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terça-feira, 8 de agosto de 2017

UMA INJUSTIÇA REPARADA: “EX-REITOR PROF. COLOMBO”

Texto dos nossos companheiros:


O MM. Juiz Dr. Sérgio Moro em 07.08.17 emitiu sentença sobre a Operação Sinapse, e se manifesta em relação ao Prof. Dr. Irineu Mario Colombo, ex-Reitor do IFPR, que solicitou a investigação na EAD em 2011, no exercício do cargo, da seguinte maneira: “(...) absolver, nos termos do art. 386, VII, do CPP, de todas as imputações contidas na denúncia...”, conforme AÇÃO PENAL Nº 5037410-53.2013.4.04.7000/PR da Justiça Federal. 

Isso representa dizer que o ex-Reitor legitimamente eleito pela comunidade do IFPR, no exercício do seu mandato, foi humilhado e execrado por lideranças políticas e sindicais conservadoras, mas ditas progressistas, com todas as formas de pressão e articulações para a suspensão do seu mandato na formação de opinião pública interna, devido a interesses de grupos.

Retifique-se: o ex-Reitor Irineu Colombo denunciou o esquema das Oscips em parceria com a EAD do IFPR em 2011 ocasionando a investigação chamada Operação Sinapse: foi afastado do cargo por força judicial, transformado em réu e com uma exposição pessoal, familiar e profissional humilhante pelo motivo de ter elaborado um livro paradidático para a EaD, de acordo com a solicitação pedagógica, tendo recebido pró-labore pela autoria no valor de R$ 3.118,30. Esse foi o motivo que injustamente fora afastado do IFPR. Mesmo alegando que se tratava de um valor recebido por conta de um trabalho feito, foi tratado com culpa e julgado antes da hora. Além disso, humilhado, desonrado e marginalizado no meio escolar/acadêmico e na Rede Federal pela sua visibilidade à época. 

Em tempos hodiernos em que as relações e as informações tornam-se fulgazes e líquidas, injustamente o afastaram do cargo e o desqualificaram em uma trajetória profissional e acadêmica enquanto servidor público federal desde 1991. Colombo é Pós-Doutor em História da Educação (UFPR) e Doutor em História Social (UnB). Atualmente é professor de História do campus Pinhais, mas tem larga experiência profissional no magistério. Foi vereador, deputado estadual e deputado federal sendo relator responsável pela aprovação da transformação do CEFET/PR em Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR); no congresso foi relator do Programa Universidade para Todos (Prouni). Ocupou cargos de relevância no MEC; criou a Diretoria de Articulação e Projetos Especiais. Foi responsável pela implantação da supervisão ao Programa de Expansão da Educação Profissional (PROEP). Foi responsável pela concepção e implantação do Programa Brasil Profissionalizado, para apoiar melhoria na gestão, formação, avaliação e construção de novas escolas técnicas de nível médio aos estados brasileiros. Ajudou na elaboração do projeto que criou os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, tendo participação direta na criação do Instituto Federal do Paraná, Instituto Federal do Mato Grosso do Sul e no Instituto Federal de Rondônia. Além disso, pela sua atuação no MEC, na gestão da expansão da Educação Profissional e Tecnológica, foi agraciado pelo Ministério com uma das mais altas comendas, a Medalha Nilo Peçanha em 15/12/2010. Há também questões que poucas pessoas sabem: durante sua estada no MEC foi o relator da criação do IFAL e do “IFPR”.

Possui erros e dificuldades como qualquer gestor, mas manteve-se sempre honesto e íntegro. Porém, é certo que muitas dificuldades marcaram sua gestão desde greves a escassez de recursos entre outros, como resultado de todo processo educacional, pois há muito que ser feito. O Instituto é uma autarquia dinâmica, em construção, voltado à sociedade enquanto bem coletivo e público. No entanto, algumas conquistas coletivas sob seu comando são importantes registrar, mesmo com momentos tão conturbados da sua gestão: organizou e elaborou o conjunto de normativas e documentos institucionais do IFPR; criou e regulamentou conselhos, comitês, comissões e demais instâncias de gestão participativa e democrática; ampliou para 25 unidades ou campi tornando-se um dos maiores e mais influentes da Rede; construiu e entregou 18 prédios escolares em fase final de acabamento à época; instituiu o maior programa de acervo bibliográfico de referência na Rede; cedeu e regulamentou a estrutura predial e a sede do campus Curitiba; estabeleceu a política de inclusão com 80% de vagas para cotistas sendo a maior referência de inclusão na Rede à época; manteve e ampliou Programas sociais aos movimentos sociais, entre várias parcerias, como o ARCAFAR; equipou com recursos financeiros a infraestrutura e equipamentos dos laboratórios dos cursos técnicos e tecnológicos e de licenciaturas nos diferentes eixos e áreas em todo Instituto; fez inúmeras parcerias no interesse público, desde a capacitação, o incentivo à pesquisa entre outros; autorizou a criação de cursos com simultaneidade, de acordo com o itinerário formativo, dos cursos FIC à pós-graduação; criou o maior Programa de bolsas e auxílios que o IFPR já disponibilizou aos estudantes pela Assistência Estudantil; implantou as políticas de inovação no IFPR e os eventos do SE²PIN, Encontros de Organização do Trabalho Pedagógico da PROENS, GT Pessoas e uma gama de eventos ocorridos durante a gestão; fez concursos em todas as áreas ampliando majoritariamente o número de servidores e concedeu DE, no direito de todos os servidores docentes à época, entre muitas outras ações.

Portanto, nos autos, antes da sentença final expressa pelo DD. Sr. Juiz o próprio Ministério Público Federal destacara que “o pagamento em questão teve causa lícita, motivo pelo qual pede-se a absolvição”. Neste momento é com alegria, que se dirige a comunidade escolar e acadêmica do IFPR, apesar do imenso atraso e sofrimento pessoal, familiar e transtornos profissionais, para comunicar por transparência que a Justiça Federal emitiu sentença sobre a Operação Sinapse absolvendo-o completamente e reparando injustiça.⁠


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Palestra sobre Geografia: Atuação, prática e inovação

Ontem, dia 01 de agosto, tive a honra de ministrar a palestra "Geografia: atuação, prática e inovação", na Universidade Estadual do Paraná (Campus Campo Mourão). 

Foi uma honra por ter sido a primeira instituição pública em que tive a oportunidade de lecionar, o que remete para lembranças importantes na trajetória e carreira acadêmica a que propomos seguir. Foi interessante, pois revi os amigos e o engajamento na produção do conhecimento e na formação de professores, papel tão importante e de ímpar significação em tempos de retrocesso social e retorno ao tecnicismo. 

Oportunamente, trabalhei com as perspectivas e experiências que tivemos depois que saímos de lá. Na atuação como docente no ensino médio e técnico, passamos por entraves e complexidades, uma vez que não é possível reproduzir o status quo de um processo educacional que é opaco e ineficiente. A estrutura da rede federal, por exemplo, possibilita múltiplas formas de pensar e fazer pedagógico, uma vez que a "autonomia universitária" viabiliza a criatividade e a implantação de novas formas e processos educacionais. Em outras palavras, é papel docente atuar na busca de profícua formação em termos de didática, mas é essencial que o currículo faça parte de uma discussão permanente. Não há, em tempos extraordinários como vivemos, chance para repetirmos a mesmice em termos pedagógicos e reproduzir os modelos que visam a oferta formativa para o chão de fábrica. Afirmamos, desse modo, que a educação deva seguir os ditames da carta magna, em termos de formação para a cidadania. 

