Finalidade

Blog de divulgação de assuntos geográficos, políticos, acadêmicos, curiosos...

Últimas postagens

Ver mais artigos

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MEC oferta reforço escolar gratuito através de site

Os interessados em buscar novos conhecimentos ou atualizar os já existentes podem acessar o site do projeto do Ministério da Educação (MEC).
Nele, é possível encontrar os mais diversos materiais (áudio, vídeo, animação, simulação,software educacional, além de imagem, mapa e hipertexto), da educação infantil à educação superior. Acesse!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Venha conhecer a Escola Técnica Federal de Astorga


Mais Informações sobre o Processo Seletivo, clique aqui.



Mais Informações sobre o Projeto do Curso, clique aqui

IFPR Câmpus Astorga com inscrições abertas! Venha estudar com a gente!





sexta-feira, 15 de maio de 2015

Câmpus Astorga do Instituto Federal do Paraná lança Processo Seletivo para Curso de Informática Integrado ao Ensino Médio

Texto na Íntegra do Site do IFPR Londrina

O IFPR torna público o Edital Nº 01/2015, com as normas que regem o Processo Seletivo Simplificado do Câmpus Avançado Astorga para ingresso de estudantes no Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, na modalidade presencial, para o ano de 2015. As inscrições ocorrem de 04 de maio a 01 de junho de 2015, sendo disponibilizadas 40 vagas.

Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio é ofertado na modalidade presencial, com início a partir de 28 de julho de 2015, no turno integral, de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 11h45 e 13h00min às 17h15min, na sede do Câmpus Avançado Astorga do IFPR, situado à Rodovia PR 454, Contorno Norte, Astorga-PR, CEP 86730-000. 

O Curso  tem duração de 4 anos e será desenvolvido com base numa proposta pedagógica conhecida como Pedagogia por Projetos, na qual o conhecimento é construído por meio de metas preestabelecidas entre estudantes e professores em perspectiva multirreferencial e transdisciplinar. O curso oferta os conhecimentos formais de nível médio, além de capacitar os estudantes como Técnicos em Informática, preparando-os para o mundo do trabalho.

Venha estudar em uma escola pública, totalmente gratuita e de qualidade, com formação cidadã, para a vida e para o mundo social do trabalho. Mais informações sobre o processo seletivo, acesse o Edital, este link e curta nossa página no Facebook.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

UFF oferece 109 vagas em novo concurso público (Técnicos Administrativos em Educação)> Inscrições até dia 18/05



A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe), por meio da Coordenação de Pessoal Técnico-Administrativo (CPTA), abrirá de 22 de abril a 18 de maio, inscrições para um novo concurso público para cargos técnico-administrativos em educação. De acordo com o edital, as provas serão realizadas no dia 14 de junho.

Os interessados poderão consultar os valores das inscrições, local das provas por município, bem como o edital completo pelo site www.coseac.uff.br/concursos/uff/2015. O concurso será válido por um ano, a contar da data da publicação do edital de homologação no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por igual período.

Promovido pela Coordenação de Seleção Acadêmica (Coseac), o concurso oferece 109 vagas, sendo 11 para cargos de nível superior, 90 para nível médio e oito para nível fundamental. Desse total, seis são para deficientes físicos e 22 para negros. De acordo com o pró-reitor Túlio Batista Franco, o diferencial neste concurso é a criação de vagas específicas para as cidades do interior onde a UFF tem cursos, como Angra dos Reis, Nova Friburgo, Rio das Ostras, Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda.



“Nosso compromisso nessa nova seleção é com a inclusão e a reparação social. Nesse sentido, ficam reservados aos negros 20% das vagas oferecidas no concurso, em atendimento ao que determina a Lei nº 12.990, de 9 de junho de 2014. Além disso, buscamos de alguma forma interiorizar a oferta de vagas, onde os aprovados para as cidades do interior não poderão ser removidos durante a vigência do estágio probatório, que atualmente é de três anos”, informou Túlio Franco.

Dentro do quadro de vagas, estão reservadas 91 para Niterói, seis para Volta Redonda, quatro para Angra dos Reis, quatro para Santo Antônio de Pádua, três para Nova Friburgo e uma para Rio das Ostras.


Os candidatos poderão obter outras informações e esclarecimentos na Progepe, na Reitoria, Rua Miguel de Frias, 9, 1º andar, Icaraí, Niterói, telefone 2629-5329, ou na Coseac, Campus do Gragoatá, Bloco C, térreo, São Domingos, Niterói, telefones 2629-2805 e 2629-2806 e telefaxes2629-2804 e 2629-2820.

