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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

SESI abre Processo Seletivo para Professores

PROCESSO DESTINADO À CAPTAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENSINO- TODAS AS DISCIPLINAS.

Fonte da matéria: compartilhenoticias

O Colégio Sesi é a maior rede de Ensino Médio particular, com 53 unidades no estado e mais de 14 mil alunos matriculados.

Disciplinas: Arte, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Literatura, Matemática, Química e Sociologia.


Requisitos:
Formação Superior Completa e Licenciatura na disciplina de docência.
Disponibilidade de horários.
Desejável experiência em sala de aula.

Locais:
Curitiba, Londrina, Maringá, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Cascavel, Assaí, Bandeirantes, Castro, Paranavaí, Umuarama, Ponta Grossa, Ponta Grossa (Internacional), Campo Mourão, Araucária, Arapongas, Apucarana, Ampére,  Campo Largo, Toledo, Bocaiuva do Sul, Capanema, Paranaguá, Palmas, Cianorte, Jaguariaíva,  Ibiporã, Francisco Beltrão, Irati, Dois Vizinhos, Pinhais, Cascavel (Internacional), Curitiba (Internacional), Maringá (Internacional), Rio Negro, Marechal Cândido Rondon, Loanda,  Santo Antônio da Platina, Quatro Barras, União da Vitória, Ortigueira, Telêmaco Borba, Carambeí e Capitão Leônidas.




Para mais informações e inscrições, acesse sistemafiep.randstad.com.br

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

IFSP abre Concurso Público com 45 vagas para Professores. Salários de R$ 4.463,93 e R$ 9.600,92

Conforme a última portaria que destina vagas para a Rede Federal, há ainda alguns Institutos Federais com bancos e códigos de vagas remanescentes ou novos. Cabe frisarmos que é importante ficarem atentos, pois o governo fascista eleito não respeita a educação pública, o que significa que os concursos poderão ser cada vez mais raros a partir de agora. De qualquer modo, segue texto e links retirados da página "Vagasparaprofessores" e recomendamos a leitura do edital, para validação de todas as informações apresentadas e acesso às demais informações necessárias:

Concurso Público para Professores de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico é anunciado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

Em regime de Dedicação Exclusiva, os selecionados devem fazer jus à remuneração, composta de Vencimento Básico e Retribuição por Titulação, com valor entre R$ 4.463,93 e R$ 9.600,92.

As 45 oportunidades de nível superior disponíveis são para as seguintes áreas de atuação: Arquitetura (2), Biologia (1), Educação Física (1), Educação Pedagogia (4), Eletroeletrônica/ Mecatrônica (3), Eletrônica (2), Eletrotécnica (2), Engenharia Civil (2), Segurança do Trabalho (1), Produção Industrial (1), Física (2), Geografia (2), História (2), Informática (4), Matemática (3), Letras Português (1), Letras Português e Espanhol (3), Letras Português e Inglês (3), Letras Português e Libras (2), Química (1) e Sociologia (3), nos campi de Avaré, Birigui, Boituva, Campinas, Campos do Jordão, Cubatão, Ilha Solteira, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Jacareí, Jundiaí, Matão, Pirituba, Presidente Epitácio, Registro, São Jose dos Campos, São Miguel Paulista, Sorocaba, Suzano e Tupã. 

Os interessados em alguma destas vagas podem efetuar inscrição a partir das 10h do dia 5 de novembro de 2018, até às 20h do dia 2 de dezembro de 2018 (horário oficial de Brasília - DF), por meio do endereço eletrônico concursopublico.ifsp.edu.br. A taxa de participação tem valor de R$ 180,00.

Este certame, válido por 24 meses, compreenderá de Provas Objetiva, de Desempenho Didático e de Títulos.

A Prova Objetiva tem aplicação prevista para o dia 3 de fevereiro de 2019. 