Parece jargão corriqueiro "formar para a cidadania". Porém, sabemos que é discurso apropriado pelas mais diversas instituições, quando na verdade, a ideia é seguir os ditames de um ideário construído no cerne do sistema produtivo e formação cultural embutida: seguem os ideais de formar para os testes, para os vestibulares, para serem "o melhor", para conseguirem uma vaga no "mercado de trabalho". É uma falácia, pois sabemos que os números da educação brasileira ilustram a falência desse modelo: docentes e crianças tomando "de ritalina pra cima"; os estreitos portões das universidades ditando os que entram pela meritocracia e os que não entram pela incompetência, quando sabemos que, mesmo que desconsiderássemos essas esdrúxulas variáveis, não teria vaga pra todo mundo. Em outras palavras, a escola tradicional brasileira "forma" para o sujeito passar nos vestibulares, mas pouco mais de 15% adentram os portões do ensino superior e os demais ficam de fora. 

Devemos, assim, pensar uma educação holística que instrumentalize o sujeito para o mundo da vida, logo, viabilize uma formação cidadã. O cerne dessa mudança de paradigma deve ser a discussão sobre currículos críticos e pós-críticos. Logo, é necessário mudar a estrutura escolar não apenas na forma de atuação docente, mas em termos de método. A discussão sobre currículo pressupõe a discussão de método. É necessário discutir qual o modelo de sociedade que se quer, para esboçar um perfil de egresso que atenda esses anseios. Ao ignorar qualquer discussão sobre neutralidade, assumimos que o currículo não é neutro, logo, é carregado de intencionalidade pedagógica, política, ideológica e cultural. Essa intencionalidade deve ser explicitada, uma vez que o conhecimento historicamente produzido já mostrou que a educação não pode ser tratada como mercadoria e seu resultado não pode ser para a produção de um exército industrial de reserva. Portanto, devemos fomentar a educação para além do capital, como teoriza Mészáros, pois, essencialmente, o mundo passa por alterações significativas no bojo da pós-modernidade. 

Para isso, é necessário despir-se das ilações subservientes do sistema produtivo e pensar de forma holística em uma aprendizagem emancipatória. Logo, é essencial retomar Paulo Freire, Moacir Gadotti, Pierre Bordieu, Michel Foucault, Zigmunt Bauman, Milton Santos, István Mészáros, entre muitos outros, que, para além de discutir educação, discutem sociedade e, para além de discutir sociedade, trabalham com as múltiplas escalas e relações que perpassam a complexidade humana e socioespacial. A escola, como uma das basilares estruturas e, digamos de passagem, uma das instituições que menos mudou, deve passar por um processo de mudança, para, minimamente, acompanhar as novas dinâmicas por que passa nossa sociedade. 

Nessa lógica, não dá mais para afogar a culpa do fracasso escolar na estrutura ou no "sistema". É necessário que os professores assumam o protagonismo como co-responsáveis pela tragédia. Ao assumirmos, teremos a tranquilidade para debruçar sobre novas formas de encarar a dimensão do global que se reflete no local, como dizia Milton Santos, e, imperativamente, alterar de forma definitiva os processos pedagógicos e educacionais. Essa alteração, necessariamente, passa pela necessidade de um professor que consiga fazer uma leitura dialética e mude a forma de atuação, que passa da viabilidade do ensino, que é formal e burocrática e passe para viabilizar a aprendizagem, que é a extrema necessidade das gerações que estão chegando. Em outras palavras, no bombardeamento da informação, na mídia e nos livros didáticos, não é garantida a aprendizagem, uma vez que essa passa pelo fazer. É preciso produzir encantamento e montar escolas que os estudantes sintam-se agentes do processo de formação, transformação e produção do conhecimento. Logo, é necessário colocá-lo em constantes desafios, que inclui a "reinvenção da roda". Portanto, aproveitamos o conhecimento historicamente produzido como essencial no papel da mediação do conhecimento, no entanto, criamos esteiras para que a pesquisa e a investigação científica faça parte do cotidiano dos estudantes, não como receptores, mas como produtores. 

São inúmeras receitas, mas destacamos a pedagogia por projetos como uma das proposições de vanguarda neste processo. Ao considerarmos que o público alvo é heterogêneo bem como possui angústias e necessidades múltiplas, devemos mudar a relação tempo-espaço de aprendizagem, possibilitando tempos e diversificações na forma de aprender. O caminho é conciliar as temáticas ao arranjo social e produtivo local, na perspectiva de ignorar as práticas que consideram o sujeito como tábula rasa e inverter a lógica, em que o sujeito possui vivência, história, processo e conhecimento suficiente para somar ao conhecimento dos demais colegas e, a partir da mediação, produzir uma simbiose com o conhecimento historicamente produzido, como dizia Saviani. 

Ao realizarmos essa experiência por quase dois anos, percebemos avanços significativos em termos de produção do conhecimento. Tivemos estudantes mais criativos, sociáveis, cidadãos e emancipados, na construção de sujeitos de sua própria história. Como nossa área de formação e atuação é a geografia, começamos a ver a geografia em tudo. A ciência que mais estuda e entende de mundo, serviu como luva em projetos diversos com as mais variadas temáticas. Foi necessário despirmos de que era necessário seguir à risca todos os conteúdos listados nos documentos e diretrizes. Desse modo, a aplicação prática em diversos projetos aflorou a necessidade de entendimento de conteúdos desde escala até sensoriamento remoto; desde placas tectônicas até a produção de globo terrestre com demonstração do relevo em impressora 3D; desde estudos sobre as formas de vida até a produção de estação meteorológica computadorizada; desde as células até produção de hortaliças em sistemas agroflorestais sintrópicos e agroecológicos. E assim por diante. 

Na palestra, detalhamos os resultados e também como essa forma de ensinar e aprender ensina o estudante a aprender a aprender como dizia Paulo Freire, de modo que, a despeito das importantes críticas sobre esse pensamento, é cada vez mais necessário despertarmos nos estudantes a melhor forma particular de aprendizagem, pois assim ele ganha o mundo e cada vez menos precisa das engessadas estruturas escolares. O tema, de fato, foi trabalhado sob a perspectiva da geografia, mas no bojo do processo de inovação de processo, no caso, inovação de processo pedagógico. Essa inovação viabilizou espaço e tempo para o afloramento das demais inovações, que foram as inovações de produtos apresentadas na referida palestra. Um demonstrativo segue no anexo. Percorremos, de fato, sobre nossa atuação, a luta por uma educação de vanguarda para posterior aplicação e inovação. Mais detalhes e informações podem ser acompanhados nas pranchas no anexo desse texto. A ideia de não terminá-lo é a possibilidade de gerar curiosidade e despertar o debate sobre os processos inovadores de viabilizar o conhecimento e a aprendizagem, tão caros em um mundo de inflexão ultraliberal em que o retrocesso já pode ser visto pela janela. 