Mais Informações no site da UFF.



Envio de trabalhos para o SIMPURB em Fortaleza (CE) expira daqui 2 dias (Prazo Final 15/05)

Sobre a Apresentação do Evento:



Há no Brasil atual uma miríade de dinâmicas, rupturas e transformações urbanas promovidas por questões econômicas, políticas e sociais. As contradições apresentadas são inerentes ao período atual e revelam as adaptações das condições gerais de produção, necessárias nesse novo contexto de reprodução da vida humana, o que desnuda a necessidade premente de se refletir coletivamente sobre a condição urbana na geografia contemporânea. Emerge assim um objetivo ambicioso para o pesquisador que possui a cidade como elemento de análise: ampliar o debate acerca das contradições do espaço urbano no Brasil contemporâneo
O período atual está marcado tanto pela presença de cidades em profundo processo de modificação e expansão territorial como pela implantação de empreendimentos de grande porte, dos mais variados ramos: petrolífero, siderúrgico, rodoviário, ferroviário, imobiliário, naval, comercial, portuário, esportivo, serviços etc. Ocorrem na escala brasileira e mundial acelerada valorização e ampliação dos lançamentos dos produtos imobiliários, que compreende variados estratos de consumo, desde os novos loteamentos e condomínios de alto padrão das áreas de expansão urbana até unidades populares oriundas de política públicas habitacionais.
A reestruturação urbana termina por engendrar a configuração de novas paisagens, territorialidades e espacialidades nas cidades. Surge como paradigma: i) a necessidade da alteração dos sistemas de transportes, com implantação de corredores viários e vias rápidas de interligação, soluções de mobilidade urbana por metrôs e veículos leves sobre trilhos, processos de descentralização e novas nucleações, novos padrões de valorização da terra urbana, dinâmicas crescentes de gentrificação e de segregação espacial. Cidades se preparando para megaeventos esportivos, seja como sede, cidade-satélite ou cidade-turística; ii) o lido com problemas socioambientais no urbano, como destinação de resíduos, a contaminação atmosférica e os transbordamentos, deslizamentos e enchentes em bairros e vias públicas, que implicam em constantes tensões e conflitos desta natureza e; iii) o trato do processo de militarização da questão urbana, que condena particularmente as áreas periféricas a programas de aguda remoção habitacional, marginalização e convívio de seus habitantes com formas aparentes de repressão e violência.
É ponto pacífico o fato de que, guardadas as devidas peculiaridades, a realidade anteriormente descrita poderia relacionar-se às mais diferentes cidades brasileiras (e mesmo mundiais). “Antigas” e “novas” lutas se articulam nos espaços urbanos, em um conjunto de reivindicações tratadas no movimento da Reforma Urbana, em prol do direito à moradia, do questionamento às mazelas ambientais, da regularização fundiária, da erradicação dos vazios urbanos, da configuração de novas regionalizações, etc. Tais mutações remetem à atual dinâmica urbana marcante das últimas décadas.
A proposta para o XIV Simpósio Nacional de Geografia Urbana – SIMPURB – 2015, a ser realizado em Fortaleza, entre os dias 08 e 12 de setembro de 2015, é pensar a questão urbana em sua complexidade, conciliando “teoria e empiria”, “reflexão e prática”, “planejamento e crítica”, vis-à-vis consideração das perspectivas e abordagens presentes na Geografia Urbana hodierna.
A metrópole de Fortaleza, após 20 anos de realização de último SIMPURB realizado na UFC, em 1995, receberá professores, pesquisadores e estudiosos envolvidos com a questão urbana, convocados para a efetivação de um duplo, porém conciliável, esforço teórico:
1 – pensar o fenômeno urbano, em sua multiplicidade concreto-imaterial, que envolve as questões políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais, de maneiras entrecruzadas, complementares e conflituosas;
2 – refletir sobre os avanços e práticas da Geografia Urbana, entendendo que este campo do conhecimento pode contribuir decisivamente em questões de reflexão, planejamento, pesquisa e intervenção, bem como nas práticas socialmente constituídas.
Tradicional evento bianual, o Simpósio Nacional de Geografia Urbana (SIMPURB), desde sua primeira edição (USP, São Paulo, 1989), objetiva consolidar a reflexão – científica, prática, militante, de maneira interdependente e articulada – sobre o fenômeno urbano em sua condição polissêmica. O urbano é concreto-abstrato, objeto-ação, consenso-dissenso, planejamento-luta, ciência e ação política. Neste SIMPURB 2015, ambiciona-se contribuir para que este evento permaneça enquanto ágora dos mais profundos debates sobre o fenômeno urbano, cumprindo seu papel histórico crucial de se pensar a Geografia Urbana enquanto campo de conhecimento, que recupera as demandas de diferentes grupos sociais. Em tempos de urbanização em modo contínuo, o SIMPURB busca o diálogo entre a Geografia (com todas as suas inquietações) com outros campos de análise científica (História, Economia, Sociologia, Ciência Política, Arquitetura, Planejamento e Engenharia Urbana, entre tantos outros) e na esfera social, através de movimentos e coletivos sociais, ativismos urbanos, grupos de resistência, associações de moradores, etc. Atávica à luta, à transformação, à ação militante e à criatividade, a crítica do urbano permite a conjugação entre as mais diversas perspectivas e análises dos mais diferentes sujeitos político-sociais.
A “ciência” aqui aludida obedece aos rigores teórico-metodológicos exigidos em um evento desta magnitude. Em 1999, o Brasil tinha vinte e um programas de pós-graduação na área de Geografia; em 2012 são cinquenta e um, aumentando cerca de 140% o número de programas e multiplicando indefinidamente o número de pesquisadores da temática urbana. Neste panorama, o número de participantes no SIMPURB aumentou de maneira progressiva, e, destacadamente, as temáticas também se expandiram, consolidando debates importantes como o turismo, problemática ambiental na cidade e a dimensão subjetiva do urbano.
O propósito do SIMPURB 2015 [Fortaleza] é convocar os principais pesquisadores da temática urbana brasileira a refletir, ponderar e contribuir na construção de horizontes analíticos cientificamente rigorosos e criativos. Apresenta-se, portanto, ambiente propício à consolidação de aportes teóricos, conceituais e metodológicos da Geografia Urbana do presente século. Os novos pesquisadores, oriundos da expansão da pós-graduação da última década, somar-se-ão aos mais experientes em esforço de construção de novos caminhos analítico-conceituais.
A aproximação-encontro destes estudiosos, espraiados pelo território brasileiro, significará geração de um momento de plena inserção intelectual, a envolver múltiplos olhares, estudos e realidades diversas.

