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quarta-feira, 22 de junho de 2016

CASA ARRUMADA É ASSIM

Imagem e crônica adoráveis. 

Em especial, a imagem provocou uma espécie de nostalgia, ao fazer-me lembrar dos meus 11 anos de idade, na Chapada dos Guimarães (MT), aos meus 18, nas visitas às aldeias indígenas do Sul do Mato Grosso do Sul e ainda aos 20, na Serra da Mantiqueira (MG)... Mas igualmente lembrei dos assentamentos que visitei em Assunção (Paraguai) e de lugares encantadores no Nordeste! Por isso, compartilho com vocês: 

Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.


Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…

Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…


Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.


Sofá sem mancha?

Tapete sem fio puxado?

Mesa sem marca de copo?

Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.


Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.


Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…


Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.


A que está sempre pronta pros amigos, filhos…

Netos, pros vizinhos…

E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.


Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.


Arrume a sua casa todos os dias…

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…

E reconhecer nela o seu lugar.


Do portal Raízes [Retirado do Perfil do Facebook de Cleusa Slaviero]
(O texto é atribuído, em várias fontes na internet, como sendo de Carlos Drummond e outras fontes dizem que é de Lena Gino. Não podemos precisar com dados de registro na Biblioteca Nacional. Se você souber com precisão, por favor, entre em contato conosco. Obrigado).

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Ricardo Luiz Töws

Doutor em Geografia pelo PGE-UEM - Programa de Pós-Graduação em Geografia, membro do GEUR - Grupo de Estudos Urbanos e do Observatório das Metrópoles - Núcleo R.M.M. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR Campus Avançado Astorga).
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