Slides da apresentação








domingo, 16 de julho de 2017

UFJF ABRE 43 VAGAS PARA DOCENTES. SALÁRIOS DE ATÉ R$ 18 MIL




A Universidade Federal de Juiz de Fora lançou quatro editais que contemplam 43 oportunidades para professores do Magistério Superior, do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e para o cargo isolado de Professor Titular-Livre do Magistério Superior. As chamadas foram abertas pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e publicadas no Diário Oficial da União (DOU). O vencimento básico é de R$ 2.236,29 (20h) e R$ 4.446,51 (40h) e pode chegar a R$ 3.305,07 (20h) e R$ 9.570,41 (40h), conforme titulação. No caso do professor titular o vencimento total é de R$ 18.895,71.
O edital 14.2017, para o Magistério Superior em Juiz de Fora, conta com 29 vagas de ampla concorrência e uma de ação afirmativa destinada a negros. Os cargos são designados para as seguintes unidades: Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (Departamento de Ciências Administrativas), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (Departamento de Projeto, Representação e Tecnologia), Faculdade de Direito (Departamento de Direito Privado e Departamento de Direito Público Formal e Ética Profissional), Faculdade de Educação (Departamento de Educação), Faculdade de Engenharia (Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica), Faculdade de Letras (Departamento de Letras Estrangeiras e Modernas), Faculdade de Medicina (Departamento de Clínica Médica, Departamento de Internato, Departamento Materno Infantil e Departamento de Saúde Coletiva), Faculdade de Odontologia (Departamento de Clínica Odontológica), Faculdade de Serviço Social (Departamento de Fundamentos do Serviço Social e Departamento de Política e Ação do Serviço Social), Instituto de Artes e Design (Departamento de Artes e Design e Departamento de Música), Instituto de Ciências Biológicas (Departamento de Zoologia), Instituto de Ciências Exatas (Departamento de Ciência da Computação e Departamento de Estatística e Departamento de Física) e Instituto de Ciências Humanas (Departamento de Ciência da Religião, Departamento de Ciências Sociais e Departamento de História).
O regime de trabalho é de 40 horas semanais em tempo integral, com dedicação exclusiva e/ou gestão institucional, ou de 20 horas semanais em tempo parcial.
Já o edital 13.2017 oferta cargos de professor do Magistério Superior no campus Governador Valadares. São nove vagas de ampla concorrência. As oportunidades são para o Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (Departamento de Administração) e para o Instituto de Ciências da Vida (Departamentos de Educação Física e de Medicina). O regime de trabalho também é de 40 horas semanais em tempo integral ou de 20 horas semanais em regime parcial.
E o edital 12.2017 conta com duas vagas para professor no Colégio de Aplicação João XXIII, em Juiz de Fora. Os cargos são destinados a professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. Uma das vagas é para o Departamento de Ciências Humanas. A outra é para o Departamento de Letras e Artes. Duas vagas de ampla concorrência estão disponíveis. O regime de trabalho é de 40 horas semanais em tempo integral, com dedicação exclusiva.
Novo edital
Já para o edital 15.2017, específico para o cargo isolado de Professor Titular-Livre do Magistério Superior, são duas vagas. Uma delas é para a Faculdade de Medicina, no Departamento de Clínica Médica. A outra é para o Instituto de Ciências Humanas, no Departamento de  História. Para esse cargo, o vencimento total é de R$ 18.895,71.
Para se inscrever em qualquer um dos editais, o candidato deve acessar a página de Concursos Públicos da UFJF e preencher eletronicamente o Formulário de Requerimento de Inscrição (FRI), imprimir o documento e assinar. Caso o formulário seja assinado por um procurador, é necessário anexar uma procuração simples.
Em seguida, o candidato deve imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU) e fazer o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 150. O interessado pode ainda, pedir a isenção no próprio FRI – nesse caso, a guia não será gerada. O formulário e uma via da GRU, além de outros documentos previstos nos editais, devem ser entregues pessoalmente, por procurador ou via Correios.
As inscrições vão de 31 de julho a 21 de agosto. Outras informações sobre os locais de entrega e os salários previstos para cada uma das vagas, estão disponíveis nos editais.
Outras informações: (32) 2102-3929 – Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas

Fonte: Site da UFJF

domingo, 9 de julho de 2017

UNILAB LANÇA 300 VAGAS PARA GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO NORDESTE

A Pró-Reitoria de Graduação da Unilab lançou, nesta sexta-feira (7), edital em que estabelece 300 vagas para a graduação em Administração Pública, na modalidade a distância, vinculada ao Programa Nacional de Formação em Administração Pública (PNAP).

As inscrições começam neste sábado (8) e vão até o próximo dia 21, exclusivamente pela Intenet, nos endereços eletrônicos sisure.unilab.edu.br e seunem.unilab.edu.br. O candidato deve se inscrever em apenas um dos sistemas, concorrendo a uma
única vaga no processo seletivo. As aulas começam em 12 de agosto.
A seleção aproveita a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), referente aos anos de 2015 ou 2016, ou notas do histórico do ensino médio.
O curso tem duração de quatro anos, incluindo o Estágio Curricular Supervisionado e um mínimo de 210 horas de Atividades Complementares ao longo do período em que o aluno estiver matriculado no curso, para sua integralização curricular. A matriz curricular prevê 3.330 horas-aula e os encontros presenciais ocorrerão aos sábados e, ocasionalmente, aos domingos.
Sendo assim, o curso é semipresencial, com atividades desenvolvidas a
distância, por intermédio do material didático distribuído, disponibilizado, publicizado ou sugerido ao aluno, e da conexão via Internet e encontros e avaliações presenciais obrigatórios, previamente agendados, a serem desenvolvidos nos Polos, conforme a matrícula do candidato. Os Polos de apoio presencial serão em Limoeiro do Norte, Piquet Carneiro e Redenção, no Ceará, e São Francisco do Conde, na Bahia.

domingo, 2 de julho de 2017

A liberdade em tempos sombrios



Por Márcio Sotero Felipe 
(No Justificando)

Em um artigo publicado em 1944, A república do silêncio, Sartre escreveu que os franceses nunca foram tão livres quanto no tempo da ocupação alemã. Um chocante e brilhante paradoxo que só a grande Filosofia, como exercício de pensar fora do senso comum, é capaz de produzir. Por que os franceses eram livres se todos os direitos haviam sido aniquilados pelos alemães e não havia qualquer liberdade de expressão? Como se podia ser livre sob a cerrada opressão do invasor que fiscalizava os gestos mais triviais do cotidiano? Porque, dizia Sartre, cada gesto era um compromisso. A resistência significava uma escolha e, pois, um exercício de liberdade. Significava não renunciar à construção de sua própria existência quando os invasores queriam moldá-la, reduzindo-a a objeto passivo e sem forma.

Em linguagem retórica e poética Rosa de Luxemburgo disse algo semelhante: quem não se movimenta não percebe as correntes que o aprisionam.