Mais Informações: http://simpurb2015.com.br/

Atenção Geógrafos: Prazo para envio de trabalhos no XI ENANPEGE expira dia 17/05


Diretoria  da  ANPEGE
informa, a todos os Programas de Pós- Graduação em Geografia, que o XI ENANPEGE ocorrerá  entre  os   dias
09 e 12 de outubro de 2015 na Universidade de Estadual Paulista, campus de Presidente Prudente (SP), nas dependências da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), localizada na Rua Roberto Símonsen, nº 305 - Centro Educacional, Presidente Prudente - SP.


O tema central, A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO,
norteará as temáticas debatidas nas Mesas Redondas e nos Grupos de Trabalho (GTs).

Informações  sobre  os  GTs  estão  disponíveis  na  página  do  evento,  assim como    a    programação    das    atividades:    www.enanpege.ggf.br/2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

Livros Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman

ZYGMUNT BAUMAN, sociólogo polonês, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. Responsável por uma prodigiosa produção intelectual, recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra). Atualmente é professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.


Abaixo, segue a relação com algumas de suas obras, além de vídeo em que aborda sobre os laços humanos, redes sociais, liberdade e segurança.
Video: laços humanos, redes sociais, liberdade e segurança:





Livros Pierre Bordieu

"Pierre Bourdieu, nascido em 1º de agosto de 1930, em Denguin (Béarn), morreu em Paris, no dia 23 de janeiro de 2002. Eleito diretor, em 1965, da VI Seção da École pratique des hautes études, que em 1975 se tornou École des hautes études en sciences sociales, continuou sendo seu membro integral após ingressar no Collège de France, em 1982, até se aposentar, no verão de 2001. A partir de 1968, dirigiu no Collège de France o Centro de sociologia européia, fundado por Raymond Aron, onde criou, em 1975, sua célebre revista, Actes de la recherche en sciences sociales, que dispõe de um lugar à parte entre todas as revistas internacionais de sociologia, especialmente em razão de sua abertura às outras ciências sociais. Como decano da Assembléia dos professores, presidiu a cerimônia consagrada à eleição do presidente daÉcole, em junho de 2000, e ainda esteve entre nós, em junho de 2001, para a eleição anual dos diretores". (ENCREVÉ, P; LAGRAVE, R-M. Memória do trabalho, memória no trabalho. In: ENCREVÉ, P; LAGRAVE, R-M. Trabalhar com Bourdieu. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005, p. 8).


