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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Maquetes do Relevo

Maquetes podem ser muito utilizadas em aulas de Geografia. Abaixo tentamos mostrar como construir maquetes a partir de mapas com curvas de nível.
Os passos para a construção da maquete:
- desenhar em folha fina o contorno geral do mapa;
-desenhar no mesmo tipo de folha toda curva de nível de menor altitude
-desenhar em folhas separadas cada uma das curvas de nível mapeadas
-cole cada uma dessas folhas sobre isopor de meio centímetro;
-recorte as curvas do isopor, usando agulha quente
-cole as peças (as curvas), montando o relevo: as curvas de maior altitude sobre as de menor, até o topo das montanhas mais altas;
- cobrir com papel “marchê” (papel toalha ou higiênico aplicados com pincel embebido de mistura cola branca-água) para facilitar a aplicação da massa corrida, que eventualmente pode até ser desnecessária;
-caso ache necessário, passar massa corrida para eliminar os degraus que restarem e depois pintar.
- o trabalho pode ser feito em EVA, papelão ou outro material, o essencial é manter a equidistância e a mesma espessura do material para cada curva.
- calcular o exagero vertical como veremos a seguir.





Tento ilustrar abaixo: Crie uma paisagem da sua imaginação, abaixo criei uma colina em curvas de nível e vou fazer uma maquete com ela.



Agora copio as curvas: primeiro o contorno geral, que corresponde, aqui, à altitude mais baixa: os 200 metros: em seguida faço cópia da curva subsequente (210 metros); depois as curvas superiores, até a última curva.



 


Colo cada “peça” sobre o isopor ou papelão e recorto peça por peça. Em seguida é colar uma peça sobre a outra (fiz esta de papelão, a de baixo, de isopor):

Volto a insistir que para uma maquete mais realista deve-se eliminar os degraus da colina, suavizando suas vertentes, utilizando para isto massa corrida. Outros preferem deixar como mostrado acima.
Foi uma maquete simples, porém, as mais complicadas seguem os mesmos princípios, apenas requerem tempo maior de trabalho.




Detalhando:
Copie as imagens para seu computador e as imprima. Recorte-as do papel; coloque-as sobre o isopor e recorte-as do isopor. Cole-as:
Esta primeira “prancha” é a base da maquete.

Esta segunda prancha representa toda a extensão do terreno mapeado acima do nível do mar:

Agora, prancha de altitudes superiores aos 400 metros, excluir altitudes inferiores ( e assim por diante…):

Agora é colar peça sobre peça…


Faça o acabamento com massa corrida ou com “papel marchê”, capriche nos rios e pronto, é utilizar das maneiras criativas que você sabe (invente as escalas, aumente o mapa original, faça exposições, etc.)
Veja  agora: tentei eliminar os degraus e suavizar as vertentes, colando papel marchê e depois passando massa corrida (massa de parede). Trabalhei na metade direita da maquete para permitir comparações. Agora é só pintar.


 Pintarei a metade em que passei massa corrida e mostrarei aqui. Aguardem.
Eis ai, a parte pintada da maquete. Pintei com guache e passei cola branca depois de seco, o que deu o brilho.

Agora tenho que desenhar os rios…

EXAGERO VERTICAL EM MAQUETES

Fazer maquetes é muito interessante e tudo mais. Um aspecto que não pode ser deixado de lado, contudo, é a existência do exagero vertical em qualquer maquete que se construa notadamente naquelas que representam continentes, países, estados ou regiões.
Os nossos alunos têm que saber o que acontece: se faço uma maquete de uma região a partir de um mapa de escala 1:4 000 000 obviamente a escala horizontal da maquete será a mesma.  Todavia, com a escala vertical ocorre diferente: a escala vertical dependerá do material que for usado para a  confecção da maquete. Suponha que a equidistância entre as curvas de nível desenhadas e utilizadas na maquete seja de 200 metros. Se eu uso, como é de minha preferência, placas de isopor de 0,5 cm para representar os níveis de altitude, terei o seguinte: 0.5 cm representa 200 metros, logo, um centímetro representa 400 metros. Então a escala vertical será de 1: 40 000 (Lembrar que 400 metros é igual a 40 000 centímetros).

Compare: escala horizontal: 1:4 000 000
Escala vertical: 1:40 000

Ora, vê-se que a escala vertical é muito maior que a horizontal. Daí o dito exagero vertical. No nosso exemplo o exagero será de:

4 000 000 /40 000  = 100
Exagero vertical igual a 100 vezes.

Se a escala vertical utilizada fosse igual à escala horizontal, não haveria exagero, em compensação não haveria maquete. Não existem placas de isopor ou folhas de papel finas o suficiente para representar a altitude de 200 metros na escala 1:4 000 000. Ou seja, se em uma escala 1:4 000 000 cada centímetro  corresponde  a 40 000 metros, então, 200 metros deveriam ser representados por 0,005 centímetros. Esta deverá ser a espessura da placa de isopor ou de papelão, ou seja, neste caso se a maquete fosse feita com papel de seda colado um sobre o outro estaríamos perto da realidade.

Maquetes sempre trazem exageros verticais. Assim, o relevo do nosso estado ou do nosso país não é tão acidentado quanto às maquetes dão a entender. Compreendendo isto, você terá dado um grande passo no conhecimento do mundo através de instrumentos tão abstratos como mapas e maquetes.

Fonte: Don Felipe

Vocês poderão observar ainda uma maquete do Brasil, elaborada pelo Prof. Virgílio e seus alunos, na Faculdade de Jandaia do Sul (Fafijan). A maquete ocupa um grande laboratório e pode ser visualizada nas fotos do site: Fafijan



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Ricardo Luiz Töws

Doutor em Geografia pelo PGE-UEM - Programa de Pós-Graduação em Geografia, membro do GEUR - Grupo de Estudos Urbanos e do Observatório das Metrópoles - Núcleo R.M.M. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR Campus Avançado Astorga).
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