Sartre era existencialista: a existência precede a essência. Isto significa que não há algo anterior à existência que impeça um ser humano de tomar livremente as decisões que construirão o seu futuro. Isto dá ao humano a plena imputabilidade pelos seus atos. O que ele faz da sua existência é culpa ou mérito exclusivamente seu. O que ela é hoje resulta de decisões que tomou no passado, e o que será resultará das decisões que toma no presente.

A experiência francesa durante a ocupação alemã guarda certa similitude com o Brasil de hoje. Na França parte da sociedade (muito maior do que os franceses gostam de admitir) foi complacente ou colaborou com o invasor que massacrava seu povo e aniquilava os mais elementares direitos dos franceses. Hoje, parte da sociedade brasileira assiste inerte, é complacente, apoia ou apoiou usurpadores que vão reduzindo a pó o pouco de direitos e garantias de um povo já miserável.

Na França colaborava-se por ser fascista ou filofascista. Por egoísmo social. Por ressentimento. Por ódio de classe. Para pequenas vinganças privadas, para atingir um inimigo pessoal. Colaborava-se por ausência de qualquer sentimento de solidariedade social. A colaboração com o invasor desvelava a mais baixa extração moral. Quanto a nós, tomo como paradigma uma cena do cotidiano que presenciei dia desses. Duas mulheres ao meu lado conversavam. Uma disse que seu filho de 13 anos era fã do Bolsonaro. A outra, algo espantada, faz uma crítica sutil, perguntando se ela não conversava com o filho sobre política. A resposta: “acho bonito que meu filho seja politizado nessa idade”.Com isto, quis dizer que não importava de que modo seu filho estava precocemente se politizando.

Pode-se razoavelmente supor que ela, mulher, ignore que Bolsonaro disse que há mulheres que merecem ser estupradas? Que saudou, diante de todo país, em rede nacional de televisão, o mais célebre torturador da ditadura militar? Que declarou que prefere o filho morto se ele for homossexual? Como ignorar isso tudo é altamente improvável, porque seria supor que tal mulher vive em uma bolha impenetrável em plena era das redes sociais, podemos concluir, com Sartre, que escolheu o sórdido para si e para seu filho. O que resultará dessa escolha não poderá ser imputado a Deus, ao destino, aos fatos da natureza ou a qualquer fórmula vaga e estúpida do tipo “a vida é assim”, mas a ela mesma e a seus pares brancos de classe média que tem atitudes semelhantes.

Do mesmo modo como a parcela colaboracionista da sociedade francesa escolheu a opressão do invasor estrangeiro, parcela da sociedade brasileira escolheu o retrocesso, o obscurantismo e a selvageria.

Foi em massa às ruas em nome do combate à corrupção apoiando um processo político liderado por notórios corruptos.

Regozija-se com o câncer e com o AVC do adversário politico, demonstrando completa ausência de qualquer traço de fraternidade e respeito ao próximo.

Suas agruras e dificuldades econômicas e sociais transformam-se em ódio justamente contra os excluídos e em apoio às ricas oligarquias que controlam a vida política do país (das quais julgam-se espelhos), a fórmula clássica do fascismo.

Permanece indiferente, omissa ou dá franco apoio ao aniquilamento de direitos, ao fim, na prática, da aposentadoria para milhões de brasileiros, à eliminação dos direitos trabalhistas, à entrega do patrimônio nacional a grandes empresas estrangeiras.

Seu ódio transforma em esgoto as redes sociais.

Não há como prever o que acontecerá a esta sociedade. Uma convulsão social poderá desalojar os usurpadores do poder, ou poderemos seguir para o cadafalso como povo. A História sempre é prenhe de surpresas. O que é certo, no entanto, tomando a frase de Sartre, é que somente poderão dizer no futuro que foram livres, no Brasil pós-golpe de 2016, os que agora estão se comprometendo e resistindo. É uma trágica liberdade de tempos sombrios, mas se nos foi dado viver neste tempo, que vivamos com a dignidade que somente os seres livres podem ostentar.

Hoje são livres os que resistem.

Márcio Sotelo Felippe é pós-graduado em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo. Procurador do Estado, exerceu o cargo de Procurador-Geral do Estado de 1995 a 2000. Membro da Comissão da Verdade da OAB Federal

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Santander Universidades oferece 100 bolsas de estudos em 21 países. As inscrições terminam em agosto

O Banco Santander, através do Santander Universidades tem um programa chamado Fórmula Santander que está na 8ª edição e beneficiará 100 estudantes universitários do Brasil com100 bolsas de estudos.
São 53 universidades brasileiras participantes que farão o processo de seleção dos alunos interessados nas bolsas baseados no alto desempenho acadêmico, condições socioeconômicas desfavoráveis e bons conhecimentos em outros idiomas.

Para participar é preciso ser aluno de uma destas 53 universidades.
Santander Universidades em sua 8ª edição terá:
  • 100 bolsas de estudo em 2017;
  • 53 universidades brasileiras participantes em 2017;
  • Bolsa de estudo equivalente a 5.000 euros;
  • Viagem a ser programada entre janeiro/2018 e agosto/2019.
Você pode saber detalhes das bolsas através do app Universitário ou então diretamente no site do Santander Universidades.
Período de Inscrição02 de junho a 31 de agosto de 2017 às 23h59 (horário de Brasília).
Além deste projeto, o Santander Universidades oferece mais bolsas, que podem ser vistos os detalhes clicando aqui.
Mais informações no site Usanto TICs na Educação

terça-feira, 6 de junho de 2017

SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE: O QUE ESTAMOS FAZENDO A RESPEITO?

No ano de 2017, a Semana Mundial do Meio Ambiente teve como lema "Conectando as Pessoas à Natureza", o que permite uma pausa para reflexão sobre vários contextos: o cenário mundial, o próprio lema investido nas ações, o papel enquanto cidadão e, no nosso caso, nosso fazer docente.

No cenário mundial, cremos que a ideia foi aprofundar o sentido da palavra conexão. Cotidianamente, parte da população mundial, sobretudo àquela que interessa para a usabilidade do capital, está amplamente conectada pelas fibras óticas e pelas mais diversas ondas. Neste caso, os milhões ou bilhões de usuários estão conectados ao mundo tecnológico, muitas vezes como receptáculo ou depósito de informações e propagandas e outras, como números, para que as grandes corporações e agencias de "aplicativos" ampliem suas receitas e valores das ações, ao assumir o controle da informação e dos meios de comunicação. Por outro lado, viabilizam a conexão e o acesso ao mundo virtual, de modo que consolide a "sociedade do espetáculo" (Guy Debord). Alimentam o establishment, mas a parte boa é a possibilidade de conhecer pessoas, ideias, lugares e ampliar nossas conexões com o mundo.

Talvez seja essa a ideia que sustenta a chamada do Meio Ambiente: "Conectar as Pessoas com a Natureza", não apenas no sentido de fazer com que o sujeito se desloque para uma "mata fechada" ou para uma "pescaria", mas para que a conexão seja no âmbito do pensamento. Analisando o cenário mundial, o momento calhou com a coleção de atrocidades do presidente estadunidense, em que, a partir de uma medida inacreditável, rompeu com o Acordo de Paris, opondo-se ao respectivo acordo. Pode ser, nesta ocasião, a oportunidade para uma reflexão de modo mais amplo sobre o meio ambiente, uma vez que a data estabelecida tem a ver com a Conferência de Estocolmo, ocorrida em 1972. A partir deste evento, diversos outros aconteceram, tendo em vista debater amplamente as ditas "ações antrópicas" sobre o meio ambiente, em outras palavras, o impacto do desenvolvimento e a exploração dos recursos naturais sem sustentabilidade.

