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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Santander Universidades oferece 100 bolsas de estudos em 21 países. As inscrições terminam em agosto

O Banco Santander, através do Santander Universidades tem um programa chamado Fórmula Santander que está na 8ª edição e beneficiará 100 estudantes universitários do Brasil com100 bolsas de estudos.
São 53 universidades brasileiras participantes que farão o processo de seleção dos alunos interessados nas bolsas baseados no alto desempenho acadêmico, condições socioeconômicas desfavoráveis e bons conhecimentos em outros idiomas.

Para participar é preciso ser aluno de uma destas 53 universidades.
Santander Universidades em sua 8ª edição terá:
  • 100 bolsas de estudo em 2017;
  • 53 universidades brasileiras participantes em 2017;
  • Bolsa de estudo equivalente a 5.000 euros;
  • Viagem a ser programada entre janeiro/2018 e agosto/2019.
Você pode saber detalhes das bolsas através do app Universitário ou então diretamente no site do Santander Universidades.
Período de Inscrição02 de junho a 31 de agosto de 2017 às 23h59 (horário de Brasília).
Além deste projeto, o Santander Universidades oferece mais bolsas, que podem ser vistos os detalhes clicando aqui.
Mais informações no site Usanto TICs na Educação

terça-feira, 6 de junho de 2017

SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE: O QUE ESTAMOS FAZENDO A RESPEITO?

No ano de 2017, a Semana Mundial do Meio Ambiente teve como lema "Conectando as Pessoas à Natureza", o que permite uma pausa para reflexão sobre vários contextos: o cenário mundial, o próprio lema investido nas ações, o papel enquanto cidadão e, no nosso caso, nosso fazer docente.

No cenário mundial, cremos que a ideia foi aprofundar o sentido da palavra conexão. Cotidianamente, parte da população mundial, sobretudo àquela que interessa para a usabilidade do capital, está amplamente conectada pelas fibras óticas e pelas mais diversas ondas. Neste caso, os milhões ou bilhões de usuários estão conectados ao mundo tecnológico, muitas vezes como receptáculo ou depósito de informações e propagandas e outras, como números, para que as grandes corporações e agencias de "aplicativos" ampliem suas receitas e valores das ações, ao assumir o controle da informação e dos meios de comunicação. Por outro lado, viabilizam a conexão e o acesso ao mundo virtual, de modo que consolide a "sociedade do espetáculo" (Guy Debord). Alimentam o establishment, mas a parte boa é a possibilidade de conhecer pessoas, ideias, lugares e ampliar nossas conexões com o mundo.

Talvez seja essa a ideia que sustenta a chamada do Meio Ambiente: "Conectar as Pessoas com a Natureza", não apenas no sentido de fazer com que o sujeito se desloque para uma "mata fechada" ou para uma "pescaria", mas para que a conexão seja no âmbito do pensamento. Analisando o cenário mundial, o momento calhou com a coleção de atrocidades do presidente estadunidense, em que, a partir de uma medida inacreditável, rompeu com o Acordo de Paris, opondo-se ao respectivo acordo. Pode ser, nesta ocasião, a oportunidade para uma reflexão de modo mais amplo sobre o meio ambiente, uma vez que a data estabelecida tem a ver com a Conferência de Estocolmo, ocorrida em 1972. A partir deste evento, diversos outros aconteceram, tendo em vista debater amplamente as ditas "ações antrópicas" sobre o meio ambiente, em outras palavras, o impacto do desenvolvimento e a exploração dos recursos naturais sem sustentabilidade.

Naqueles cenários, surgiram conceitos como sustentabilidade e desenvolvimento sustentável que, como mote de discursos, oportunizou a criação de grupos radicais, de um lado ou de outro, mas, sobremaneira, permitiu que países incluíssem em suas cartas magnas, tais conceitos em um movimento de trazer o meio ambiente para a pauta. Um dos exemplos, é a própria legislação brasileira, cuja incorporação viabilizou instrumentos regulatórios sobre obras que impactam o meio ambiente. Obviamente, muitas dessas ações são usadas e interpretadas para viabilizar o setor produtivo, encurtando as possibilidades de fiscalização e cuidado, cuja máxima pôde ser observada com o desastre de Mariana e, em consequência, a destruição do Rio Doce. Essa tragédia deve ser debatida e investigada sob olhar geográfico e de outras áreas que pensam o objeto, pois, a partir da catástrofe "premeditada", o caos social, a proliferação de doenças, a morte de uma biota são apenas algumas das "heranças" deste processo. E.... o sentimento de impunidade também!

Em relação ao próprio lema, urge incorporarmos ações e estratégias para que o descolamento do homem urbano da natureza, situação inerente ao desenfreado processo de urbanização da sociedade capitalista, seja revertido, porém, já sabemos que essa reversão só será possível se ações locais forem encaradas de forma tão nobre como é encarada a discussão sobre o aquecimento global. A despeito dos prós e contras de sua discussão, não é possível que deixemos um sujeito beneficiar o setor produtivo em detrimento do meio ambiente como fez Trump, bem como não devemos criar fetiches sobre o aquecimento global, como a mídia tradicional e ex-gestores estadunidenses trataram de abordar. Em outras palavras, nem oito e nem oitenta. Sob o viés da natureza, há muito mais variáveis do que são proferidas nestes discursos. É necessário profícuo trabalho dos estudiosos, no sentido de sairmos (nos incluindo) dos muros das universidades e arrolarmos nossas ações na comunidade, tanto em termos da educação ambiental, que caiu na banalização das ações, quanto em termos de trabalhos concretos que possam abalar o campo do pensamento, logo, o campo cultural.