Seguem alguns livros de Pierre Bordieu:


BOURDIEU, P. A Dominação Masculina

BOURDIEU, P. A Economia das Trocas Simbólicas

BOURDIEU, P. A ilusão biográfica

BOURDIEU, P. As regras da arte

BOURDIEU, P. Coisas Ditas

BOURDIEU, P. Escritos da educação

BOURDIEU, P. Homo Academicus

BOURDIEU, P. Lições da Aula

BOURDIEU, P. Meditações Pascalianas

BOURDIEU, P. O poder simbólico

BOURDIEU, P. Os Usos Sociais da Ciência

BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência

BOURDIEU, P. Questões de Sociologia

BOURDIEU, P. Razões Práticas - Sobre a Teoria da Ação

Texto sobre seu pensamento publicado no Le Monde:


A fábrica de opinião pública
As questões da opinião esclarecida são difundidas para produzir respostas de todos sobre problemas que se apresentam para alguns: questões que não existiam para as pessoas passam a existir a partir do momento em que essas pessoas são interpeladas a respondê-las como se de fato fossem questões suas
por Pierre Bourdieu
O homem oficial é um ventríloquo que fala em nome do Estado: assume uma postura oficial – com todo o teatro do oficial –, fala para e se coloca no lugar do grupo ao qual se dirige, fala para e se coloca no lugar de todos, fala como representante universal.
Análoga ao homem oficial está a noção moderna de opinião pública. O que é essa opinião pública evocada pelos criadores do direito das sociedades modernas, as sociedades em que o direito existe? Tacitamente, é a opinião de todos, da maioria ou daqueles que contam, dos dignos de ter uma opinião. A opinião pública é a opinião esclarecida, a opinião digna do termo.
As comissões oficiais funcionam segundo a lógica de criar um grupo com todos os elementos exteriores – socialmente reconhecidos e reconhecíveis – necessários para formar uma opinião digna de ser expressa, de acordo com determinados padrões. Um dos critérios tácitos mais importantes na seleção de membros dessas comissões, em particular o presidente, é a intuição de que conhecem as regras tácitas do universo burocrático e as respeitam: dito de outra forma, qualquer um que saiba jogar o jogo da comissão de forma legítima, ou seja, que legitima o jogo para além do próprio jogo e suas regras; jamais se está dentro do jogo quando se está além dele. Em todo jogo, há regras de fair-play. A propósito do homem cabila, ou do mundo intelectual, eu havia usado a seguinte fórmula: a excelência, na maior parte das sociedades, é a arte de jogar com as regras do jogo, fazendo desse jogo e de suas regras uma homenagem suprema ao jogo. Segundo essa lógica, a figura do transgressor controlado se opõe totalmente à figura do herege.
O grupo dominante coopta membros a partir de indícios mínimos de comportamento, como a boa conduta e a manutenção da ordem – entendidas como a arte de respeitar as regras do jogo até mesmo nas transgressões normatizadas pelas regras do jogo. É a aplicação da célebre frase de Chamfort: “O vigário pode sorrir de um comentário contra a religião, o bispo pode gargalhar, e o cardeal pode até mesmo agregar algumas palavras”.1 Quanto mais alta a hierarquia na escala de excelência, mais se permite jogar com a regra do jogo: a posição é tal que não deixa margem para dúvida. O humor anticlerical do cardeal, portanto, é extremamente clerical.
A opinião pública ainda é uma espécie de realidade com duplo sentido. É aquilo que não pode não ser invocado quando se quer legislar em terrenos não constituídos ou consolidados. Quando se discute “vida jurídica” (expressão extraordinária) em relação à eutanásia ou a bebês de proveta, convocam-se pessoas com autoridade para trabalhar no assunto. Dominique Memmi2 descreve um comitê de ética sobre a procriação artificial: composto de um conjunto de pessoas tão díspares – psicólogos, sociólogos, mulheres, feministas, arcebispos, rabinos, especialistas etc. –, tem por objetivo transformar alguns idioletos3 éticos em um discurso universal capaz de definir a vida jurídica, ou seja, dar uma solução oficial a um problema difícil com consequência para os hábitos da sociedade – por exemplo, legalizar as mães de aluguel. Ao trabalhar com esse tipo de situação, é necessário invocar a opinião pública. Nesse contexto, é compreensível a função atribuída às pesquisas de opinião. Dizer “as pesquisas estão a nosso favor” é o equivalente a dizer “Deus está entre nós”, em outro contexto.
Mas as sondagens podem ser incômodas: às vezes, enquanto a opinião esclarecida é contra a pena de morte, as pesquisas revelam que a maioria é a favor. O que fazer? Formar uma comissão. A comissão transforma a opinião esclarecida em opinião pública e, portanto, legítima – embora muitas vezes diga o contrário ou não tenha de fato uma opinião sobre o assunto (caso de muitos temas). Uma das características das pesquisas é apresentar problemas hipotéticos às pessoas e induzir respostas a questões inexistentes – ou seja, impor respostas. Não se trata de discutir a maneira usada para constituir a amostragem, e sim o fato de que as questões da opinião esclarecida, nem sempre existentes em outras instâncias, são difundidas em outros meios para produzir respostas de todos sobre problemas que se apresentam apenas para alguns: questões que não existiam para as pessoas passam a existir a partir do momento em que essas pessoas são interpeladas a respondê-las como se de fato fossem questões suas, essa é a questão.