Naqueles cenários, surgiram conceitos como sustentabilidade e desenvolvimento sustentável que, como mote de discursos, oportunizou a criação de grupos radicais, de um lado ou de outro, mas, sobremaneira, permitiu que países incluíssem em suas cartas magnas, tais conceitos em um movimento de trazer o meio ambiente para a pauta. Um dos exemplos, é a própria legislação brasileira, cuja incorporação viabilizou instrumentos regulatórios sobre obras que impactam o meio ambiente. Obviamente, muitas dessas ações são usadas e interpretadas para viabilizar o setor produtivo, encurtando as possibilidades de fiscalização e cuidado, cuja máxima pôde ser observada com o desastre de Mariana e, em consequência, a destruição do Rio Doce. Essa tragédia deve ser debatida e investigada sob olhar geográfico e de outras áreas que pensam o objeto, pois, a partir da catástrofe "premeditada", o caos social, a proliferação de doenças, a morte de uma biota são apenas algumas das "heranças" deste processo. E.... o sentimento de impunidade também!

Em relação ao próprio lema, urge incorporarmos ações e estratégias para que o descolamento do homem urbano da natureza, situação inerente ao desenfreado processo de urbanização da sociedade capitalista, seja revertido, porém, já sabemos que essa reversão só será possível se ações locais forem encaradas de forma tão nobre como é encarada a discussão sobre o aquecimento global. A despeito dos prós e contras de sua discussão, não é possível que deixemos um sujeito beneficiar o setor produtivo em detrimento do meio ambiente como fez Trump, bem como não devemos criar fetiches sobre o aquecimento global, como a mídia tradicional e ex-gestores estadunidenses trataram de abordar. Em outras palavras, nem oito e nem oitenta. Sob o viés da natureza, há muito mais variáveis do que são proferidas nestes discursos. É necessário profícuo trabalho dos estudiosos, no sentido de sairmos (nos incluindo) dos muros das universidades e arrolarmos nossas ações na comunidade, tanto em termos da educação ambiental, que caiu na banalização das ações, quanto em termos de trabalhos concretos que possam abalar o campo do pensamento, logo, o campo cultural.

Nesse aspecto, é necessário rever o papel do cidadão. Somos acostumados, quando o tema é meio ambiente, a incorporar ações como "não jogar papel no chão", ou ainda, "fazer a reciclagem", ou "não cortar as matas ciliares", ou ainda "plante uma árvore" . Tudo isso é fundamental, mas deve ser inerente ao nosso fazer enquanto cidadão. Para além disso, é necessário criar consciência política, uma vez que as decisões e as leis são criadas por quem nos representa. Talvez, se Trump não estivesse lá, essa ação de ruptura para beneficiar a indústria estadunidense não teria ocorrido. Porventura, se tivéssemos consciência política, não teríamos Blairo Maggi, um dos maiores PIBs agrícolas, à frente do Ministério da Agricultura; não teríamos Mendonça Filho, comandando o Ministério da Educação, criando medida provisória para que as áreas que estudam o meio ambiente sejam minimizadas para dar espaço às áreas que servem para talhar peões para o chão de fábrica. Parece tema desconectado, mas não é: as ações políticas, independentemente do nível de escala, poderão contribuir para que cuidamos do nosso estrato, que é o palco da vida. Um exemplo de ações politizadas é o caso de ONGs. Preservando aqui as boas e louváveis ações neste sentido, sabemos que muitas delas são montadas sine qua non para levantamento de "verbas" que visam alimentar um batalhão de gente, cuja causa ambiental só serve pra viabilizar escusos interesses. Outro exemplo diz respeito aos certificados de qualidade emitidos para pessoa jurídica, em que unidades do setor produtivo fazem mínimas ações que chamam de "educação ambiental", ridicularizando e destruindo a ideia.


Hundreds of environmentalists arrange their bodies to form a message of hope and peace in front of the Eiffel Tower in Paris, France, December 6, 2015, as the World Climate Change Conference 2015 (COP21) continues at Le Bourget near the French capital. REUTERS/Benoit Tessier


Ambientalistas formam mensagem em frente à Torre Eiffel em Paris, França. Foto: REUTERS/Benoit Tessier
Fonte: http://diplomaciacivil.org.br/como-os-paises-tem-se-portado-apos-o-acordo-de-paris/

Por fim, retratamos aquilo que estamos fazendo. Já que emitimos ideias, é de bom tom registrar algumas ações que possam contribuir para que novas interações sejam pensadas. Como docente, tivemos uma breve oportunidade de executar a pedagogia por projetos como metodologia de aprendizagem, o que canalizou para a realização de diversos projetos. Gostaríamos de ressaltar que, dentro dessa prática, que pressupomos um currículo crítico e pós-crítico de formação, embarcamos em ações revolucionárias, tanto do ponto de vista de negar uma educação que seja meramente para a reprodução ampliada do capital com exploração da força de trabalho, quanto do ponto de vista de incorporar uma outra lógica ao nossos estudantes no que tange ao pensamento sobre o meio ambiente e sobre o nosso planeta: a mudança no comportamento, logo, na cultura. Em outras palavras, não basta interferir na forma, incentivando apenas que não joguem papel no chão ou que plantem uma árvore na vida; é necessário interferir na estrutura, em que sujeitos possam refletir sobre seu espaço, seu lugar, seu território e, neles, o seu fazer, pressupondo consciência que será, necessariamente, revertida para sua comunidade e influências. Neste sentido, pressupomos mudança na forma de enxergar a complexidade do nosso planeta e, nele, da natureza, pois somente assim, é possível conectar o homem à natureza, como sugere o lema.

Desse modo, apresentamos nossas ações com estudantes do ensino médio:

Projeto 1 - Maquete Arquitetônica Sustentável:  
Neste projeto, estudantes refletiram sobre como fazer uma maquete, que utilizasse de recursos tecnológicos e de conforto, mas também fosse pensada sob a ótica da sustentabilidade. Estudaram os diversos conhecimentos necessários para sua elaboração, com destaque para elementos da arte e da engenharia. Aprenderam conhecimentos propedêuticos, mas também tiveram que associar a informática, por meio da domótica e da programação. As ações sustentáveis incorporadas foram as seguintes: captação de energia limpa, por meio de placa fotovoltáica; reciclagem da água e manutenção da água da piscina (lembrem - eles queriam conforto), por meio de sistema hidráulico bem como por processo de irrigação; separação de espaço para área florestal, com a criação de sistema agroflorestal sintrópico; construção de sistema térmico a partir de materiais recicláveis; entre outras. Este projeto gerou aprendizagem e demonstrou a dificuldade de pensar ontologicamente a questão. No entanto, os estudantes envolvidos tiveram profícua interação com ações ambiental, o que, a partir da transcendência, viabilizou outros projetos escolares, que, ao saírem da maquete, passaram para o plano da realidade.