Nesse aspecto, é necessário rever o papel do cidadão. Somos acostumados, quando o tema é meio ambiente, a incorporar ações como "não jogar papel no chão", ou ainda, "fazer a reciclagem", ou "não cortar as matas ciliares", ou ainda "plante uma árvore" . Tudo isso é fundamental, mas deve ser inerente ao nosso fazer enquanto cidadão. Para além disso, é necessário criar consciência política, uma vez que as decisões e as leis são criadas por quem nos representa. Talvez, se Trump não estivesse lá, essa ação de ruptura para beneficiar a indústria estadunidense não teria ocorrido. Porventura, se tivéssemos consciência política, não teríamos Blairo Maggi, um dos maiores PIBs agrícolas, à frente do Ministério da Agricultura; não teríamos Mendonça Filho, comandando o Ministério da Educação, criando medida provisória para que as áreas que estudam o meio ambiente sejam minimizadas para dar espaço às áreas que servem para talhar peões para o chão de fábrica. Parece tema desconectado, mas não é: as ações políticas, independentemente do nível de escala, poderão contribuir para que cuidamos do nosso estrato, que é o palco da vida. Um exemplo de ações politizadas é o caso de ONGs. Preservando aqui as boas e louváveis ações neste sentido, sabemos que muitas delas são montadas sine qua non para levantamento de "verbas" que visam alimentar um batalhão de gente, cuja causa ambiental só serve pra viabilizar escusos interesses. Outro exemplo diz respeito aos certificados de qualidade emitidos para pessoa jurídica, em que unidades do setor produtivo fazem mínimas ações que chamam de "educação ambiental", ridicularizando e destruindo a ideia.


Hundreds of environmentalists arrange their bodies to form a message of hope and peace in front of the Eiffel Tower in Paris, France, December 6, 2015, as the World Climate Change Conference 2015 (COP21) continues at Le Bourget near the French capital. REUTERS/Benoit Tessier


Ambientalistas formam mensagem em frente à Torre Eiffel em Paris, França. Foto: REUTERS/Benoit Tessier
Fonte: http://diplomaciacivil.org.br/como-os-paises-tem-se-portado-apos-o-acordo-de-paris/

Por fim, retratamos aquilo que estamos fazendo. Já que emitimos ideias, é de bom tom registrar algumas ações que possam contribuir para que novas interações sejam pensadas. Como docente, tivemos uma breve oportunidade de executar a pedagogia por projetos como metodologia de aprendizagem, o que canalizou para a realização de diversos projetos. Gostaríamos de ressaltar que, dentro dessa prática, que pressupomos um currículo crítico e pós-crítico de formação, embarcamos em ações revolucionárias, tanto do ponto de vista de negar uma educação que seja meramente para a reprodução ampliada do capital com exploração da força de trabalho, quanto do ponto de vista de incorporar uma outra lógica ao nossos estudantes no que tange ao pensamento sobre o meio ambiente e sobre o nosso planeta: a mudança no comportamento, logo, na cultura. Em outras palavras, não basta interferir na forma, incentivando apenas que não joguem papel no chão ou que plantem uma árvore na vida; é necessário interferir na estrutura, em que sujeitos possam refletir sobre seu espaço, seu lugar, seu território e, neles, o seu fazer, pressupondo consciência que será, necessariamente, revertida para sua comunidade e influências. Neste sentido, pressupomos mudança na forma de enxergar a complexidade do nosso planeta e, nele, da natureza, pois somente assim, é possível conectar o homem à natureza, como sugere o lema.

Desse modo, apresentamos nossas ações com estudantes do ensino médio:

Projeto 1 - Maquete Arquitetônica Sustentável:  
Neste projeto, estudantes refletiram sobre como fazer uma maquete, que utilizasse de recursos tecnológicos e de conforto, mas também fosse pensada sob a ótica da sustentabilidade. Estudaram os diversos conhecimentos necessários para sua elaboração, com destaque para elementos da arte e da engenharia. Aprenderam conhecimentos propedêuticos, mas também tiveram que associar a informática, por meio da domótica e da programação. As ações sustentáveis incorporadas foram as seguintes: captação de energia limpa, por meio de placa fotovoltáica; reciclagem da água e manutenção da água da piscina (lembrem - eles queriam conforto), por meio de sistema hidráulico bem como por processo de irrigação; separação de espaço para área florestal, com a criação de sistema agroflorestal sintrópico; construção de sistema térmico a partir de materiais recicláveis; entre outras. Este projeto gerou aprendizagem e demonstrou a dificuldade de pensar ontologicamente a questão. No entanto, os estudantes envolvidos tiveram profícua interação com ações ambiental, o que, a partir da transcendência, viabilizou outros projetos escolares, que, ao saírem da maquete, passaram para o plano da realidade.


Maquete Arquitetônica com destaque para placa fotovoltáica

Projeto 2 - Sistema Agroflorestal Sintrópico:
Já na sequencia do projeto anterior, tal ação foi pensada pelos estudantes a partir do projeto original, da maquete. A partir de uma área de pequena floresta, em nosso campus, estudantes protocolaram projeto para criação de um sistema agroflorestal, aliando as potencialidades da "florestinha" com produção agrícola orgânica. Desenvolveram uma horta aproveitando dos insumos da natureza, da aprendizagem sobre o sistema de podas, do manejo orgânico do solo, que, digamos de passagem, é extremamente ácido e arenoso; aprenderam como cultivar, como plantar, como fazer o manejo e a geografia do terreno. Perceberam o impacto e o movimento das águas e apreenderam que não era possível, em um sistema inicial, aproveitar apenas dos recursos naturais, como a chuva, por exemplo. Desse modo, criaram um novo projeto, denominado Sintros 2 ou Engenharia e, neste, desenvolveram um sistema de energia limpa, com captação por placa fotovoltáica; estão desenvolvendo a engenharia e a elaboração do sistema hidráulico; estudam e selecionam o que deve ser plantado de acordo com as estações do ano; mapeiam a biota; os próximos passos são a programação do movimento da placa fotovoltáica de acordo com o tamanho do dia e do movimento do sol e a programação de um sistema de robótica para irrigação programada. Essa ação será possível, com a ajuda de um outro projeto, denominado estação meteorológica computadorizada.