Vou traduzir um fragmento de Alexandre Mackinnon de 1828, tirado de um livro de Peel sobre Herbert Spencer.4 Mackinnon define a opinião pública, definição que seria oficial se não fosse inconfessável em uma sociedade democrática. Quando se fala em opinião pública, há um duplo sentido entre a definição legítima (a opinião de todos) e a opinião autorizada e eficiente que é obtida da opinião pública democraticamente definida: “[A opinião pública] é esse sentimento sobre qualquer tema forjado pelas pessoas mais bem informadas, mais inteligentes e mais autorizadas moralmente na comunidade. Essa opinião é gradualmente difundida e adotada por todas as pessoas de alguma educação e adequadas a um Estado civilizado”. A verdade dos dominantes se transforma na verdade de todos.
Na década de 1880, dizia-se abertamente na Assembleia Nacional aquilo que a sociologia deveria redescobrir, a saber, que o sistema escolar deveria eliminar as crianças das camadas menos favorecidas. No início, a questão foi apresentada explicitamente, para, em seguida, desaparecer por completo – pois o sistema escolar passou a fazer, sem que fosse solicitado, o que se esperava dele. Já não havia a necessidade de explicitar certos procedimentos. Exatamente por isso, o interesse na gênese desses processos é muito importante, pois no início sempre há debates em que algumas coisas são expressas com todas as letras, antes de se dissolverem – e ser novamente retomadas em revelações provocativas de sociólogos.
O reprodutor do oficial sabe produzir, no sentido etimológico do termo: producere significa “trazer ao dia”, “conduzir à manifestação” – teatralizando o termo, trata-se de falar em nome de algo que ainda não existe (no sentido de não estar sensível ou visível). O reprodutor oficial deve produzir algo em nome daquilo que ele tem o direito de produzir. Ele não pode não teatralizar, não dar forma, não fazer milagres. O milagre mais ordinário, para um criador verbal, é o próprio milagre verbal, o êxito retórico; ele deve produzir o contexto que autoriza suas palavras, deve conformar a autoridade em nome da qual ele está autorizado a falar.
Encontrei a definição de “prosopopeia” que buscava agora há pouco: “figura de linguagem que atribui sentimentos e palavras humanas a animais, coisas personificadas, mortos ou ausentes”. E no dicionário, instrumento sempre inspirador, encontramos esta frase de Baudelaire a respeito da poesia: “dominar sabiamente uma língua é praticar uma espécie de feitiço evocatório”. Os clérigos – que manipulam uma linguagem erudita como os juristas e os poetas – devem colocar em cena o referente imaginário em nome do qual falam e produzem quando evocam discursos a partir de sua forma particular de linguagem; devem fazer existir aquilo que expressam e aquilo em nome do que expressam. Devem, ao mesmo tempo, produzir um discurso e a convicção na universalidade desse discurso por meio da produção sensível, da evocação de espíritos, fantasmas – o Estado é um fantasma... É dessa forma que “a nação”, “os trabalhadores”, “o povo”, “o segredo de Estado”, “a segurança nacional”, “a demanda social” etc. são produzidos.
Percy Schramm mostrou como as cerimônias de coroação dos imperadores eram a transferência, para a ordem do político, de cerimônias religiosas.5 Se o cerimonial religioso pode transferir-se tão facilmente para as cerimônias políticas, através das cerimônias de coroação, é porque se trata, nos dois casos, de fazer crer na existência de um fundamento do discurso que aparece como autofundador, legítimo, universal apenas pela teatralização – no sentido de evocação mágica, sortilégio – do grupo unido e de acordo com o discurso que o une. Também funciona dessa forma o cerimonial jurídico. O historiador inglês E. P. Thompson insistiu na importância do papel da teatralização jurídica no século XVIII inglês – o uso das perucas, por exemplo. Ela não pode ser totalmente compreendida se for considerada apenas um simples aparato, no sentido de Pascal: ela é constitutiva do ato jurídico.6 Criticar a roupagem do direito é arriscado: modificá-la pode prejudicar a pompa do discurso. É comum ouvir que é preciso reformar a linguagem jurídica, porém nada é feito a respeito – pois ela é a última vestimenta do direito: os reis nus não são tão carismáticos.
Uma das dimensões importantes da teatralização é a teatralização do interesse como interesse geral; é a teatralização da convicção do interesse pelo universal, do desinteressado homem político – teatralização da crença do padre, da convicção do homem político, de sua fé naquilo que faz. Se a teatralização da convicção faz parte das condições tácitas do exercício da profissão de clérigo – ou de um professor de Filosofia, que deve passar a impressão de acreditar na filosofia –, é porque ela é a homenagem essencial do oficial-homem ao oficial; é ela que faz do oficial um oficial, um verdadeiro oficial. O desinteresse não é uma virtude secundária: é a virtude política de todos os mandatários. Os deslizes de padres, os escândalos políticos representam o desmoronamento dessa forma de crença política na qual todos estão de má-fé, sendo a crença um tipo de má-fé coletiva no sentido sartriano: um jogo no qual todos mentem a si mesmos e mentem aos outros sabendo que mentem. Isso é o oficial...