Maquete Arquitetônica com destaque para placa fotovoltáica

Projeto 2 - Sistema Agroflorestal Sintrópico:
Já na sequencia do projeto anterior, tal ação foi pensada pelos estudantes a partir do projeto original, da maquete. A partir de uma área de pequena floresta, em nosso campus, estudantes protocolaram projeto para criação de um sistema agroflorestal, aliando as potencialidades da "florestinha" com produção agrícola orgânica. Desenvolveram uma horta aproveitando dos insumos da natureza, da aprendizagem sobre o sistema de podas, do manejo orgânico do solo, que, digamos de passagem, é extremamente ácido e arenoso; aprenderam como cultivar, como plantar, como fazer o manejo e a geografia do terreno. Perceberam o impacto e o movimento das águas e apreenderam que não era possível, em um sistema inicial, aproveitar apenas dos recursos naturais, como a chuva, por exemplo. Desse modo, criaram um novo projeto, denominado Sintros 2 ou Engenharia e, neste, desenvolveram um sistema de energia limpa, com captação por placa fotovoltáica; estão desenvolvendo a engenharia e a elaboração do sistema hidráulico; estudam e selecionam o que deve ser plantado de acordo com as estações do ano; mapeiam a biota; os próximos passos são a programação do movimento da placa fotovoltáica de acordo com o tamanho do dia e do movimento do sol e a programação de um sistema de robótica para irrigação programada. Essa ação será possível, com a ajuda de um outro projeto, denominado estação meteorológica computadorizada.


Instalação da Placa Fotovoltáica 

 Projeto 3 - Estação Meteorológica Computadorizada:
Este projeto foi pensado a partir da aquisição de uma impressora 3D. Desse modo, a estação é impressa. A partir da plataforma do Arduíno, estudantes estão desenvolvendo estação portátil, ou seja Pocket, com equipamentos digitais e físicos como termômetro, pluviômetro, barômetro, medidor de umidade do solo, entre outros. É dinâmico, pois precisa entender de planeta Terra; mas também é necessário conhecer matemática, informática, sociologia, história, língua portuguesa, dentre tantos conhecimentos relacionados. É bem fácil encontrar aplicativos e produtos relacionados. Na universidade, quando cursamos climatologia, fazemos algumas visitas na Estação Climatológica para saber a função dos instrumentos e equipamentos. No nosso projeto, os estudantes são envolvidos na prática, produzindo conhecimento e não apenas apreendendo-os. Parece um interessante caminho para que o meio ambiente seja mais transversal do que o habitual.


Equipamento impresso para Estação Meteorológica Computadorizada

Projeto 4 - Globo Terrestre em 3 Dimensões:
A ideia deste projeto, no âmbito de uma oficina, partiu da compra de uma impressora 3D. Quando estudávamos na graduação, no Departamento de Geografia, eventualmente observávamos um quadro na parede com o relevo oceânico. Pensávamos na possibilidade de criar um Globo Terrestre que pudéssemos tatear o relevo, mesmo sabendo que para isso deveríamos exagerar a escala vertical. Nesse caso, conseguimos imprimir um protótipo e, a partir dele, com materiais alternativos, como gesso, por exemplo, pudemos elaborar em grande escala para que todos os estudantes tivessem contato, pudessem diferenciar as placas oceânicas das continentais, apreendessem a dinâmica do tectonismo, vulcanismo e terremotos e, pudessem desenhar as partes continentais de acordo com a hipsometria ou mapa político. Foi um trabalho interessante, no sentido de apresentar a magnitude do nosso planeta bem como por demonstrar nossa fragilidade frente ao tamanho e dinâmica do nosso planeta, ao mesmo tempo em que aprendemos nosso papel enquanto agentes de transformação da natureza. O despertar para o fazer pode ser um caminho para que os objetos criados, as livrarias, as bibliotecas e demais ambientes de aprendizagem, não percam espaço na mente dos nossos jovens para a virtualidade dos equipamentos de informação e comunicação. Talvez consigamos resgatá-los para uma outra realidade, aquela do mundo vivido, conectando o homem, de fato, com a natureza.


Globo Terrestre em 3D (Revelo Continental e Oceânico) impresso direto na impressora 3D


Globo Terrestre elaborado a partir do protótipo confeccionado pelos estudantes com gesso e tinta

Projeto 5 - Animal Planet:
Neste projeto, estudantes estão realizando, a partir de tecnologias de edição de imagens e desenho, uma linha do tempo geológico, observando as extinções em massa bem como o momento do surgimento de espécies. A ideia, além da construção de uma linha do tempo geológico, criar um encetário e estudar a realidade local. Este trabalho está conectado ao Sintros 2, na perspectiva de que a fauna influencia e é influenciada pela flora, na constituição de uma biota. Essa investigação pode ser um caminho para a aprendizagem ambiental de forma abissal, uma vez que conhecimentos geográficos e biológicos estão aflorados.

Projeto 6 -  HQ
Neste projeto, de História em Quadrinhos (HQ), estudantes criaram personagens diversos e estão criando enredos de histórias que possam gerar aprendizagem. Estes estudantes observam a aprendizagem dos demais, em uma prática de socialização, para que a aprendizagem realizada nos demais projetos possam ser transferidas para um HQ. Um dos objetivos é a realização de ambiente de leitura e elaboração de material para que os estudantes substituam o whatsapp pela leitura. É um ato revolucionário, pois cria um círculo poderoso. Grande parte dos roteiros já criados tem a ver com questões ambientais e sobre conhecimentos do nosso planeta, visando, criar cultura ambiental.

Demais projetos: para não delongar, já antecipamos que tivemos projetos que foram finalizados, como Energia Eólica (energia limpa), bem como temos outros projetos que, de forma indireta, aborda conhecimentos sobre o meio ambiente e natureza, porém, como possuem outras abordagens fundamentais, serão apresentados quando explorarmos aqueles temas.


De modo geral, defendemos que esta mudança passa pela educação. Não na apropriação banal do discurso, que é usado em todas as esferas e temas polêmicos. Mas na ideia de que, se é pra causar mudança no comportamento e no pensamento, não basta apenas ações pontuais em uma "semana do meio ambiente", pois as consequências também serão pontuais. Temos que rebelar contra a medida provisória e trabalhar a natureza e o meio ambiente de modo transversal, de fato. Temos que romper com o pensamento cartesiano e pensar o mundo dialeticamente. O objeto deve ser apreendido interdisciplinarmente, despertando a compreensão ontológica. Sabemos que o combate é quase insano, pois vivemos um período de inflexão ultraliberal que já atacou nossos espaços de aprendizagem. O grupo conservador já se apropriou das ações de um governo ilegítimo e estão inibindo nossas chances de continuar projetos de vanguarda! Por isso, nosso manifesto: é necessário lutar! urge resistir! É necessário buscarmos novas conexões...com a natureza!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

o que há por trás da ação higienista na "cracolândia"?

Por João Sette Whitacker Ferreira, retirado na íntegra do Blog "Cidades para Quem?"



