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sábado, 22 de março de 2014

Conheça quais foram as extinções em massa que já atingiram nosso planeta

Extinção do Ordoviciano

Ocorreu há 450 milhões de anos e é considerado o segundo maior evento de extinção em massa (principalmente da vida marinha) na história da Terra. Nesta época toda a vida conhecida estava confinada nos mares e oceanos. Mais de 60% dos invertebrados marinhos foram extintos. A causa imediata de extinção parece ter sido o movimento de Gondwana para a região polar sul. Isso levou a diminuição da temperatura global, glaciação e consequente queda do nível do mar. A queda do nível do mar interrompeu ou eliminou habitats ao longo das plataformas continentais. A evidência para a glaciação foi encontrada em depósitos no deserto do Saara.

Extinção do Devoniano: o fim da idade dos peixes


É considerada a terceira mais intensa das extinções massivas ocorrido há pelo menos 360 milhões de anos que atingiu a “idade dos peixes“, coincidente com a expansão da vegetação terrestre. Suas causas ainda não são conhecidas e foram atribuídas a impactos de grandes metoros, glaciação, redução do dióxido de carbono e falta de oxigênio dos oceanos.

A superfície dos mares que tinha em torno de 34°C teve uma queda para 26°C e com isso grande parte da vida marinha se foi. O frio das áreas continentais foi devido a partículas levantadas por impactos de meteoros. O evento vitimou cerca de 70% da vida marinha, sobretudo corais e estromatoporóides. Os placodermos, peixes que tinham a cabeça e tórax coberto por placas dérmicas, desapareceram neste evento.

Extinção Permo-Triássica: A maior de todas


Foi o evento de extinção mais severo já ocorrido no planeta Terra. Ocorreu no final do Paleozóico há cerca de 251 milhões de anos, resultando na morte de aproximadamente 95% de todas as espécies marinhas e de 70% das espécies continentais. A teoria mais aceita é que uma erupção vulcânica gigantesca aconteceu no território da Sibéria e liberou grandes quantidades de CO2 aumentando o efeito estufa em 5°C extras na temperatura da Terra.

E por consequência disso, ocorreu a sublimação de uma grande quantidade de metano congelado no fundo dos oceanos. A libertação deste metano causou o aumento em mais 5°C na temperatura do efeito estufa, somando 10°C extras a temperatura do mundo. Nesta catástrofe, os únicos lugares onde a vida poderia sobreviver seriam próximos aos Polos da Terra.

A Extinção do Triássico-Jurássico: Favoreceu a chegada dos dinossauros


Ocorreu há 200 milhões de anos afetando profundamente a vida na Terra. Cerca de 20% de todas as famílias marinhas e de arcossauros (com exceção dos dinossauros) foram extintas, o mesmo ocorreu com os grandes anfíbios da época. Este evento abriu um nicho ecológico que permitiu aos dinossauros desempenharem papel dominante no período Jurássico e posteriormente no período Cretáceo.

A teoria mais aceita para esta extinção em massa é que erupções vulcânicas maciças teriam sido responsáveis por tal extinção, elas teriam liberado quantidades imensas de dióxido de carbono e dióxido de enxofre que teriam causado um aquecimento global intenso e depois um resfriamento.

Extinção K-T (Cretáceo-Terciário): O fim dos dinossauros


Foi a extinção em massa mais recente ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos. Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes. Diversas teorias tentam explicar a extinção K-T, sendo que a mais aceita atualmente é a que justifica a catástrofe como sendo resultado da colisão de um asteroide com a Terra.  Foi um evento severo, causando uma extinção em cadeia. Partículas atmosféricas bloquearam a luz do sol, reduzindo a quantidade de energia solar que chega à superfície da Terra, as espécies que dependem da fotossíntese sofreram declínio ou extinguiram-se.

Tais organismos era a base da cadeia alimentar no fim do Cretáceo e assim, evidências sugerem que animais herbívoros morreram e consequentemente, os predadores do topo da cadeia tal como o Tiranossauro rex.


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Ricardo Luiz Töws

Doutor em Geografia pelo PGE-UEM - Programa de Pós-Graduação em Geografia, membro do GEUR - Grupo de Estudos Urbanos e do Observatório das Metrópoles - Núcleo R.M.M. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR Campus Avançado Astorga).
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