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quarta-feira, 6 de julho de 2016

MAS NÃO ERA PELA CORRUPÇÃO, PELOS IMPOSTOS, PELA IGREJA, PELA... E PRA SALVAR O PAÍS DA CRISE? É GOLPE!!!

Meus amigos,


Em minhas viagens e trajetos demorados acabo tendo poucas alternativas audíveis e, por isso, em algumas delas, aperto o botão do rádio que geralmente está sintonizado na CBN. Acabo por ouvir poucas coisas boas como depoimentos de Viviane Mosé, por exemplo, cujo livro “A escola e os desafios contemporâneos” estou lendo e recomendo, mas a maioria é o que há de mais reacionário, como Sardenberg, Mirian Leitão, Arnaldo Jabor e todo o lixo jornalístico que é disponibilizado gratuitamente e intencionalmente. Por esses vieses, acabei por ouvir as análises econômicas sobre o (des)governo golpista Temer e suas estratégias de recuperação de economia. Ouvi que o Sinistro da Fazenda está a propor medidas de austeridade e sinaliza para o aumento de impostos. Não demonstrou perspectiva da redução das taxas de juros, sobretudo SELIC e aponta para a corrosão estrutural do Sistema Único de Saúde (SUS) e Educação. Apontou ainda que o déficit orçamentário pode ultrapassar R$ 170 Bi, o que desencadeará estratégias austeras sobre os investimentos, sem incomodar setores como a dívida dos estados e o salário daqueles que usam togas e controlam a legislação. Por fim, se escutei certo, querem privatizar tudo, a torto a e direito, como uma das medidas de cobrir os gastos da máquina pública e enxugar o Estado. Pois bem! Do outro lado da cortina de fumaça, lembrei que os pedidos de impedimento da Presidenta Dilma estava ancorado em jargões injustificáveis (pois não há crime para impedimento), como por exemplo:
- O país precisa crescer, pois o PT quebrou o país e o rombo nas contas públicas ultrapassa R$ 90 Bi e não podia ser aprovado pelo congresso: ora, mas R$ 170 Bi pode?!?
- Não pode fazer concessões, a infraestrutura é precária: Fazer concessões para que empresas ajudassem a administrar equipamentos e obras do Estado não pode, já privatizar tudo e entregar de mão beijada para o capital privado a troca de quinquilharias pode?!?
- Tem que acabar o Mais Médicos, pois está mandando nosso dinheiro “pra Cuba”: O Programa Mais Médicos, que tinha por objetivos resolver a demanda dos pequenos municípios e das populações deprimidas não podia, porém, manda-los embora e enriquecer o cartel da medicina corporativa e dos grandes planos de saúde pode?!?
- O governo Dilma não investiu em Educação e os funcionários públicos do judiciário estão defasados: O Programa de criação e ampliação da Rede Federal de Educação Científica e Tecnológica, que abriu a torneira de recursos para a viabilização de uma educação para o mundo social do trabalho não foi considerado investimento (querem o dinheiro público no Sistema S), mas aumentar o salário do judiciário em mais de 40% em período de “pseudocrise” pode?!?
- O retorno do imposto do cheque é uma afronta, pois não podia né, levando os oportunistas, como o presidente da FIESP, por exemplo, a servir filé mignon aos “manifestantes” de verde amarelo e a construir o pato da vergonha; ou ainda a classe média e alta a bater panelas nas janelas dos edifícios de luxo; ou os playboys saírem com suas "empregadas" nas manifestações de domingo à tarde; agora ver o anuncio das medidas de aumento de imposto no governo golpista não tem problema, ninguém vai às ruas!
Então meus amigos, cada dia está mais evidente que o golpe, travestido de impedimento, não tem outro fim senão entregar nosso país nas mãos dos conservadores, defensores da moral e dos bons costumes, que não conseguem ver os pobres terem direitos e alcançarem seus espaços em um mundo e país cada vez mais segregador e preconceituoso. Deveríamos nós fazer a oposição agora e convencer os Senadores da República de quão complexo será deixar a democracia sair pelo ralo e ver os direitos e conquistas dos trabalhadores simplesmente “desmancharem no ar”. Convencê-los (já sabem mas não querem ouvir) de que o golpe não é só pelo fim da corrupção (o contrário né) e pra “salvar a crise”: É pra interromper a cidadania e a democracia! É para que os pobres e trabalhadores deste país parem de ter vez, voz e.... dignidade!



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Ricardo Luiz Töws

Doutor em Geografia pelo PGE-UEM - Programa de Pós-Graduação em Geografia, membro do GEUR - Grupo de Estudos Urbanos e do Observatório das Metrópoles - Núcleo R.M.M. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR Campus Avançado Astorga).
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