Fonte da imagem: acheconcursos

domingo, 28 de outubro de 2018

LUTO PELA DEMOCRACIA

Hoje, dia 28 de outubro de 2018, é um dia de luto para todos que lutaram incansavelmente pela manutenção da democracia. Mas também é um dia de luto pois vi nessa trajetória de campanha uma grande quantidade de pessoas que pareciam justas, instruídas e com sensibilidade social fazerem campanha e votarem no fascista, agora candidato eleito, Jair Bolsonaro. Muitos que não fazem parte desses requisitos acima apresentados já imaginava que votaria na extrema direita, pois ocorreu novamente o fenômeno da pirâmide narrada por Darcy Ribeiro no livro “o povo brasileiro" [análise nesta matéria], em que uma elite poderosíssima, para ter o Brasil das desigualdades de volta (ou aprofundá-lo, já que Temer começou o serviço com o golpe), utilizou das mais variadas formas de retórica e representação para convencer aqueles que perdem direitos a detestar o lado que viabiliza direitos e cultuar o lado que tira direitos. Além disso, o candidato vencedor utilizou como estratégia consubstanciar todos os discursos e sentimentos de ódio, pois assim despertou o que há de mais arcaico no ser humano. Ouvi “gente de bem" dizendo que o apoiaria pois ele fecharia as fronteiras; que votaria nele para acabar com as cotas; vi servidor público dizendo que votaria nele pois viabilizará o Estado mínimo; e pasmem, vi gente o defendendo pra colocar todo mundo da esquerda na cadeia. Por fim, muitos votaram apostando que seu candidato não cumpra o que disse, ou seja, só pra tirar o PT (Que já não está no poder). Por isso estou de luto: Bolsonaro só ajudou muitos a saírem dos seus armários do politicamente correto, pois autorizou discursos e práticas de ódio. Sei que muita gente depositou seu voto no escuro só pra “mudar tudo o que está aí”, mas quem fez isso mostrou, de alguma forma, desconhecimento do perigo e desconhecimento total de seu “antes" candidato, que há 28 anos alimenta tudo o que está aí. De qualquer modo, Haddad obteve aproximadamente 47 Milhões de votos, o que mantém a esperança de que é muita gente lutando por direitos e por uma sociedade mais justa. A mistura do fundamentalismo religioso com os “Chicago Boys” trouxeram as ideias da Mont Pelerin para o Brasil e deve instalar efetivamente o ultraliberalismo que já está em curso. A diferença entre o ultraliberalismo implantado no mundo do Norte do ultraliberalismo “do lado de cá”, pra usar uma expressão de Milton Santos, é que por aqui não foi implantando o Estado de bem estar social. Isso significa que viveremos o que o Chile viveu, o que a Argentina está experimentando, o que muitos países do Sul já vivenciaram e tudo isso com a unção do voto. Como democratas, já respeitamos o resultado das urnas (apesar de sabermos que a manipulação ocorreu antes com o sequestro do Lula que ganharia no primeiro turno e, recentemente, com o caixa 2 das Fake News), coisa que sabemos que se o resultado tivesse sido outro estaríamos em ebulição e quebradeira total. A direita já mostrou isso em 2014: as urnas só são invioláveis se eles ganharem.
Portanto, minha mensagem é a de que precisaremos lutar mais e mais, pois ronda o perigo de um governo autoritário e ditador. É só o começo. Minha grande preocupação é com setores que envolvem o conjunto da população, em especial a educação. Sofreremos duros golpes contra as políticas já construídas. Cabe a todas as companheiras e companheiros unirmos em torno de uma ideia de país que viabilize direitos, a despeito de termos os três poderes contaminados com gente que não pensa no povo.  



terça-feira, 23 de outubro de 2018

INSCRIÇÕES DE RESUMOS PARA O I Colóquio Nacional sobre Currículo, Território e Diversidade Étnico-Cultural EXPIRA DIA 25/10

Entre os dias 21, 22 e 23 de novembro de 2018, o Grupo de Pesquisa CTDEC (Currículo, Território e Diversidade Étnico-Cultural) e o Grupo de Pesquisa SOCIORELIGIO (Mudanças e Dinâmicas das Religiosidades Populares nos Territórios e Populações Tradicionais do Paraná) do Instituto Federal do Paraná, Campus Paranaguá, realizará o I. Colóquio Nacional sobre Currículo, Território e Diversidade Étnico-Cultural e o I. Simpósio Nacional sobre Religiosidades Populares e Identidades Coletivas e o I. Seminário Regional sobre Povos Originários: Cultura, Sustentabilidade e Modos de Vida.
São eventos integrados em único formato com espaço plural de discussões, troca de experiências e maior aproximação e convívio entre pesquisadores(as), acadêmicos(as), atores sociais e a comunidade em geral organizados por ambos os grupos de pesquisa.
Mais informações e inscrições no site do CTDEC.