Instalação da Placa Fotovoltáica 

 Projeto 3 - Estação Meteorológica Computadorizada:
Este projeto foi pensado a partir da aquisição de uma impressora 3D. Desse modo, a estação é impressa. A partir da plataforma do Arduíno, estudantes estão desenvolvendo estação portátil, ou seja Pocket, com equipamentos digitais e físicos como termômetro, pluviômetro, barômetro, medidor de umidade do solo, entre outros. É dinâmico, pois precisa entender de planeta Terra; mas também é necessário conhecer matemática, informática, sociologia, história, língua portuguesa, dentre tantos conhecimentos relacionados. É bem fácil encontrar aplicativos e produtos relacionados. Na universidade, quando cursamos climatologia, fazemos algumas visitas na Estação Climatológica para saber a função dos instrumentos e equipamentos. No nosso projeto, os estudantes são envolvidos na prática, produzindo conhecimento e não apenas apreendendo-os. Parece um interessante caminho para que o meio ambiente seja mais transversal do que o habitual.


Equipamento impresso para Estação Meteorológica Computadorizada

Projeto 4 - Globo Terrestre em 3 Dimensões:
A ideia deste projeto, no âmbito de uma oficina, partiu da compra de uma impressora 3D. Quando estudávamos na graduação, no Departamento de Geografia, eventualmente observávamos um quadro na parede com o relevo oceânico. Pensávamos na possibilidade de criar um Globo Terrestre que pudéssemos tatear o relevo, mesmo sabendo que para isso deveríamos exagerar a escala vertical. Nesse caso, conseguimos imprimir um protótipo e, a partir dele, com materiais alternativos, como gesso, por exemplo, pudemos elaborar em grande escala para que todos os estudantes tivessem contato, pudessem diferenciar as placas oceânicas das continentais, apreendessem a dinâmica do tectonismo, vulcanismo e terremotos e, pudessem desenhar as partes continentais de acordo com a hipsometria ou mapa político. Foi um trabalho interessante, no sentido de apresentar a magnitude do nosso planeta bem como por demonstrar nossa fragilidade frente ao tamanho e dinâmica do nosso planeta, ao mesmo tempo em que aprendemos nosso papel enquanto agentes de transformação da natureza. O despertar para o fazer pode ser um caminho para que os objetos criados, as livrarias, as bibliotecas e demais ambientes de aprendizagem, não percam espaço na mente dos nossos jovens para a virtualidade dos equipamentos de informação e comunicação. Talvez consigamos resgatá-los para uma outra realidade, aquela do mundo vivido, conectando o homem, de fato, com a natureza.


Globo Terrestre em 3D (Revelo Continental e Oceânico) impresso direto na impressora 3D


Globo Terrestre elaborado a partir do protótipo confeccionado pelos estudantes com gesso e tinta

Projeto 5 - Animal Planet:
Neste projeto, estudantes estão realizando, a partir de tecnologias de edição de imagens e desenho, uma linha do tempo geológico, observando as extinções em massa bem como o momento do surgimento de espécies. A ideia, além da construção de uma linha do tempo geológico, criar um encetário e estudar a realidade local. Este trabalho está conectado ao Sintros 2, na perspectiva de que a fauna influencia e é influenciada pela flora, na constituição de uma biota. Essa investigação pode ser um caminho para a aprendizagem ambiental de forma abissal, uma vez que conhecimentos geográficos e biológicos estão aflorados.

Projeto 6 -  HQ
Neste projeto, de História em Quadrinhos (HQ), estudantes criaram personagens diversos e estão criando enredos de histórias que possam gerar aprendizagem. Estes estudantes observam a aprendizagem dos demais, em uma prática de socialização, para que a aprendizagem realizada nos demais projetos possam ser transferidas para um HQ. Um dos objetivos é a realização de ambiente de leitura e elaboração de material para que os estudantes substituam o whatsapp pela leitura. É um ato revolucionário, pois cria um círculo poderoso. Grande parte dos roteiros já criados tem a ver com questões ambientais e sobre conhecimentos do nosso planeta, visando, criar cultura ambiental.

Demais projetos: para não delongar, já antecipamos que tivemos projetos que foram finalizados, como Energia Eólica (energia limpa), bem como temos outros projetos que, de forma indireta, aborda conhecimentos sobre o meio ambiente e natureza, porém, como possuem outras abordagens fundamentais, serão apresentados quando explorarmos aqueles temas.


