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segunda-feira, 13 de abril de 2015

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO INTEGRADO EM INFORMÁTICA EM ASTORGA



Disponibilizamos o Projeto Pedagógico do Curso de Informática Integrado ao Ensino Médio para toda a comunidade de Astorga e Região. O Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio tem duração de 4 anos e é desenvolvido com base numa proposta pedagógica conhecida como Pedagogia por Projetos, na qual o conhecimento é construído por meio de metas preestabelecidas entre alunos e professores em perspectiva multirreferencial e transdisciplinar. O curso oferta os conhecimentos formais de nível médio, além de capacitar os estudantes como Técnicos em Informática, preparando-os para o mundo do trabalho. 

Segue um trecho do PPC: 

A escolha de um curso Técnico será extremamente significativa para o seu futuro, como o será sua contribuição para o projeto de nação em que o Governo Federal tem investido. Importa, nesse momento, saber qual é a perspectiva dessa formação e a que ela se propõe. Trata-se de superar a redução dos cursos técnicos a aspectos simplesmente operacionais, alheios à dimensão intelectual, e aos conhecimentos que sempre estão na sua origem; significa dizer que sua formação técnica, uma vez que se quer integrada, tem perspectiva contrária ao entendimento de que um técnico deva ser limitado ao sentido estrito de sua função. Veja que não é uma proposta de pouca importância; significa superar a histórica divisão social do trabalho, entre quem executa e quem pensa, dirige ou planeja. Para além disso, significa superar o mito platônico dos metais, a partir do qual dizia o clássico haver almas de ouro, de prata e de bronze, respectivamente dos governantes, dada a racionalidade da alma, dos guardas, dada sua coragem, e dos lavradores e artífices, cujas almas são determinadas pelo desejo da matéria que querem produzir ou reproduzir, portanto, os menos nobres, com almas de bronze. Já nessa divisão classista estava o gérmen de um equívoco histórico que a politecnia vem corrigir. Por educação politécnica entendemos aquela que conjuga o trabalho manual com o trabalho intelectual e a cultura geral com a cultura técnica; essa é a perspectiva da formação integral do cidadão, para a vida em sociedade e para o mundo social do trabalho.
Há muitas reflexões que fundamentam essa perspectiva que nos é orientada pelo Documento Base da Educação Profissional Técnica Integrada ao Ensino Médio do Governo Federal, além das legislações específicas. Para melhor compreendermos a proposta de um curso de nível médio integrado a um curso técnico, gostaria de lhe destacar alguns pressupostos de que consta o referido documento; por exemplo, a ideia de que a realidade é uma totalidade de múltiplos fenômenos que se relacionam entre si. Quando entendemos as partes e suas relações, produzimos o conhecimento. Fizemos isso ao longo da história da humanidade, observando a natureza e procurando entender como ela se organiza. Com o trabalho, conseguimos usar a natureza para nosso próprio benefício, à medida que conhecemos seus fenômenos; assim foi quando o homem, conhecendo, passou a explorar a terra e a domesticar animais.
Ora, disso tudo, apreendemos que o trabalho só faz sentido se conjugado ao conhecimento. A técnica é a competência na execução de um trabalho; se exercemos a técnica sem o conhecimento que subjaz a sua concepção nos tornamos máquinas, é a mecanização do homem. Por outro lado, se partimos do conhecimento da realidade que nos levou à técnica para, com o nosso trabalho, intervir na natureza a fim de suprir nossas necessidades, estamos no domínio da tecnologia, que, nesse sentido, é extensão das capacidades humanas. Entre o conhecimento, como apreensão da realidade, e a técnica do trabalho, como intervenção na realidade, está a tecnologia mediando esse processo.
A escola, por sua vez, é o espaço privilegiado onde esses fenômenos da realidade e suas relações devem buscar representação para a apreensão do coletivo. Retiradas do contexto natural, essas relações da totalidade representadas na escola, de fenômenos que eram na natureza, passam a ser teoria que, se não for contextualizada, perde também seu sentido, assim como o trabalho sem conhecimento. As teorias sistematizadas nos levam à ciência, que, portanto, tem também sua origem no conhecimento e, mediante a tecnologia, serve-nos a intervir tecnicamente na sociedade com nosso trabalho.
Diante de tudo isso, entendemos que formá-lo cidadão para o mundo social do trabalho não é prepará-lo exclusivamente para o exercício técnico do trabalho, mas, numa perspectiva integradora, é instrumentalizá-lo dos conhecimentos, se embora teóricos, contextualizados, a fim de que você desenvolva as técnicas necessárias para o exercício consciente e libertador do seu trabalho. Nesse processo, você se apropria da ciência e lança mão das tecnologias.
Esse é o sentido politécnico de um curso integrado, mas não podemos perder a noção de que, se partimos da análise da multiplicidade de fenômenos da realidade, devemos compreender que essa análise deve transitar por todas as dimensões da vida natural e social".

Para acessar o documento, clique aqui
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Ricardo Luiz Töws

Doutor em Geografia pelo PGE-UEM - Programa de Pós-Graduação em Geografia, membro do GEUR - Grupo de Estudos Urbanos e do Observatório das Metrópoles - Núcleo R.M.M. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR Campus Avançado Astorga).
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