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

SOMENTE PARA OS ELEITORES DO HADDAD13

Faz algum tempo que não escrevo sobre política nesta plataforma, reservando-me aos rápidos textos, imagens e compartilhamentos nas outras redes sociais. Mas como vivemos um momento único, vejo que é preciso utilizar todas as possíveis e impossíveis formas de manifestação. Por isso, resolvi trazer algumas hipóteses do que tenho observado e como proceder sobre elas:
1) A última pesquisa Datafolha demonstrou que se considerarmos apenas os votos válidos, então a diferença entre os dois candidatos é de 16 pontos, o que significa que devemos reverter mais de 8 pontos para virarmos as intenções de votos pra Fernando Haddad; 
2) Além desses 8 ou 9 pontos que devemos reverter, é preciso convencer os que votam nulo ou branco para converterem seus votos para Fernando Haddad;
3) É preciso lembrar aos militantes que já estão em clima de derrota que, na eleição passada, Aécio Neves perdeu as eleições mesmo com 51 milhões de votos, o que ilustra que parte dos votantes que não compareceram às urnas podem votar no segundo turno. É urgentemente necessário buscar os votos dessas pessoas;
4) Não adianta levantar a bandeira do #EleNao, pois parte significativa da sociedade brasileira decidiu seus votos contra o #EleNao às vésperas do primeiro turno; essa hipótese fica evidente quando vemos a ascensão de candidatos que declararam apoio ao fascista na véspera e o derretimento de candidatos que apoiaram o #EleNao, mesmo estando à frente nas pesquisas: só lembrar de Requião, para o Senado no PR, bem nas pesquisas, mas não foi eleito, ao passo que Oriovisto, que declarou apoio ao fascista foi eleito em primeiro; casos semelhantes podem ser visualizados para o Senado em MG; para o governo do RJ, dentre tantos outros;
5) O argumento deve pautar aspectos econômicos e não moralistas: se disser ao sujeito que Bolsonaro é fascista, homofóbico, racista, misógino, preconceituoso, autoritário e contra o conhecimento científico, que é tudo verdade, ao invés de criar repulsa no indivíduo, vai apenas alimentar ainda mais suas expectativas, pois, de modo geral, o eleitor dele se enquadra em algumas dessas “qualidades" e se vê representado por um líder  que as propaga e que, consequentemente, contribui de forma assertiva para que seus eleitores saiam do armário e abandonem a hipocrisia do politicamente correto. Pela economia, por sua vez, é possível convencer as pessoas que ele vai atacar os direitos e impactar de forma direta no órgão mais sensível do corpo humano, que se chama “bolso";
6) Para não estender, cabe à militância convencer no debate pessoal, olho no olho, sem as máscaras das redes sociais, pois uma parcela significativa da população não sabe nem o nome dos deputados eleitos pelo seu estado e alguns sequer sabem o nome do governador. Esqueçam os bolsominions que já incorporaram o discurso do ódio, vestiram a camisa e estão dispostos a matar pelo seu candidato. Busquem os que ainda tem bom senso ou os desinteressados. Quando mostrarmos que as transformações ocorridas no país neste século (até 2014, ou seja, antes do golpe), impactaram de forma positiva em suas vidas diante dos governos do PT, e que, na contramão, o não aceite do resultado das urnas em 2014 viabilizou Temer, toda a desgraceira que temos hoje e que é justamente essa a pauta do fascista, então reverteremos as intenções de votos e poderemos vencer essa eleição. Portanto, seguimos na luta e buscamos a inspiração de Darcy Ribeiro (na imagem).



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

LIVRO "O ODIO COMO POLITICA" EM PDF

Boitempo acabou de liberar até o 2º turno e-book GRATUITO de "O ódio como política", organizado pela Esther Solano. 🎉🎉

Os links para download gratuito são estes:

Amazon: goo.gl/hwzqzG
Apple: goo.gl/6Cbjbc
Google: goo.gl/FH7zc2
Kobo: goo.gl/t581dy


domingo, 16 de setembro de 2018

DOCUMENTARIO DEDO NA FERIDA...SOBRE ECONOMIA POLITICA

MATERIAL PARA ESTUDO

O ultimo documentário de SILVIO TENDLER, produzido pelo SENGE- sindicato dos engeheiros do estado do Rio de Janeiro, e da Frente Brasil Popular, tem duas horas e meia, e é uma verdadeira aula de economia politica do imperialismo e do capital financeiro.

Eles entrevistam a dezenas de professores e especialistas.

Um documentário, bom, para ser utilizado em sala de aula e fazer debates  em cursos de formação.

Aproveitem, e divulguem para seus amigos professores.

Bom estudo

O documentário está divido em 5 partes:

Parte 1: https://youtu.be/yvaPp99uTyM

Parte 2: https://youtu.be/yYrCfmjThLo

Parte 3: https://youtu.be/IgUIPbPyV_Y

Parte 4: https://youtu.be/LZnwwiIeruk

Parte 5: https://youtu.be/Rg5ABPVdEzY

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Coleção História Geral da África UNESCO/MEC/UFSCar - download gratuito


Observação 1: A fonte do texto, foto e links é do blog   Ọ̀rúnmìlàa quem agradeço a disponibilidade e peço licença pra compartilhar.


Observação 2: O trabalho de Fernando Haddad à frente do MEC foi fundamental para que tivéssemos as obras traduzidas e publicadas no Brasil. Inclusive, estão disponíveis, também, no Domínio Público

Vamos ao texto: 


Quem estuda a História da África não pode ficar sem essas referências, principalmente porque esta obra foi produzida com a visão dos próprios africanos sobre sua História.



Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. 



Download gratuito (somente na versão em português):

Informações Adicionais:

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Congresso Observatório das Metrópoles 20 anos

O INCT Observatório das Metrópoles divulga mais um destaque do Congresso “As Metrópoles e o Direito à Cidade: dilemas, desafios e esperanças”, que acontece no período de 3 a 7 de dezembro de 2018 no Rio de Janeiro, e marca os seus 20 anos de trajetória. Com o título “As metrópoles e a igualdade: o desafio das segregações”, a segunda mesa do evento debaterá as diferentes formas de segregação que estruturam o espaço urbano das metrópoles brasileiras, assim como os seus impactos sobre as relações sociais e a violência urbana. A mesa contará com os convidados Luciana Corrêa do Lago (UFRJ), Michel Misse (UFRJ), Raquel Rolnik (USP) e Roberto Kant de Lima (UFF).