De modo geral, defendemos que esta mudança passa pela educação. Não na apropriação banal do discurso, que é usado em todas as esferas e temas polêmicos. Mas na ideia de que, se é pra causar mudança no comportamento e no pensamento, não basta apenas ações pontuais em uma "semana do meio ambiente", pois as consequências também serão pontuais. Temos que rebelar contra a medida provisória e trabalhar a natureza e o meio ambiente de modo transversal, de fato. Temos que romper com o pensamento cartesiano e pensar o mundo dialeticamente. O objeto deve ser apreendido interdisciplinarmente, despertando a compreensão ontológica. Sabemos que o combate é quase insano, pois vivemos um período de inflexão ultraliberal que já atacou nossos espaços de aprendizagem. O grupo conservador já se apropriou das ações de um governo ilegítimo e estão inibindo nossas chances de continuar projetos de vanguarda! Por isso, nosso manifesto: é necessário lutar! urge resistir! É necessário buscarmos novas conexões...com a natureza!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

o que há por trás da ação higienista na "cracolândia"?

Por João Sette Whitacker Ferreira, retirado na íntegra do Blog "Cidades para Quem?"



Terminada a operação de higiene social na Cracolândia, com todo o autoritarismo e a violência que caracterizam o Prefeito e o Governador de São Paulo, percebe-se que há algo mais em jogo do que "apenas" uma operação midiática para supostamente acabar com o fluxo de drogas que ocorria naquela área.
O fim do Programa De Braços Abertos, sabe-se, não foi para dar lugar a uma alternativa de política pública. Nem o prefeito nem ninguém de seu governo está preocupado com o destino dos dependentes químicos que ali se encontravam. Querem que sumam, desapareçam, ou talvez morram, como deixa entender a ação de demolição de um prédio com gente dentro. Sim, com gente dentro. E o Prefeito, revivendo um caricato Jânio Quadros fora de época, achou por bem associar-se a essa imagem de desrespeito à vida subindo ele próprio em cima de uma escavadeira. Ao mesmo tempo, entrou na justiça solicitando o direito de internar compulsoriamente os dependentes químicos em “casas de recuperação”. Coisas já vistas em um período muito sombrio da história da humanidade.
Mas há incautos, ou não, que aplaudem. Acreditam realmente que é assim que se faz o atendimento público a uma das faces do problema das drogas. Uma das faces, sim, porque para os abastados o tráfico de drogas entregues a domicílio continua muito bem. Trata-se aqui do lado trágico da questão: o dos abandonados, dos dependentes desconectados da sociedade, da vida familiar, dos pobres a quem já não se dava lugar na nossa sociedade. Esta faceta da questão, que enseja enorme esforço social, humanitário, de saúde pública, como fazia o De Braços Abertos, é mais fácil tratar pelo viés do extermínio.
Por sorte ao menos um Promotor do Ministério Público, da Saúde, encarou esse escândalo e já se manifestou. Estranho o silêncio de grande parte do MP, se comparado ao esmero com que fiscalizavam até mesmo a forma de publicação da agenda do prefeito anterior. Pois bem, vale informar que o que parece vir daqui pra frente na região deve, ou deveria, dar-lhes bastante material de trabalho.
Pois a “ação antidrogas” é uma parte só dessa história, como vão revelando os fatos que se seguiram à bárbara ação policial inicial. No dia seguinte, as máquinas da prefeitura começaram a demolição de prédios na área da “Cracolândia”. O prefeito publicou um decreto, dia 19 de maio, declarando a área “de utilidade pública”, permitindo que imóveis sejam “desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo” para “implantação de equipamento público”. Embora isso não lhe dê direito de ir destruindo prédios por ai, parece que o Prefeito valeu-se dele para iniciar um novo processo, não mais de higiene social, mas de intervenção urbanística mesmo: a demolição do quarteirão inteiro. Vale observar que, para retirar as pessoas a força, o Prefeito teria que ter a imissão na posse expedida por algum juiz, dentro de um processo desapropriatório, o que é impossível ter ocorrido em menos de uma semana. Por sorte, hoje, a valente Defensoria Pública de São Paulo conseguiu que a justiça suspendesse as demolições.
Para contornar a lei, usa-se um velho expediente do autoritarismo: encontrar alguma irregularidade no imóvel que justifique uma ação de interdição (mesmo se é sabido que na cidade há shopping centers inteiros em situação irregular, sem sofrer nada do tipo). As reportagens na grande mídia de ontem, mostrando que bares formais foram fechados com justificativas pífias como a falta de extintores (clique aqui), evidenciam o uso desses velhos métodos autoritários para a retomada desse território da cidade. A construção midiática promovida pelo governo e obviamente assim aceita pelos jornalões é a de que ali todo mundo é bandido. Então, trabalhadores honestos que tinham lá seu comércio se viram sob ameaça policial tendo que tirar em duas horas tudo que tivessem porque as autoridades iam murar o bar. Afinal, “é tudo bandido”.
Mas o que estaria por trás dessa nova ação, agora de destruição física de vários quarteirões, a toque de caixa e sem mesmo retirar as pessoas de dentro? Quais interesses estariam escondidos pela cortina de fumaça da ação de higienização antidrogas?
O Prefeito de São Paulo contratou “por notório saber”, isto é, sem processo público de contratação, os serviços de Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, para realizar um projeto urbanístico para o Centro de São Paulo (clique aqui). Curiosamente, o mesmo arquiteto havia proposto um pouco antes, em conjunto com o mercado imobiliário, um projeto para a região, na prática nada mais do que um monte de prédios de negócios envidraçados por cima de toda a histórica região da luz. Uma típica ação de gentrificação, e substituição do centro velho por um distrito de negócios altamente elitizado. Para além das fotos publicadas em seu site e na época replicadas com entusiasmo pela imprensa, ninguém sabe do que se trata. Qual o projeto oficial feito para a Prefeitura? Aquele projeto, sintomaticamente chamado de Nova Luz (não é a primeira vez que se usa esse nome para projetos do tipo)  não é sobre o quarteirão da Cracolândia, mas começa exatamente ao lado, como se vê na foto disponibilizada no site do arquiteto (veja aqui). Será que o que ele fez para a Prefeitura foi ampliado para o quarteirão ao lado, e engloba agora a Cracolândia? Estaria aí a explicação da ação do Prefeito?
É provável, já que em janeiro deste ano Dória anunciou oficialmente que estava solicitando ao mesmo Lerner um projeto específico para a Cracolândia, conforme anunciou à época o Estadão (leia aqui). Ao mesmo tempo, o Governo e a Prefeitura voltam a falar sobre a tal da PPP de habitação, que também ocorre na área, um modelo de produção de moradias que, pela matemática financeira que propõe, não atenderá os mais pobres. Tampouco aqueles que, sem ser viciados e muito menos traficantes, moravam e trabalhavam no quadrilátero agora destruído. Para os jovens estudantes de urbanismo, tá ai uma aula prática do que é gentrificação promovida pelo Estado. Com qual interesse?
A gestão passada aprovou instrumentos para promover a requalificação urbanística de áreas da cidade, como o PIU – Projeto de Intervenção Urbana, que pressupunham processos de consulta pública e assembleias participativas para aprovação do projeto pelos moradores. Não se pretendia que as mudanças na cidade fossem isentas da influência e do poder do capital imobiliário, pois isso não seria, hoje, possível. Mas se propunha que esses processos fossem discutidos e socialmente construídos,  sujeitos minimamente às pressões da sociedade e às demandas dos moradores. Projetos, enfim, que partem do pressuposto do direito de estadia de quem mora no lugar, alavancando as potencialidades existentes para a recuperação da área com um impacto social menor, e não projetos de gabinete que propõe a extinção de tudo que exista no território para a promoção imobiliária pura e simples.
Mas é essa abordagem elitizada que, infelizmente, parece estar se iniciando na Cracolândia. Um projeto de cidade que ninguém viu, exceto nas imagens de propaganda divulgadas na mídia subserviente e acrítica. Quem participou da escolha de Lerner para uma intervenção tão ambiciosa na cidade? Quem teve acesso ao projeto? Onde foi discutido? Para quem foi apresentado? Sempre bom lembrar que os serviços de Lerner, segundo o que se soube na imprensa, foram “generosamente” financiados pelo setor imobiliário. Trecho de reportagem da Gazeta do Povo dizia o seguinte: "a contratação de Lerner foi possível por meio de uma parceria da administração municipal com a iniciativa privada. A contratação será financiada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP)". .Acho que não é preciso dizer mais nada. A “limpeza” da Cracolândia parece ganhar sentido.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