 1 Nicolas de Chamfort, Maximes et pensées [Máximas e pensamentos], Paris, 1795.
2 Dominique Memmi, “Savants et maîtres à penser: la fabrication d’une morale de la procréation artificielle” [Sábios e mestres em ação: a fabricação de uma moral da procriação artificial], Actes de la Recherche en Sciences Sociales, n.76-77, 1989, p.82-103.
3 Do grego idios, “particular”: discurso particular.
4 John David Yeadon Peel; Herbert Spencer, The evolution of a sociologist [A evolução de um sociologista], Londres, Heinemann, 1971. William Alexander Mackinnon (1789-1870) teve uma longa carreira como membro do Parlamento Britânico.
5 Percy Ernst Schramm, Der König von Frankreich. Das Wesen der Monarchie von 9 zum 16. Jahrhundert. Ein Kapital aus Geschichter des abendlischen Staates (dois volumes), H. Böhlaus Nachf, Weimar, 1939.
6 Edward Palmer Thompson, “Patrician society, plebeian culture” [Sociedade patrícia, cultura plebeia], Journal of Social History, 7 (4), 1976, p.382-405.

domingo, 10 de maio de 2015

Resenha do Documentário Terra: Um Planeta Fascinante é realizado pela estudante Alanna Garla (Curso de Biotecnologia do IFPR - Câmpus Londrina)

A estudante Alanna Garla redigiu uma resenha sobre documentário que foi indicado em uma intervenção no Curso de Biotecnologia Integrado ao Ensino Médio do IFPR Câmpus Londrina. A resenha serve de base para que os demais estudantes possam conhecer o documentário e, como ela, apreciar, pois permite grande aprendizagem sobre a formação do nosso Planeta. Agradeço imensamente a contribuição!

Abaixo da resenha, disponibilizamos o link para acessar os documentários sobre nosso planeta: 