Mais informações no site




Seminário 40 Anos da Geografia Crítica

O Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana (PPGH) e o Laboratório de Estudos Regionais em Geografia (LERGEO) realizam no dia 15 de outubro de 2018 o "Seminário 40 Anos da Geografia Crítica: sua atualidade na Geografia Humana da FFLCH/USP" no Anfiteatro do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. O objetivo deste seminário é discutir e problematizar o legado e a potência do movimento da Geografia Crítica no Departamento de Geografia da FFLCH/USP, trazendo à tona sua importância no desvendamento do mundo moderno e a atualidade do pensamento crítico na produção do conhecimento geográfico.
O "Seminário 40 Anos da Geografia Crítica: sua atualidade na Geografia Humana da FFLCH/USP" é coordenado pelas professoras Ana Fani Alessandri Carlos, Glória Alves, Rita de Cássia Ariza da Cruz e o pós-doutorando Eudes Leopoldo. O evento contará com uma exposição de fotografias com a curadoria das professoras Rita de Cássia Ariza da Cruz e Sandra Lencioni.

Mais informações e programação no site do evento


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Tomam posse os 32 integrantes do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial

Hoje, dia 25 de julho, assinamos o termo de posse como Conselheiro Titular do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial de Maringá (PR). Conforme o Regimento, o CMPGT foi criado pelo Artigo 175 da Lei Complementar nº 632/2006 – Plano Diretor do Município de Maringá, e é o órgão consultivo e deliberativo para a gestão de políticas públicas territoriais, urbanas e rurais. Além disso, O CMPGT é parte integrante do Sistema Municipal de Planejamento e Gestão, definido no Artigo 174 da Lei Complementar nº 632/2006, bem como  é responsável pela definição e controle das suas atividades. 
Nossa representação diz respeito à eleição realizada para a escolha dos Delegados das Assembleias de Planejamento e Gestão Territorial, ocasião em que fomos eleitos na APGT-5.  Essas Assembleias, também criadas no ensejo do referido Plano Diretor, organiza a cidade de Maringá em 5 regiões, computando uma quantidade proporcional de habitantes entre elas. Uma vez eleito, tivemos a possibilidade de manifestar candidatura ao CMPGT na Conferência de Revisão do Plano Diretor, sendo eleito pelos pares, ou seja, pelos delegados das demais APGTs. Portanto, Beatriz, representando a APGT-1 e eu representando a APGT-5 recebemos a confiança dos demais representantes para participarmos deste tão importante Conselho na cidade de Maringá (PR). 
Nossa ação deve ser respaldada pelos interesses da comunidade maringaense, sobretudo dos moradores que vivem e respiram a vida urbana. Há diversos segmentos, sendo que 8 cadeiras estão vinculadas ao poder público, logo, à atual gestão. Entre os 32 conselheiros estão sete representantes titulares e sete suplentes da Prefeitura de Maringá, um titular e um suplente da Câmara Municipal e oito titulares e suplentes representativos da sociedade civil do município.
 Cabe frisar que é a primeira vez em que há essa abertura e transparência, desvelando o encastelamento das gestões anteriores, corporativas na essência. Desse modo, cabe nosso elogio à abertura democrática, tanto no sentido de divulgação e transparência, quando na intencionalidade de ouvir todo o conjunto da população. Além desses elementos, é oportuno evidenciar o grande esforço para cumprir a Lei, depois de tantos anos, com a criação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (IPPLAM), brindando com possibilidades de grande atuação do Conselho com subsídios técnicos e científicos para promoção de uma cidade mais justa. 
Há um longo caminho a ser percorrido e com muitas fragilidades, por isso, a atuação deverá ser abissal (minha e do Fernando, que é meu suplente) no sentido de fazer essa interlocução com a comunidade, ouvindo-a e debatendo seus interesses. Como disse o Vereador Mariucci no ato de posse dos membros, “as vezes idealizamos uma cidade maravilhosa e rica, mas que não cabe nossos irmãos! Precisamos pensar em uma cidade em que todos possam morar e viver". Em outras palavras, precisamos contribuir para uma revisão do Plano Diretor que mantenha os instrumentos do Estatuto das Cidades, inclua e regulamente os instrumentos ainda não contemplados, mas que, acima de tudo, garanta o direito à cidade para todos os habitantes, não apenas na letra da Lei, mas como realização. 
Para finalizar, a reunião de hoje realizou a posse, definiu o calendário com reuniões ordinárias às quartas feiras quinzenalmente e deliberou que a minuta do novo regimento será instruída para a próxima reunião. Agradecemos o apoio e ficamos à disposição. 