INSTITUTO FEDERAL DO TOCANTINS (IFTO) ABRE CONCURSO PARA DOCENTES E TAEs - SALÁRIOS DE ATÉ R$ 9.570,41

Saiu edital do Concurso Público do Instituto Federal do Tocantins. Aproveitem enquanto a PEC-55 não termina com os concursos federais e busque uma vaga na Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. As vagas são para docentes e técnicos administrativos em diversas áreas, conforme pode ser conferido no edital. O valor das inscrições variam de R$ 75, a R$ 120, dependendo do cargo ou nível. 

As inscrições, de acordo com o cronograma do edital, podem ser realizadas até o dia 09/06/2017. 

O edital bem como detalhes do quadro de vagas estão disponíveis no seguinte link: clique aqui.



LIVRO SOBRE ESTUDOS URBANOS É PUBLICADO PELA UNESPAR EM FORMATO E-BOOK

O livro “Estudos Urbanos: conceitos, definições e debates” é o resultado das atividades e pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Estudos Urbanos da Fecilcam - GEURF, em parceria com outros grupos situados em diferentes lugares do país. A finalidade do livro é difundir os resultados das pesquisas para a comunidade acadêmica, bem como fortalecer o debate, o diálogo e as reflexões sobre o espaço urbano. Nesta coletânea, publicamos o capítulo 10, que versa sobre planejamento estratégico de cidades. Os demais capítulos tratam de diversos temas de investigação sobre as cidades, tais como conceitos sobre pequenas cidades, espaços públicos, circuitos da economia urbana, violência urbana, mercado imobiliário, planejamento urbano, entre outros. Boa leitura!




segunda-feira, 8 de maio de 2017

Observatório Nacional abre as inscrições para o curso a distância "O Sistema Solar"




As inscrições para o curso a distância "O Sistema Solar" estarão abertas a partir de 04 de maio no site do Observatório Nacional (https://daed.on.br/ead).
Os cursos a distância oferecidos pelo Observatório Nacional são gratuitos. O material, disponibilizado no site, pode ser copiado (download) e impresso, desde que não seja publicado em outros meios ou vendido.
Este curso terá duração de 04 (quatro) meses, sendo iniciado no dia 03 de julho de 2017 e encerrado no dia 13 de novembro de 2017.
As inscrições iniciam no dia 04 de maio de 2017 e permanecerão abertas até o final do último dia de prova (13/11/2017). O participante pode se inscrever a qualquer momento. Se perder um módulo ou uma prova, não há problema, pode participar da fase seguinte.
Tratando-se de um curso em nível de divulgação científica, não é necessário qualquer conhecimento prévio para acompanhá-lo a distância, uma vez que ele está voltado para um público não especializado em ciências exatas.

