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segunda-feira, 28 de março de 2016

MINHA OPINIÃO SOBRE O MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO



Vários estudantes e colegas fizeram questionamentos sobre o momento político que estamos vivenciando, o que denota algo bom e raro em dias de batalhas: o sujeito coloca-se na condição de ouvinte! Diante disso, expresso meus sentimentos em relação ao que parte da sociedade brasileira está denominando de Golpe. Esse termo não está alinhado com o Golpe Militar que ocorreu em 1964, mesmo que a causa, a força e os discursos da mídia e dos setores mais conservadores da sociedade sejam exatamente os mesmos. Na verdade, não é a tomada do poder pela força bélica/militar: é o boicote ao governo Dilma em que sujeitos que fizeram parte do governo, se aliaram ao governo em tempos de conveniência, mas que, por motivos também convenientes (pra eles), estão forçando um impedimento sem legitimidade para governar e atender os interesses das classes dominantes e das grandes corporações internacionais, sobretudo àquelas ligadas aos combustíveis fósseis. O enredo é claro: líderes de partidos conservadores emergiram em cargos importantes, como a presidência da Câmara e do Senado, além da própria vice-presidência, imbricaram-se com o Poder Judiciário e, aproveitando-se da conjuntura de fortalecimento das instituições viabilizadas pelo próprio governo, locupletaram-se em acordos, conchavos e achaques para derrubar a presidente da República. Então é mais do que apenas um golpe; é a utilização de meios escusos, do fortalecimento da tríade Congresso-Judiciário-Mídia para que o plano funcione: derrubar um governo legitimamente e democraticamente eleito para regredir o país à época das Capitanias Hereditárias. De fato, nunca nos libertamos da questão “hereditária”, uma vez que o nepotismo, a formação do político profissional, advindo das famílias e sobrenomes das elites ainda infestam o poder e governam na contramão da viabilização de bens de consumo coletivo para os trabalhadores e seus filhos. Governam para que os interesses dos proprietários dos meios de produção e dos agentes sociais hereditariamente constituídos sejam realizados. Governos que tentaram quebrar esta ordem sofreram atentados e retaliações e não puderam governar. A República, de fato, nunca funcionou quando deveria ser República. Mais uma vez vivemos neste período conturbado, em que acaba prevalecendo a criação de forças a partir da construção de uma alienação social. Parece que vivemos em um período que esta alienação social torna-se também espacial e jurídica: sujeitos furiosos, enraivecidos e cheios de ódio querem, a todo o custo, com um discurso de fim de corrupção, mantê-la para que o status quo de uma hegemonia que foi erodida nos últimos governos populares possa ser novamente construída, sob uma roupagem de fim da corrupção, quando na verdade, a ideia é mantê-la. Desejo força à Presidenta Dilma e manifesto apoio incondicional para que sujeitos que possuem alinhamento com a corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB), Aécio Neves (PSDB), Beto Richa (PSDB), Paulinho da Força (Sol.), Mendonça Filho (DEM), entre tantos outros crápulas e usurpadores da paz, da ordem social e dos recursos públicos, sejam, de fato, inviabilizados em seus cargos e intenções, para que a República possa voltar funcionar. O ataque não é feito à Presidenta Dilma, somente. É um ataque à democracia e à ordem pública
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Ricardo Luiz Töws

Doutor em Geografia pelo PGE-UEM - Programa de Pós-Graduação em Geografia, membro do GEUR - Grupo de Estudos Urbanos e do Observatório das Metrópoles - Núcleo R.M.M. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR Campus Avançado Astorga).
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