Mais informações estão no site da prefeitura, de onde adaptamos a foto. 





quinta-feira, 19 de julho de 2018

Conheça os 13 volumes da Coleção​ Caravana de Educação em Direitos Humanos, produzida pela Flacso Brasil

Conheça os 13 volumes da Coleção​ Caravana de Educação em Direitos Humanos, produzida pela Flacso Brasil. As publicações pretende​m​ ​tornar acessíveis informações essenciais para o exercício mais amplo e consciente da cidadania. Confira os links para download:

Direitos das crianças e dos adolescentes: http://bit.ly/2DbflH8

Direito à comunicação: http://bit.ly/2DbfrP0

População em situação de rua: http://bit.ly/2FjIyk7

População negra: http://bit.ly/2qNoqU6

População idosa: http://bit.ly/2CV0xzH

Pessoas com deficiência: http://bit.ly/2miMf1u


Memória e verdade: http://bit.ly/2Dclxyx





Educação em Direitos Humanos: http://bit.ly/2CXgSDe


segunda-feira, 2 de julho de 2018

UFF ABRE CONCURSO DOCENTE COM 54 VAGAS SALÁRIOS DE ATÉ R$ 9.585,67

A Universidade Federal Fluminense abriu dois editais (1 deles retificado) de concurso com 54 vagas em diversas áreas, inclusive Geografia. O prazo para inscrição expira no dia 12 de julho. 
Os cargos, de acordo com o site do PCI são os seguintes: 

No edital nº 164/2018, a oportunidade disponível de Professor Assistente A se encontra na área de Língua Brasileira Sinais - Libras, na Unidade de Ensino de Santo Antônio de Pádua, no Departamento de Ciências Humanas (PCH).

Já o edital nº 165/2018 traz as vagas, além da mencionada acima, nas áreas de Gestão de Sistemas de Informação e Gestão Ambiental (1); Matemática, com Subáreas Álgebra, Análise, Equações Diferenciais Ordinárias, Geometria Diferencial, Probabilidade, Educação Matemática ou História da Matemática (2); Probabilidade e Estatística (1); Educação (1); Matemática/ Ensino de Matemática (1); Anatomia Patológica Humana (2); Urologia (2); Avaliação Psicológica (1); Cartografia (1); Circuitos Elétricos (1); Comunicação Visual (1); Concreto Protendido e Concreto Armado (1); Educação Linguística em Português/Alemão (1); Endodontia (2); Energias Renováveis (1); Engenharia de Petróleo (1); Engenharia de Software (1); Ensino de Matemática (1); Geografia Humana com Ênfase em Geografia do Brasil (1); História da América no Século XIX (1); Língua Portuguesa (1); Marketing Digital (1); Mecânica dos Solos (1); Mecânica e Dinâmica dos Corpos Rígidos, Elásticos e Plásticos (2); Métodos Quantitativos para Ciências Sociais (1); Operações Unitárias (1); Organização, Tratamento, Recuperação e Tecnologia da Informação (1); Patologia Clínica/ Análises Clínicas: Ênfase em Parasitologia Clínica (1); Prótese Parcial Fixa (1); Psicologia Social e Institucional (1); Química Nuclear e Radioquímica (1); Radiologia Médica (1); Relações Étnicoraciais nas Escolas (1); Saúde Mental e Psiquiatria na Infância e Adolescência (1); Segurança da Informação (1); Segurança, Meio Ambiente e Qualidade na Construção Civil (1); Sistemas Prediais (1); Formação de Professores (1); Trabalho, Questão Social e Serviço Social (1); Direito Penal (1); Fonoaudiologia com Ênfase em Saúde Coletiva (1); Engenharia de Produção (1); Física Geral (1); Estatística e Pesquisa Operacional (1); Geometria Diferencial e Análise Funcional (1); Gestão da Produção (1); Métodos Quantitativos Aplicados, Matemática Financeira e Metodologia Científica (1), nos Institutos e Departamentos especificados no edital.

Para mais informações, acesse os editais


fonte da imagem: https://goo.gl/c3iupK


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Carta de Perez Esquivel (Premio Nobel da Paz) ao Comitê Norueguês do Nobel

Disponibilizo a carta encaminhada por Perez Esquivel (Prêmio Nobel da Paz de 1980) ao Comitê Norueguês do Nobel. Tive a honra de participar de uma coletânea intitulada "Crônicas da Resistência", organizada por Cleusa Slaviero, ocasião em que Esquivel redigiu nosso Prefácio. Agora, fico ainda mais honrado pela grandeza de seu feito, que foi indicar, com dados e retórica contundente, o Presidente Lula ao prêmio. Sem mais delongas, segue este primor que merece ser lido e amplamente divulgado, uma vez que dá conta de expressar que a viabilizar a Paz vai muito além do cessar fogo...

Para o Comitê Norueguês do Nobel
Presidente Berit Reiss-Andersen
Vice-Presidente Henrik Syse
Membros: Thorbjørn Jagland, Anne Enger e Asle Toje.

Receba as saudações fraternas da paz e do bem.