domingo, 7 de maio de 2017

MACRON É ELEITO NA FRANÇA COM 65% DOS VOTOS



Fonte da foto: BBC

Dia 07 de maio! Macron foi eleito na França com 65% dos votos! Em outros momentos diria que a eleição do centrista significaria a permanência do establishment e a realização de um governo pró-mercado, a favor de reformas que passam ao largo da defesa do trabalhador. Diria também que, apesar de ter flertado e feito parte do governo, seu posicionamento político passa ao largo do programa dos socialistas, o que pôde ser percebido quando fora ministro da economia. Por fim, de que o fato de ser um outsider, um ser "não político", que parece ser a febre do momento, a partir da negação da política e do discurso de "grande gestor". Temos exemplo e consequência disso aqui no Brasil, com a eleição de Doria Jr., também conhecido como "Dólar Jr.", que, com um discurso de negação da política, a executa da forma mais mesquinha possível, não entendendo o sentido do público, convertendo-o em empresa com medidas cujas consequências já fazem parte do cotidiano do paulistano. Comparações, apesar de cenários e escalas infinitamente diferentes, podem ser feitas com uma porção de preocupação. Apesar de todo o escopo de contradições que se apresentam, a notícia de sua vitória soou como música aos ouvidos! O motivo? O páreo era contra Le Pen, conhecida aqui como Bolsonara. Logo, vemos que a análise sob a ótica da direita, centro e esquerda teve que dar lugar à ótica entre o diálogo e as possibilidades de coalizão, presentes no discurso de Macron, de um lado, e de outro, o protecionismo, nacionalismo, xenofobia e todas as aberrações presentes nos discursos da extrema direita, de modo geral, inclusive Le Pen, sua representante mor. 
Assim, reiteramos que, no discurso da vitória, Macron foi humilde em dizer que a citação é difícil, mas que o fundamental é a defesa dos princípios republicanos da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

terça-feira, 25 de abril de 2017

PROCESSO SELETIVO EXÉRCITO 2017 - CENTRO DE GEOINFORMAÇÃO DE PORTO ALEGRE-RS

Exército Brasileiro abre seleção para contratação de mão de obra temporária em diversos cargos de nível médio e superior. São 51 vagas com salários de até R$ 6,9 mil no Centro de Geoinformação de Porto Alegre-RS.

Fonte: Sistema LABGIS
O Exército Brasileiro, por meio do 1º Centro de Geoinformação (CGEO) que fica no estado do Rio Grande do Sul, divulgou edital com normas de abertura do processo seletivo simplificado que visa a contratação de mão de obra temporária para atender aos serviços de engenharia do Serviço Geográfico do Exército no município de Porto Alegre-RS.
Para candidatos com formação superior há vagas de Engenheiro (2) e Analista de Sistemas (1). Já para aqueles de nível médio, as oportunidades são de Agente Administrativo (Cr), Programador (2) e Técnicos de nível médio nas áreas de Geoprocessamento (42), Serviços Gerais (2) e Manutenção de Viaturas (2).
Os salários dos cargos vão de R$ 2.295,44 a R$ 6.987,80, conforme o cargo e sua jornada de trabalho, que será de 20, 36 ou 40 horas semanais. Confira o edital completo aqui no site, no fim da notícia.
Os candidatos poderão ser contratados inicialmente pelo prazo de até um ano, ficando o contrato sujeito a prorrogações sucessivas por períodos de até seis meses, desde que não ultrapasse o limite de quatro anos.

Inscrição

As inscrições devem ser realizadas entre os dias 20 de abril e 02 de maio de 2017, pessoalmente, de segunda a quinta-feira, das 8h às 17h, e sexta-feira, das 8h às 12h, na Rua Cleveland, 250, Bairro Santa Teresa, Porto Alegre-RS.
A seleção dos candidatos terá avaliação curricular e, quando houver interesse da administração, complementada com entrevista. A entrevista, o local e a data de sua realização, serão informados ao candidato, mediante notificação por intermédio de ofício.
O resultado provisório do processo seletivo será divulgado no site - www.1cgeo.eb.mil.br no dia 14 de julho de 2017. Já o resultado final sairá no dia 08 de agosto.
O processo seletivo simplificado tem um prazo de validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. Veja o edital completo:
Edital Exército 1º Centro de Geoinformação-RS 2017
Fonte: Ache Concursos e Sistema LabGis

quarta-feira, 12 de abril de 2017

"O Senhor é Socialista?"

GRANDE ANTÔNIO CÂNDIDO,
um dos maiores intelectuais brasileiros, em entrevista à Brasil de Fato:


''O senhor é socialista?
Ah, claro, inteiramente. Aliás, eu acho que o socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele é o criador de riquezas e não pode ser explorado. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo… tudo isso. Esse pessoal começou a lutar, para o operário não ser mais chicoteado, depois para não trabalhar mais que doze horas, depois para não trabalhar mais que dez, oito; para a mulher grávida não ter que trabalhar, para os trabalhadores terem férias, para ter escola para as crianças. Coisas que hoje são banais. Conversando com um antigo aluno meu, que é um rapaz rico, industrial, ele disse: “o senhor não pode negar que o capitalismo tem uma face humana”. O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis. Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim. E o capitalismo está baseado nisso. O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias… tudo é conquista do socialismo.''

Retirado de Brasil de Fato. Para ver o restante da entrevista clique aqui.

domingo, 9 de abril de 2017

INSTITUTO FEDERAL BAIANO ABRE CONCURSO PARA PROFESSORES e TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS - SALÁRIOS DE ATÉ R$ 9.572,67

O Instituto Federal (IF-Baiano) abre concursos para Docentes e Técnicos Administrativos em Educação. As vagas para professores são nas áreas de Música, Pedagogia, Matemática, História, Língua Estrangeira, Meio Ambiente, Cooperativismo, Agronomia, Engenharia Química e Gastronomia. 