Terminada a operação de higiene social na Cracolândia, com todo o autoritarismo e a violência que caracterizam o Prefeito e o Governador de São Paulo, percebe-se que há algo mais em jogo do que "apenas" uma operação midiática para supostamente acabar com o fluxo de drogas que ocorria naquela área.
O fim do Programa De Braços Abertos, sabe-se, não foi para dar lugar a uma alternativa de política pública. Nem o prefeito nem ninguém de seu governo está preocupado com o destino dos dependentes químicos que ali se encontravam. Querem que sumam, desapareçam, ou talvez morram, como deixa entender a ação de demolição de um prédio com gente dentro. Sim, com gente dentro. E o Prefeito, revivendo um caricato Jânio Quadros fora de época, achou por bem associar-se a essa imagem de desrespeito à vida subindo ele próprio em cima de uma escavadeira. Ao mesmo tempo, entrou na justiça solicitando o direito de internar compulsoriamente os dependentes químicos em “casas de recuperação”. Coisas já vistas em um período muito sombrio da história da humanidade.
Mas há incautos, ou não, que aplaudem. Acreditam realmente que é assim que se faz o atendimento público a uma das faces do problema das drogas. Uma das faces, sim, porque para os abastados o tráfico de drogas entregues a domicílio continua muito bem. Trata-se aqui do lado trágico da questão: o dos abandonados, dos dependentes desconectados da sociedade, da vida familiar, dos pobres a quem já não se dava lugar na nossa sociedade. Esta faceta da questão, que enseja enorme esforço social, humanitário, de saúde pública, como fazia o De Braços Abertos, é mais fácil tratar pelo viés do extermínio.
Por sorte ao menos um Promotor do Ministério Público, da Saúde, encarou esse escândalo e já se manifestou. Estranho o silêncio de grande parte do MP, se comparado ao esmero com que fiscalizavam até mesmo a forma de publicação da agenda do prefeito anterior. Pois bem, vale informar que o que parece vir daqui pra frente na região deve, ou deveria, dar-lhes bastante material de trabalho.
Pois a “ação antidrogas” é uma parte só dessa história, como vão revelando os fatos que se seguiram à bárbara ação policial inicial. No dia seguinte, as máquinas da prefeitura começaram a demolição de prédios na área da “Cracolândia”. O prefeito publicou um decreto, dia 19 de maio, declarando a área “de utilidade pública”, permitindo que imóveis sejam “desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo” para “implantação de equipamento público”. Embora isso não lhe dê direito de ir destruindo prédios por ai, parece que o Prefeito valeu-se dele para iniciar um novo processo, não mais de higiene social, mas de intervenção urbanística mesmo: a demolição do quarteirão inteiro. Vale observar que, para retirar as pessoas a força, o Prefeito teria que ter a imissão na posse expedida por algum juiz, dentro de um processo desapropriatório, o que é impossível ter ocorrido em menos de uma semana. Por sorte, hoje, a valente Defensoria Pública de São Paulo conseguiu que a justiça suspendesse as demolições.
Para contornar a lei, usa-se um velho expediente do autoritarismo: encontrar alguma irregularidade no imóvel que justifique uma ação de interdição (mesmo se é sabido que na cidade há shopping centers inteiros em situação irregular, sem sofrer nada do tipo). As reportagens na grande mídia de ontem, mostrando que bares formais foram fechados com justificativas pífias como a falta de extintores (clique aqui), evidenciam o uso desses velhos métodos autoritários para a retomada desse território da cidade. A construção midiática promovida pelo governo e obviamente assim aceita pelos jornalões é a de que ali todo mundo é bandido. Então, trabalhadores honestos que tinham lá seu comércio se viram sob ameaça policial tendo que tirar em duas horas tudo que tivessem porque as autoridades iam murar o bar. Afinal, “é tudo bandido”.
Mas o que estaria por trás dessa nova ação, agora de destruição física de vários quarteirões, a toque de caixa e sem mesmo retirar as pessoas de dentro? Quais interesses estariam escondidos pela cortina de fumaça da ação de higienização antidrogas?
O Prefeito de São Paulo contratou “por notório saber”, isto é, sem processo público de contratação, os serviços de Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, para realizar um projeto urbanístico para o Centro de São Paulo (clique aqui). Curiosamente, o mesmo arquiteto havia proposto um pouco antes, em conjunto com o mercado imobiliário, um projeto para a região, na prática nada mais do que um monte de prédios de negócios envidraçados por cima de toda a histórica região da luz. Uma típica ação de gentrificação, e substituição do centro velho por um distrito de negócios altamente elitizado. Para além das fotos publicadas em seu site e na época replicadas com entusiasmo pela imprensa, ninguém sabe do que se trata. Qual o projeto oficial feito para a Prefeitura? Aquele projeto, sintomaticamente chamado de Nova Luz (não é a primeira vez que se usa esse nome para projetos do tipo)  não é sobre o quarteirão da Cracolândia, mas começa exatamente ao lado, como se vê na foto disponibilizada no site do arquiteto (veja aqui). Será que o que ele fez para a Prefeitura foi ampliado para o quarteirão ao lado, e engloba agora a Cracolândia? Estaria aí a explicação da ação do Prefeito?
É provável, já que em janeiro deste ano Dória anunciou oficialmente que estava solicitando ao mesmo Lerner um projeto específico para a Cracolândia, conforme anunciou à época o Estadão (leia aqui). Ao mesmo tempo, o Governo e a Prefeitura voltam a falar sobre a tal da PPP de habitação, que também ocorre na área, um modelo de produção de moradias que, pela matemática financeira que propõe, não atenderá os mais pobres. Tampouco aqueles que, sem ser viciados e muito menos traficantes, moravam e trabalhavam no quadrilátero agora destruído. Para os jovens estudantes de urbanismo, tá ai uma aula prática do que é gentrificação promovida pelo Estado. Com qual interesse?
A gestão passada aprovou instrumentos para promover a requalificação urbanística de áreas da cidade, como o PIU – Projeto de Intervenção Urbana, que pressupunham processos de consulta pública e assembleias participativas para aprovação do projeto pelos moradores. Não se pretendia que as mudanças na cidade fossem isentas da influência e do poder do capital imobiliário, pois isso não seria, hoje, possível. Mas se propunha que esses processos fossem discutidos e socialmente construídos,  sujeitos minimamente às pressões da sociedade e às demandas dos moradores. Projetos, enfim, que partem do pressuposto do direito de estadia de quem mora no lugar, alavancando as potencialidades existentes para a recuperação da área com um impacto social menor, e não projetos de gabinete que propõe a extinção de tudo que exista no território para a promoção imobiliária pura e simples.
Mas é essa abordagem elitizada que, infelizmente, parece estar se iniciando na Cracolândia. Um projeto de cidade que ninguém viu, exceto nas imagens de propaganda divulgadas na mídia subserviente e acrítica. Quem participou da escolha de Lerner para uma intervenção tão ambiciosa na cidade? Quem teve acesso ao projeto? Onde foi discutido? Para quem foi apresentado? Sempre bom lembrar que os serviços de Lerner, segundo o que se soube na imprensa, foram “generosamente” financiados pelo setor imobiliário. Trecho de reportagem da Gazeta do Povo dizia o seguinte: "a contratação de Lerner foi possível por meio de uma parceria da administração municipal com a iniciativa privada. A contratação será financiada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP)". .Acho que não é preciso dizer mais nada. A “limpeza” da Cracolândia parece ganhar sentido.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

INSTITUTO FEDERAL DO TOCANTINS (IFTO) ABRE CONCURSO PARA DOCENTES E TAEs - SALÁRIOS DE ATÉ R$ 9.570,41

Saiu edital do Concurso Público do Instituto Federal do Tocantins. Aproveitem enquanto a PEC-55 não termina com os concursos federais e busque uma vaga na Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. As vagas são para docentes e técnicos administrativos em diversas áreas, conforme pode ser conferido no edital. O valor das inscrições variam de R$ 75, a R$ 120, dependendo do cargo ou nível. 