Por meio desta carta, gostaria de apresentar a esta Comissão a candidatura ao Prêmio Nobel da Paz de Luiz Inácio "Lula" da Silva, ex-Presidente da República Federativa do Brasil entre 2003 e 2010, que através de seu compromisso social, sindical e político, desenvolveu políticas públicas para superar a fome e a pobreza em seu país, uma das desigualdades mais estruturais do mundo.

Como é sabido, a paz não é apenas a ausência de guerra, ou a morte de uma ou de muitas pessoas, a paz é também dar esperança ao futuro do povo, especialmente aos setores mais vulneráveis, ​​vítimas da "cultura de descarte", da qual fala o Papa Francisco. Promover a paz é incluir e proteger aqueles que este sistema econômico condena à morte e à violência múltipla.

Segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de 2017, a fome afeta mais de 815 milhões de pessoas no mundo. É um flagelo e um crime sofrido por povos submetidos à pobreza e à marginalidade, que são subtraídos da vida e esperam por ajuda, por gerações. Por esta razão, se um governo nacional torna-se um exemplo mundial de combate à pobreza e à desigualdade, contra a violência estrutural que aflige a humanidade, ele merece o reconhecimento por sua contribuição para a paz na humanidade.

"Lula" Da Silva teve como um de seus eixos fundamentais de compromisso do governo com os pobres a implementação de políticas públicas para superar a fome e a pobreza. Em Janeiro de 2003, em seu discurso de posse como Presidente da República, ele disse: "Vamos criar condições para que todas as pessoas em nosso país possam comer decentemente, três vezes por dia, todos os dias, sem doações de ninguém. O Brasil não pode mais coexistir com tanta desigualdade. Precisamos superar a fome, a pobreza e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém: é para salvar vidas”. E, de fato, o programa "Fome Zero" e "Bolsa Família" foram levados a mais de 30 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema, fazendo com que o Brasil fosse mundialmente reconhecido por organizações internacionais como a FAO, o modelo de sucesso do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) e pelo Banco Mundial.

- A percentagem de pessoas que vivem com menos de US$ 3,10 por dia caiu de 11% em 2003 para cerca de 4% em 2012, segundo dados do Banco Mundial.

- Houve uma redução na taxa de desemprego próximo a 50%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E uma criação de 15 milhões de novos empregos segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

- De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o coeficiente de Gini brasileiro foi 0,583 em 2003, e em 2014 foi 0,518, indicando que as políticas sociais implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) deixou um Brasil com menos desigualdade social, pois a desigualdade média caiu 0,9% ao ano, no período entre 2003-2016.

- A implementação de programas de educação e saúde pública elevou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, desenvolvido pelo PNUD. Em 2010, chegou a US $ 10,607 dólares renda média anual, à expectativa de vida de 72,9 anos, a uma escolaridade de 7,2 anos de estudo e a uma expectativa de vida escolar de 13,8 anos.

O governo Lula foi uma construção democrática e participativa, com meios não violentos que elevaram o padrão de vida da população e deram esperança aos setores mais necessitados. O mundo reconhece que houve um antes e um depois na história do Brasil desigual, após as duas presidências de Luiz Inácio da Silva. A contribuição de "Lula" para a Paz está nos fatos concretos da vida do povo brasileiro e reforçada pelos estudos de várias organizações internacionais.

Esses resultados dos programas do governo do PT no Brasil para superar a pobreza e a fome não foram uma política de Estado mantida por outros partidos do governo, mas uma política governamental específica, que o Brasil está gradualmente abandonando, como evidenciado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que anunciou que em 2017, o Brasil aumentou em mais de 3 milhões o número de novos pobres, devido às políticas do atual governo.

Por estas razões, com o mesmo senso de esperança que Martin Luther King transmitiu quando disse "Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira", somos muitos que acreditam que o Prêmio Nobel da Paz para "Lula" Da Silva ajudará a fortalecer a esperança de poder continuar construindo um novo amanhecer para dignificar a árvore da vida.

Adolfo Pérez Esquivel

Prêmio Nobel da Paz de 1980

Fonte da imagem no link

domingo, 20 de maio de 2018

Desenhando o Golpe

Para os que não querem ler, disponibilizo um vídeo (créditos no final) explicativo sobre os últimos dois anos no Brasil:


quinta-feira, 10 de maio de 2018

OLHEMOS A ARGENTINA COMPANHEIROS...