TERRA UM PLANETA FASCINANTE PARTE 1

Durante 4 bilhões e meio de anos, a Terra sofreu explosões , incêndios e impactos. Esses eventos esculpiram o nosso planeta.
Não existe outro planeta como a Terra, sua superfície muda constantemente, destruindo evidencias do passado. Mas se soubermos aonde procurar, as pistas ainda estarão lá.
O atlântico deve a sua existência ao tumulto geológico ocorrido a 135 milhões de anos atrás. O supercontinente,  começou a rachar e as águas passaram pelas fendas formando uma nova bacia oceânica.
Bacias oceânicas abrem e fecham,  o mar  cobre os continentes e depois regride. Cerca de 18 mil meteoritos atingem a Terra anualmente e cada um trás pistas da formação do planeta.
O planeta é um aglomerado de detritos. Placas tectônicas são lençóis da crosta terrestre em movimento constante, essa movimentação faz com que as substâncias do núcleo saiam  pelos vulcões.
Um asteroide maior que Marte chocou-se contra a Terra, fazendo voar a maior parte da superfície, os destroços, atraídos pela força gravitacional formaram um disco protolunar, uma nova lua cresceu rapidamente.
A Terra era vermelha, sem oxigênio e vida, na sua formação foi bombardeada por corpos celestes. Após algum tempo, começou a esfriar, a atmosfera era densa, havia vapor.
Ao longo do tempo, as tempestades torrenciais produziram as maiores enchentes que o planeta já conheceu. Um infindável oceano formou-se; estima-se que foi nesta época que a vida surgiu.  Existe uma teoria que a água chegou do espaço trazida por cometas de gelo.
Quando a atmosfera ficou saturada, começou a chover. Nesta época existia bactérias que aguentavam grandes temperaturas e pressões, o oxigênio foi formado a partir de seres que realizavam a fotossíntese. Os estromatólitos, chamados assim devido as condições de sobrevivência.
As eras glaciais afetaram e formaram as paisagens. A última extinção em massa foi a 35 milhões de anos, o nosso sistema solar está em uma viajem na Via Láctea, a cada 30 milhões de anos, passamos pelas partes mais densas. Estamos nesta parte mais densa e a próxima extinção em massa pode nos incluir.



Alanna Garla
Estudante do 1º Ano do Curso de Biotecnologia Integrado ao Ensino Médio do IFPR - Câmpus Londrina

Para assistir a esse documentário e a outros, clique aqui


sexta-feira, 8 de maio de 2015

10 destinos brasileiros para ver o pôr-do-sol

Praia do Jacaré, em Cabedelo, na Paraíba (foto: rvcroffi/Flickr-Creative Commons)
Do Oiapoque ao Chuí ou do Ártico à Antártica, todos os finais de tarde são lindos. Só depende mesmo do estado de espírito de cada viajante, da companhia de viagem e (por que não?) da trilha sonora.
O pôr-do-sol pode ser fotogê​nico em qualquer lugar do mundo, mas nestes destinos nacionais, ele fica ainda mais impactante. Leia também: “Rio Grande do Norte: a terra do pôr-do-sol”
Confira galeria de fotos:

10. Praia do Jacaré (Paraíba)

Final de tarde na Praia do Jacaré, em Cabedelo, na Paraíba (foto: rvcroffi/Flickr-Creative Commons)
Final de tarde na Praia do Jacaré, em Cabedelo, na Paraíba (foto: rvcroffi/Flickr-Creative Commons)
Localizada no município de Cabedelo, próximo a João Pessoa, a praia do Jacaré costuma fazer parte do roteiro dos viajantes que visitam a capital paraibana. Mais do que cenário para o manjado Pôr-do-sol do Jacaré, quando o músico Jurandy do Sax navega as águas do rio Paraíba, tocando o Bolero de Ravel, o local é destino de um dos mais belos finas de tarde da Paraíba.

9. Pedra do Arpoador (Rio de Janeiro)

Final de tarde na região da Peedra do Arpoador, no Rio de Janeiro (foto: Skyscanner/Divulgação)
Final de tarde na região da Peedra do Arpoador, no Rio de Janeiro (foto: Skyscanner/Divulgação)
Seria injusto deixar de fora dessa lista o espetáculo que acontece quando o sol desaparece no horizonte diante da Pedra do Arpoador, no Rio de Janeiro. Admirar o entardecer no local já é um ritual entre cariocas e viajantes, que chegam a aplaudir o show mais que poético que acontece ali todos os dias.

8. Chapada Diamantina (Bahia)

Final detarde na região do Vale do Paty, na Chapada Diamantina (foto: Chico Ferreira/Flickr-Creative Commons)
Final detarde na região do Vale do Paty, na Chapada Diamantina (foto: Chico Ferreira/Flickr-Creative Commons)
Na Chapada Diamantina, os roteiros de aventura podem ser encerrados com a tranquilidade e a beleza do pôr-do-sol que, visto do alto do Morro do Pai Inácio, ganha um toque extra de beleza que aquieta corpos cansados, depois de um dia movimentado de trilhas nessa região serrana, no coração da Bahia.