As inscrições, de acordo com o cronograma do edital, podem ser realizadas até o dia 09/06/2017. 

O edital bem como detalhes do quadro de vagas estão disponíveis no seguinte link: clique aqui.



LIVRO SOBRE ESTUDOS URBANOS É PUBLICADO PELA UNESPAR EM FORMATO E-BOOK

O livro “Estudos Urbanos: conceitos, definições e debates” é o resultado das atividades e pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Estudos Urbanos da Fecilcam - GEURF, em parceria com outros grupos situados em diferentes lugares do país. A finalidade do livro é difundir os resultados das pesquisas para a comunidade acadêmica, bem como fortalecer o debate, o diálogo e as reflexões sobre o espaço urbano. Nesta coletânea, publicamos o capítulo 10, que versa sobre planejamento estratégico de cidades. Os demais capítulos tratam de diversos temas de investigação sobre as cidades, tais como conceitos sobre pequenas cidades, espaços públicos, circuitos da economia urbana, violência urbana, mercado imobiliário, planejamento urbano, entre outros. Boa leitura!




segunda-feira, 8 de maio de 2017

Observatório Nacional abre as inscrições para o curso a distância "O Sistema Solar"




As inscrições para o curso a distância "O Sistema Solar" estarão abertas a partir de 04 de maio no site do Observatório Nacional (https://daed.on.br/ead).
Os cursos a distância oferecidos pelo Observatório Nacional são gratuitos. O material, disponibilizado no site, pode ser copiado (download) e impresso, desde que não seja publicado em outros meios ou vendido.
Este curso terá duração de 04 (quatro) meses, sendo iniciado no dia 03 de julho de 2017 e encerrado no dia 13 de novembro de 2017.
As inscrições iniciam no dia 04 de maio de 2017 e permanecerão abertas até o final do último dia de prova (13/11/2017). O participante pode se inscrever a qualquer momento. Se perder um módulo ou uma prova, não há problema, pode participar da fase seguinte.
Tratando-se de um curso em nível de divulgação científica, não é necessário qualquer conhecimento prévio para acompanhá-lo a distância, uma vez que ele está voltado para um público não especializado em ciências exatas.

domingo, 7 de maio de 2017

MACRON É ELEITO NA FRANÇA COM 65% DOS VOTOS



Fonte da foto: BBC

Dia 07 de maio! Macron foi eleito na França com 65% dos votos! Em outros momentos diria que a eleição do centrista significaria a permanência do establishment e a realização de um governo pró-mercado, a favor de reformas que passam ao largo da defesa do trabalhador. Diria também que, apesar de ter flertado e feito parte do governo, seu posicionamento político passa ao largo do programa dos socialistas, o que pôde ser percebido quando fora ministro da economia. Por fim, de que o fato de ser um outsider, um ser "não político", que parece ser a febre do momento, a partir da negação da política e do discurso de "grande gestor". Temos exemplo e consequência disso aqui no Brasil, com a eleição de Doria Jr., também conhecido como "Dólar Jr.", que, com um discurso de negação da política, a executa da forma mais mesquinha possível, não entendendo o sentido do público, convertendo-o em empresa com medidas cujas consequências já fazem parte do cotidiano do paulistano. Comparações, apesar de cenários e escalas infinitamente diferentes, podem ser feitas com uma porção de preocupação. Apesar de todo o escopo de contradições que se apresentam, a notícia de sua vitória soou como música aos ouvidos! O motivo? O páreo era contra Le Pen, conhecida aqui como Bolsonara. Logo, vemos que a análise sob a ótica da direita, centro e esquerda teve que dar lugar à ótica entre o diálogo e as possibilidades de coalizão, presentes no discurso de Macron, de um lado, e de outro, o protecionismo, nacionalismo, xenofobia e todas as aberrações presentes nos discursos da extrema direita, de modo geral, inclusive Le Pen, sua representante mor. 
Assim, reiteramos que, no discurso da vitória, Macron foi humilde em dizer que a citação é difícil, mas que o fundamental é a defesa dos princípios republicanos da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

terça-feira, 25 de abril de 2017

PROCESSO SELETIVO EXÉRCITO 2017 - CENTRO DE GEOINFORMAÇÃO DE PORTO ALEGRE-RS

Exército Brasileiro abre seleção para contratação de mão de obra temporária em diversos cargos de nível médio e superior. São 51 vagas com salários de até R$ 6,9 mil no Centro de Geoinformação de Porto Alegre-RS.

Fonte: Sistema LABGIS
O Exército Brasileiro, por meio do 1º Centro de Geoinformação (CGEO) que fica no estado do Rio Grande do Sul, divulgou edital com normas de abertura do processo seletivo simplificado que visa a contratação de mão de obra temporária para atender aos serviços de engenharia do Serviço Geográfico do Exército no município de Porto Alegre-RS.
Para candidatos com formação superior há vagas de Engenheiro (2) e Analista de Sistemas (1). Já para aqueles de nível médio, as oportunidades são de Agente Administrativo (Cr), Programador (2) e Técnicos de nível médio nas áreas de Geoprocessamento (42), Serviços Gerais (2) e Manutenção de Viaturas (2).
Os salários dos cargos vão de R$ 2.295,44 a R$ 6.987,80, conforme o cargo e sua jornada de trabalho, que será de 20, 36 ou 40 horas semanais. Confira o edital completo aqui no site, no fim da notícia.
Os candidatos poderão ser contratados inicialmente pelo prazo de até um ano, ficando o contrato sujeito a prorrogações sucessivas por períodos de até seis meses, desde que não ultrapasse o limite de quatro anos.

Inscrição

As inscrições devem ser realizadas entre os dias 20 de abril e 02 de maio de 2017, pessoalmente, de segunda a quinta-feira, das 8h às 17h, e sexta-feira, das 8h às 12h, na Rua Cleveland, 250, Bairro Santa Teresa, Porto Alegre-RS.
A seleção dos candidatos terá avaliação curricular e, quando houver interesse da administração, complementada com entrevista. A entrevista, o local e a data de sua realização, serão informados ao candidato, mediante notificação por intermédio de ofício.
O resultado provisório do processo seletivo será divulgado no site - www.1cgeo.eb.mil.br no dia 14 de julho de 2017. Já o resultado final sairá no dia 08 de agosto.
O processo seletivo simplificado tem um prazo de validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. Veja o edital completo:
Edital Exército 1º Centro de Geoinformação-RS 2017
Fonte: Ache Concursos e Sistema LabGis

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