Quando visitei a Argentina em 2005 fui à Buenos Aires pela primeira vez e presenciei uma efervescência política em torno, não apenas de uma Argentina mais progressista e que tinha saído há pouco de uma grave crise econômica, mas também do debate por uma América do Sul mais descolada do imperialismo americano. Lembro que na Plaza de Mayo, manifestantes e universitários seguravam um cartaz com a foto de vários presidentes sulamericanos: Lula estava no centro do cartaz e, no entorno, formando um rosário, estavam dispostos Kirchner, Chavez, Evo Morales (ainda não era presidente, mas havia indicativo de sua esmagadora vitória meses depois), Vásquez, dentre outros, cujos dizeres no respectivo cartaz eram "abaixo FMI", "derrotamos a ALCA", etc. Quando conversava com aqueles estudantes, percebi que havia uma sensação de alívio, frente ao fim da dependência do país em relação aos EUA, cujo retrato havia sido de desvalorização cambial, aumento do desemprego, falência das empresas nacionais, exploração do trabalho, enfim, diversas mazelas. Tais fenômenos eram oriundos do receituário neoliberal, pregado e disseminado pelos organismos internacionais e realizado por governos liberais que estavam à frente, não apenas da Argentina, mas também dos demais países sulamericanos antes deste milênio. No caso brasileiro, é conhecida a política empregada por FHC, de cunho neoliberal, que perpetuou a fome e a pobreza; geriu uma política de austeridade que culminou na venda de grandes estatais, em grandes empréstimos tomados junto ao FMI e Banco Mundial, e outras. Logo, o povo sulamericano, diante de tanta perversidade presenciada na década de 1990, como um levante, elegeu governos progressistas e socialistas na maioria dos países da América do Sul. Findava-se, naquele momento, nossa subserviência em relação às políticas implementadas pelos EUA e seus organismos aos países do "Sul". Foi uma década de amplo crescimento econômico e, principalmente, de viabilização de direitos. Na Bolívia, Evo Morales mandou as exploradoras como Petrobrás e Nestlé embora, desprivatizou a água e outros setores e viabilizou direitos; na Venezuela, Chavez implementou políticas de transferência de renda e inclusão social; no Brasil, Lula implementou políticas de erradicação da pobreza e combate à fome, além de inúmeros programas sociais; na Argentina, Kirchner negociou a permuta da dívida nacional e reembolsou o Fundo Monetário Internacional, além de iniciativas que tornaram a moeda competitiva e ressuscitaram empresas nacionais. Todos juntos, disseram NÃO à ALCA! Os Estados Unidos, por mais de uma década, deixaram de utilizar a América do Sul como um dos quintais de exploração para seu próprio desenvolvimento. Enumerei apenas algumas das inúmeras políticas que canalizaram os recursos públicos para a provisão de bens públicos e sociais, com amplo aumento de bens de consumo coletivo e políticas de bem estar social, cujo espectro é gigante. Como era previsto, tais políticas não agradou os EUA, seus organismos, os investidores e, também, as elites vendidas destes países, uma vez que a viabilização de direitos significa menos recursos para os famosos "investimentos", tão aclamados pelo mercado. Logo, ataques intensos pela mídia destes países (cujo Brasil tem o exemplo mais completo e acabado do que significa o papel de uma mídia lacaia do imperialismo), unificada com estes setores acima arrolados, iniciou uma campanha assídua de destruição da imagem e do papel destes governos, encontrando quaisquer possibilidades de ataque que desencadeassem em  erosões destes governos. Como receita, os "economistas" e "jornalistas" diziam exaustivamente que tais governos realizavam medidas "populistas" que deveriam ser combatidas, pois a única chance de alcançar o pleno desenvolvimento era realizar medidas de austeridade, reduzir o tamanho do Estado e atrair investimentos. Essa receita, contra a vontade da maioria, não tinha efeito, pois governos que atendem os pobres tendem a perpetuar-se no poder, a despeito de todos os ataques internos e externos, uma vez que o órgão mais sensível do corpo humano chama-se "bolso" e, por meio dele, há a possibilidade de emancipação e dignidade, sobretudo daqueles explorados pelo trabalho, que é a maioria. Logo, a única chance do imperialismo retomar sua dominação era via golpes de Estado. Lugo sofreu golpe de Estado no Paraguai em 2012; a Nicarágua, a Venezuela, o Equador e a Bolívia passaram por grandes investidas reacionárias; Dilma sofreu Golpe no Brasil em 2016; a Argentina, na lógica da manipulação democrática descrita por Galeano, elegeu governo neoliberal. Apesar de dizerem "aqui não é o Brasil" (referindo-se à inércia e à apatia dos movimentos sociais e da esquerda brasileira frente ao golpe e à retirada de direitos), eles foram tão manipulados que acreditaram que a receita para o desenvolvimento era o programa de Macri. Quando ele ganhou, logo pensamos: "não daremos 2 anos para esse almofadinha estar de pires na mão pedindo dinheiro para o FMI e a gente utilizar a Argentina de laboratório pra mostrar ao povo brasileiro de que o receituário neoliberal é uma conversa pra boi dormir". Essa semana, os principais veículos de comunicação já estamparam que Macri teve que lamber as botas do Tio Sam e inserir a Argentina em um circuito idêntico ao da década de 1990, que gerou crises, subserviência, dependência e pobreza. O Brasil, via golpe, está adentrando o mesmo caminho, mas por aqui ainda temos uma chance, se soubermos capitalizar o que está acontecendo na Argentina e divulgar ao povo como será nosso futuro se cairmos nas conversas da direita reacionária. Claro que sabemos que estamos diante de uma eleição covarde e fraudulenta, uma vez que o pseudojudiciário prendeu  Lula  - o candidato que ganharia as eleições no primeiro turno - cuja imagem era destaque no cartaz que vi em Buenos Aires. Por aqui, deveremos utilizar o exemplo da Argentina para demonstrar que todas essas receitas estampadas ad nauseam pela mídia não passam de uma possibilidade de viabilizar ainda mais o capital financeiro e entupir de dinheiro essa "elite do atraso" (Jessé de Souza) que atravanca o desenvolvimento nacional desde sempre. Olhemos a Argentina companheiros...

