo, a ideia é continuar contribuindo com postagens sobre concursos, estratégias de estudo, música (que é meu hobby), Geografia e Educação (que são minhas áreas de trabalho), livros digitais que encontro na web e organizo e, também, pra não dizer inclusive, política.

Inclusive Política, pois vivemos tempos sombrios, em que é manifesta toda e qualquer forma de perversidade nesse cenário. Quando pensávamos que teríamos um país para os trabalhadores, com dignas condições de vida para os que sempre foram oprimidos, levamos uma invertida, um Golpe de Estado e vivenciamos momentos de cortes de direitos!

Por isso, em segundo lugar, depois dos agradecimentos, desejo um Feliz 2018! Desejo de toda alma, apesar de acreditar que é quase utopia! Nos dois últimos anos, vimos cair a democracia, os direitos trabalhistas, os programas sociais, as estruturas institucionais, nossas estatais sendo quase "doadas", além do constante ataque àqueles que estão na linha de frente da oferta dos bens de consumo coletivo, ou seja, os servidores públicos. Vimos, também, movimentos de repressão por parte do governo ilegítimo e uma dança de cadeiras sem fim nos mais altos escalões, viabilizada pelas descobertas de escândalos. Vimos, por fim, o judiciário implacável, na tentativa de prender alguns sem provas (apenas com delações e convicções), sob o manto do combate à corrupção e, ao mesmo tempo, vimos esse mesmo judiciário encobertar investigações com fartas e robustas provas, além de mandar soltar e devolver o mandato aos mais sujos. Tudo isso, sem a mídia ou a população tecer quaisquer mobilizações, como acontecera por muito menos nos anos anteriores.

Portanto, acredito que em 2018, mesmo diante de tanta insanidade, que o verdadeiro povo brasileiro possa rever o seu lugar e lutar pela manutenção e conquistas de direitos. Isso significa resistência contra o que está posto. Significa, sobretudo, devolver ao povo o que lhe foi tirado: o governo e os direitos.

Sem isso, veremos mais uma vez, em mais um ciclo, a confirmação daquilo que Josué de Castro, Raimundo Faoro, Vitor Nunes Leal, Caio Prado Junior, Darcy Ribeiro, Milton Santos, entre outros, já redigiram sobre nossa trajetória e nossa herança, de um país que não consegue reduzir a desigualdade devida a sanha de uma elite que sempre confundiu o Estado com suas sacolas e seus pratos.

Um 2018 feliz, portanto, da maioria da população brasileira, só será possível se acontecer algo muito diferente de tudo o que está posto, como um "terremoto" que possa fazer o povo sair dessa alienação que, parece, tornou-se uma condição humana (pra lembrar Arendt).  Se tiver outro caminho, por favor manifestem-se. Eu continuarei a lutar por uma sociedade menos nojenta, que respeite os direitos, a cidadania e as diferenças e, acima de tudo, preze por alguns valores cada vez menos visíveis, tais como o direito à livre manifestação, expressão, crença e opções de vida, em uma perspectiva de respeito a todos os seres humanos, independentemente de todas as suas escolhas, bem como, independentemente do seu país de origem e características físicas.

Além disso, continuarei a produzir algumas reflexões que ultrapassem a barreira acadêmica e possa ilustrar algumas manifestações e sentimentos sob minha percepção do homem e da política. Fiquem à vontade para criticar, complementar e compartilhar. Aos novatos por aqui, sejam muito bem vindos!

Um abraço a todos e um 2018 repleto de vida!

Fonte da imagem: https://i.ytimg.com/vi/MWdVvnj5WlQ/maxresdefault.jpg
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Ricardo Luiz Töws

Pós-Doutorando pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ); Doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Maringá (PGE-UEM); Pesquisador do Grupo de Estudos Urbanos (GEUR/UEM) e do Observatório das Metrópoles (UFRJ e UEM). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR); Consultor da UNESCO/MEC; Conselheiro no Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial (CMPGT) de Maringá (PR) e Delegado da Assembléia de Planejamento e Gestão Territorial 5 (APGT-5) de Maringá (PR).
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