7. Salvaterra – Ilha de Marajó

Salvaterra, na ILha de Marajó (foto: Férias Brasil/Skyscanner)
Salvaterra, na ILha de Marajó (foto: Férias Brasil/Skyscanner)
Um dos principais pontos de entrada da Ilha de Marajó, no Pará, a cidade de Salvaterra também é dona de um dos entardeceres mais belos do Brasil.
Localizada na foz do rio Amazonas, próximo ao canal que separa o destino do continente, a Ilha de Marajó é considerada a maior ilha do Brasil e a maior ilha fluvio-marítima do planeta.

6. Lago da Itaipu – Foz do Iguaçu

Pôr do sol na região da hidrelétrica de Itaipu (foto: Eduardo Vessoni)
Pôr do sol na região da hidrelétrica de Itaipu (foto: Eduardo Vessoni)
A usina hidrelétrica Itaipu Binacional é a segunda maior atração iguaçuense, que reina absoluta ao lado das Cataratas do Iguaçu.
A gigante geradora de energia organiza diferentes tours como o passeio de catamarã que percorre as águas do lago artificial de Itaipu ao longo do dia, inclusive no horário em que o sol começa a se pôr. SAIBA MAIS

5. Praça do pôr-do-sol (São Paulo)

Final de tarde em São Paulo visto da Praça do Pôr do Sol (foto: Marlon Dias/Flickr-Creative Commons)
Final de tarde em São Paulo visto da Praça do Pôr-do-Sol (foto: Marlon Dias/Flickr-Creative Commons)
O ritmo frenético de São Paulo também dá trégua, em endereços onde paulistanos podem relaxar e entrar em contato com a natureza.
Foi com essa ideia que surgiu a Praça do Pôr-do-sol, no Alto Pinheiros. Ali, os gramados servem como um imenso auditório ao ar livre que acomoda (e muito bem) as pessoas que querem esquecer a agitação urbana lá fora e começar a noite com as lembranças de um espetáculo inesquecível.

4. Pedra da Gávea (Rio de Janeiro)

Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro (foto: Skyscanner/Divulgação)
Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro (foto: Skyscanner/Divulgação)
Olha a Cidade Maravilhosa aí de novo.
O Rio de Janeiro parece ter sido criado, especialmente, para abrigar belos finais de tarde, onde sempre tem um lugarzinho que mais lembra um mirante para admirar as cores do entardecer, como a Pedra da Gávea.

3. Duna do Pôr-do-sol – Jericoacoara

Final de tarde na Duna do Pôr do Sol, no Ceatá (foto: Douglass Atlas/Flickr-Creative Commons)
Final de tarde na Duna do Pôr-do-Sol, no Ceatá (foto: Douglass Atlas/Flickr-Creative Commons)
Em Jericoacoara, a 300 km de Fortaleza, todos os cenários são mágicos. Porém, antes do anoitecer, toda a mágica do destino se renova, graças à fusão de cores e o contraste entre a areia, a água e céu. A beleza é tanta, que uma dona foi batizada como Duna do Pôr-do-sol, justamente para indicar o melhor lugar para acompanhar o momento.

2. Lago Guaíba (Porto Alegre)

Lago Guaíba, em Porto Alegre (foto: Camilla Carvalho/Flickr-Creative Commons)
Lago Guaíba, em Porto Alegre (foto: Camilla Carvalho/Flickr-Creative Commons)
Já é tradição na capital gaúcha: no fim da tarde, moradores e visitantes se reúnem diante do Guaíba para ver o sol se esconder no horizonte.
As diferentes tonalidades de laranja dão forma às sombras escuras e se refletem na água, garantindo um espetáculo inesquecível. Para assistir de camarote, a dica é se concentrar em lugares como Cais do Porto, a Orla do Guaíba, o Parque Marinha do Brasil, o Pontal do Estaleiro e a Usina do Gasômetro.

1. Fernando de Noronha (Pernambuco)

Fernando de Noronha,  um dos 100 destinos mais sustentáveis do mundo (foto: Eduardo Vessoni)
Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)
No arquipélago mais bonito do Brasil, o sol se põe do lado das praias de dentro.
Para admirar as cores do entardecer, as praias mais disputadas são Conceição e Cacimba do Padre, além da praia do Boldró, onde o espetáculo pode ser contemplado de um mirante ou do Forte de São Pedro. A verdade, porém, é que em qualquer uma de suas ilhas ou parte do seu litoral, o pôr-do-sol será incrivelmente belo.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Compartilhe esta Notícia no Google+:

Postagens populares

Copyright @ 2013 Prof. Ricardo Töws . Designed by Templateism | Love for The Globe Press