Já as vagas para Técnicos Administrativos em Educação são para Analista de Tecnologia da Informação, Economista, Bibliotecário-Documentalista, Médico Veterinário, Relações Públicas, Assistente em Administração, Revisor de texto Braile, Técnico em Alimentos e Laticínios, Técnico em Contabilidade e Assistente de Aluno. 


Leia também: 


Os salários e as carreiras variam de acordo com os cargos e com a titulação, podendo chegar a R$ 9.572,67 para Professores Doutores. As inscrições serão abertas no início de março, porém, como o Edital já foi publicado, aproveitem a oportunidade para preparação e estudo. 

Mais informações sobre o concurso estão disponíveis no site do IF-Baiano






sexta-feira, 7 de abril de 2017

[Oportunidade] Netflix contrata tradutores brasileiros por até R$ 71 por minuto





Por meio do site Hermes, a Netflix pretende contratar tradutores para melhorar as legendas de filmes, séries e documentários

A Netflix lançou a plataforma Hermes para recrutar tradutores. Pelo site, os interessados podem preencher formulário e participar de um teste online para concorrer a uma vaga. A remuneração varia de acordo com idioma e tempo de trabalho.
O objetivo do canal de streaming é melhorar a qualidade das legendas e diversificar o conteúdo para além do inglês, espanhol e português. Disponível somente em inglês e com duração de no máximo 90 minutos, o teste avalia em cinco etapas os conhecimentos de ortografia, tradução e interpretação.

Apenas quem tiver desempenho superior a 80% de acertos poderá validar a candidatura a uma vaga de tradutor. O resultado do questionário é divulgado ao usuário no prazo de até 10 dias úteis.
Os valores da remuneração envolvendo conteúdo em português variam em formato e complexidade: US$ 7 (descrição de áudio do português brasileiro para português brasileiro), US$ 9 (áudio em inglês para português brasileiro) e US$ 11 (áudio em inglês para português europeu).
Quem domina outros idiomas, como o japonês, ganha mais: US$ 23 (áudio japonês para legendas em português brasileiro) e US$ 26 (áudio japonês para português europeu). Todos os valores podem ser consultados pelo site administrativo da Netflix.

Fonte: Metrópoles

quarta-feira, 29 de março de 2017

UTFPR abre concurso público para docente. Salário de R$ 9.114,00

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná abre concurso público para contratação de Professor de Física. A vaga ofertada é para o Campus de Campo Mourão e a área é Física/Ensino de Física.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 30 de abril e o valor da inscrição é a bagatela de R$ 228,00.

Mais informações e edital poderão ser consultadas em http://www.utfpr.edu.br/concursos/campi/cm/cpcp/edital-no-002-2017-cpcp-cm-professor-do-magisterio-superior-classe-a-2013-denominacao-adjunto-a









sábado, 25 de março de 2017

MÉTODOS E LIÇÕES PARA PIANO

Faça seu curso de Piano "por conta". Não é recomendável ser absolutamente autodidata neste instrumento, para que não adquira vícios na forma de tocar e atropele fases e lições importantes. Mas, a partir de algumas aulas e instruções, com os métodos abaixo é possível estudar e praticar muito no piano. Espero que ajude a todos. 






















Continua em breve. Temos mais de 30 materiais a serem adicionados. Salvem o link. 











sexta-feira, 3 de março de 2017

FOI LANÇADA A I CIRCULAR DO XV SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA URBANA (SIMPURB) QUE ACONTECERÁ EM SALVADOR (BA) EM NOVEMBRO/2017




SOBRE A CIDADE E O URBANO, CONTRIBUIÇÃO DA GEOGRAFIA:
QUE TEORIAS PARA ESTE SÉCULO? UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) SALVADOR, 20 A 23/11/2017

Primeira Circular

A partir das temáticas Vinte anos de reflexão sobre o urbano (Brasília 2009), Ciência e Utopia: por uma Geografia do possível (Belo Horizonte, 2011), Ciência e ação política: por uma abordagem crítica (Rio de Janeiro, 2013) e Perspectivas e abordagens da Geografia Urbana no Século XXI (Fortaleza, 2015), e inspirada nos debates ocorridos no âmbito desses eventos, a comissão organizadora propõe, para o SIMPURB 2017, a temática Sobre a cidade e o urbano, contribuição da Geografia: que teorias para este século?

Os pressupostos definidores da temática do SIMPURB 2017 são os de que nos atuais cenários político e científico do país, e particularmente da Geografia, é muito importante e pertinente discutir qual a potência da análise geográfica para explicar os novos conteúdos da urbanização e o que é específico da/na Geografia para pensar os processos urbanos na contemporaneidade. A ideia é confrontar diferentes perspectivas/correntes teórico-metodológicas e analisar os processos em diferentes escalas de abordagem, tendo como pressuposto a noção de totalidade.

Quanto à estrutura de realização do evento, a comissão organizadora optou, na abertura e no encerramento, em lugar de duas conferências, pela realização de duas mesas-redondas. Para a mesa-redonda de abertura, definiu-se uma composição interdisciplinar.

Na mesa de abertura, intitulada Para pensar a cidade e o urbano hoje: diálogo interdisciplinar no campo das ciências humanas e sociais, espera-se tratar os diferentes modos como, a partir de diferentes campos disciplinares – Geografia, Arquitetura, Urbanismo, Economia e Sociologia – pode-se pensar a cidade, o urbano e a metrópole. A mesa-redonda de abertura buscará, sobretudo, fomentar e garantir o debate entre diferentes disciplinas para a compreensão dos conteúdos da urbanização no período contemporâneo.





A mesa de encerramento, intitulada Que teorias para entender a cidade e o urbano neste século? (Contribuição da Geografia), tem por objetivo explorar a contribuição  da Geografia para pensar a cidade e o urbano no século XXI, buscando-se aprofundar a compreensão teórica sobre os conteúdos da urbanização, com foco nos caminhos que a Geografia Urbana percorre/percorreu para o confronto de linhas epistemológicas na produção de conhecimento de caráter prospectivo.

Todas as mesas-redondas acontecerão no Auditório da Reitoria da UFBA (sem atividades paralelas), pela manhã ou no final da tarde/início da noite e os Grupos de trabalho (GTs) nas tardes de segunda, terça e quarta na Faculdade de Direito da UFBA. Estão previstas também atividades culturais e lançamentos de livros, ao longo dos quatro dias do evento.

Serão realizadas durante o simpósio sete Mesas-Redondas:

Mesa 1 (Abertura): Para pensar a cidade e o urbano hoje: diálogo interdisciplinar no campo das ciências humanas e sociais
Mesa 2: O futuro da cidade: Política urbana ou projeto utópico?
Mesa Especial: Contribuições teóricas para a pesquisa urbana - Milton Santos,  Maurício Abreu, Neil Smith e Edward Soja
Mesa 3: Produção do urbano e da cidade na era da financeirização Mesa 4: Especificidades da cidade e do urbano no Brasil
Mesa 5: As escalas  espaço-temporais do urbano
Mesa 6 (Encerramento): Que teorias para compreender a cidade e o urbano neste século? (Contribuição da Geografia)

Foram confirmados quinze Grupos de Trabalho para o XV Simpurb:

GT-1: Reestruturação Urbana: agentes, redes, escalas e processos espaciais GT-2: Metrópole, metropolização e dinâmica espacial contemporânea
GT-3: Redes urbanas e cidades médias: das noções aos conceitos, métodos e teorias GT-4: Economia urbana, trabalho, comércio e consumo
GT-5: Mobilidade, migração e espaço urbano GT-6: Território e ativismos sociais urbanos
GT-7: Produção do espaço urbano numa perspectiva critica GT-8: Geografia histórica urbana
GT-9: A produção do urbano: abordagens e métodos de análise GT-10: Práticas culturais na produção da cidade
GT-11: Geografia urbana dos lazeres
GT-12: Estado, grandes projetos e planejamento corporativo
GT-13: Transformações no campo e nas cidades em um contexto de globalização e metropolização
GT-14: Geotecnologias e Análise Espacial no espaço urbano
GT-15: Cidade e urbano na Bahia: dinâmicas e processos recentes



Sobre datas-chave, inscrições e submissões:

Foram discutidos e deliberados os seguintes prazos (datas-chave): 18/04/17 (data- limite para colocar o site do evento no ar e iniciar as submissões on-line); 18/06/17 (data limite para submissão de trabalhos completos, sem prorrogação); 19/06 a 19/07/17 (avaliação dos trabalhos pelos coordenadores de GTs); até 31/07/17 (divulgação dos trabalhos aceitos); 15/08/17 (data limite para pagamento de inscrição com desconto).

Os trabalhos submetidos aos GTs serão avaliados por seus respectivos coordenadores, que compõem a Comissão Científica do SIMPURB 2017. A avaliação se baseará na submissão de trabalhos completos.

De modo geral, seguiremos com as mesmas regras de submissão adotadas no XIV SIMPURB de Fortaleza: Os trabalhos submetidos ao Simpurb 2017 deverão ser baseados em pesquisas em estágio avançado de realização e apresentar questões teórico-metodológicas congruentes com a temática geral do evento e do respectivo Grupo de Trabalho; todos os trabalhos aprovados para apresentação, seja na forma de comunicação oral ou pôster, serão integralmente publicados nos anais do evento; só serão aceitos para avaliação trabalhos completos, entre 15 e 20 páginas; somente será aceito um trabalho por autoria ou coautoria; o nome do/a orientador/a deve constar em nota de rodapé e não na condição de coautor, a não ser em casos excepcionais e justificados de trabalhos assinados por ambos que não resultem diretamente da pesquisa autoral do/a orientando/a (dissertação ou tese); coordenadores de GTs poderão submeter até um trabalho em grupo de trabalho diferente do qual coordena no evento.

Reconhecendo a difícil situação econômica atual, a Comissão Organizadora também decidiu não majorar as taxas de inscrição praticadas no Simpurb 2015, que permanecem as mesmas:

Categorias
Até 15/08/2017
Após 15/08/2017
Estudante de Graduação
R$ 100,00
R$ 150,00
Estudante de Pós-Graduação
R$ 150,00
R$ 200,00
Profissionais
R$ 250,00
R$ 300,00

Salvador, 20 de fevereiro de 2017

Comissão Organizadora do XV SIMPURB – SIMPURB 2017:


Angelo Szaniecki Perret Serpa (UFBA, Coordenador Geral do Evento), Ana Fani Alessandri Carlos (USP), André Nunes de Sousa (IFBA), Arlete Moysés Rodrigues (UNICAMP), Floriano Godinho (UERJ), Jacileda Cerqueira Santos (Grupo Espaço Livre/UFBA), Jânio Roque Barros de Castro (UNEB), Jânio Santos (UEFS), José Aldemir (UFAM), Nelba Azevedo Penna (UNB), Patrícia Chame Dias (Grupo Espaço Livre/UFBA), Paulo Baqueiro Brandão (UFOB) e Pedro de Almeida Vasconcelos (UFBA/UCSAL)

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