Fonte da Imagem: https://goo.gl/YPYL2X

quarta-feira, 9 de maio de 2018

PESQUISADORES DO OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLES PARTICIPA DE OBRAS PUBLICADAS PELO IPEA

Alguns pesquisadores do INCT Observatório das Metrópoles, dentre eles nosso amigo Pablo Lira, participaram do livro "Brasil Metropolitano em Foco, desafios à implementação do Estatuto das Metrópoles" organizado por Bárbara Oliveira Marguti, Marco Aurélio Costa e César Bruno Favarão, publicado e lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). De acordo com os organizadores na apresentação da obra, "As cidades se consolidam, hoje, como o centro da vida social e econômica, onde estão as sedes das principais empresas, os principais centros de pesquisa e a maior parte da população mundial. No Brasil, as áreas urbanas abrigam a maior parte da população e, nessas áreas, há um predomínio de pessoas que vivem nas mais de oitenta regiões metropolitanas (RMs) do país. O Brasil, com isso, vai se tornando, cada vez mais, um país metropolitano. A história das áreas metropolitanas, no Brasil, remonta aos anos 1970, quando essas regiões foram criadas para alavancar o desenvolvimento do país. Após a Constituição Federal de 1988 (CF/1988), observou-se a criação de várias regiões metropolitanas de Norte a Sul do país, configurando um conjunto heterogêneo, mas que tem algumas características em comum: são cidades e regiões que querem se desenvolver, oferecer serviços de qualidade e promover oportunidades de geração de renda e emprego para seus habitantes. Como realizar esse propósito? Como produzir espaços metropolitanos que estejam sintonizados com os compromissos dos quais o Brasil é signatário, tanto aqueles resultantes da Conferência Habitat III quanto os associados à Agenda 2030 e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados às cidades? Como favorecer a constituição de cidades justas, eficientes e sustentáveis? Para contribuir com respostas a essas questões e produzir um conhecimento aplicado às políticas públicas de desenvolvimento urbano e regional, o Ipea tem a satisfação de publicar este livro, resultante dos esforços de uma linha de pesquisa que reúne muitos pesquisadores e instituições parceiras, aos quais cabe nosso mais sincero agradecimento e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em prol do país. O Ipea, com esforços como esse, cumpre sua missão institucional e dá uma contribuição importante em uma área fundamental para o desenvolvimento do país. As reflexões aqui reunidas, seja nos temas institucionais e relativos às discussões em torno do federalismo brasileiro, seja nos temas associados à operação das políticas públicas de desenvolvimento urbano e regional, seja na busca de soluções que contribuam para o desafio do financiamento da infraestrutura econômica, social e urbana, podem e devem orientar o desenho, a implementação, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas relacionadas ao desenvolvimento urbano e regional, tanto na esfera federal quanto nas esferas estadual e municipal".
Para acessar o material online, clique neste link ou visite a página do IPEA


quarta-feira, 11 de abril de 2018

ENFIM, PRENDERAM LULA


Fonte da imagem: https://goo.gl/6c8mXK
Nos dias que antecederam e presenciaram a prisão do Ex-Presidente Lula li diversas manifestações e textos analisando este importante fato. Na verdade, foi o grande tema que permeou os debates nos meios políticos, acadêmicos, igrejas, redes sociais e até em botecos. O fenômeno Lula passou a dominar as narrativas, seja em defesa de seu legado e de sua importância para a democracia brasileira, quanto nos ataques diversos, daqueles que já o condenavam e queriam vê-lo preso. Não é novidade que sua presença no cenário político já incomodavam diversos setores há mais de 30 anos. Incontáveis capas de revistas e horas nos "jornais nacionais" sempre denunciaram as falácias de "corrupção", como queriam fazer crer e alienar a sociedade brasileira, mas sobretudo o tanto que ele incomodava a elite sendo o grande líder da esquerda neste país.
A esquerda, por sua vez, depositou nele as esperanças de uma revolução e de mudança de paradigma, mas não conseguiu fazer o saque deste depósito, pelo simples fato do Lula ter governado em um Estado Burguês, o que pressupõe fazer coalizões e dialogar com os setores reacionários arraigados em nossa cultura e formação. Os radicais, em algum momento, o abandonaram e o julgaram, assim como fizeram anteriormente os trabalhadores da Greve de 1978, que, mais tarde, tiveram que se redimir. Os mais sensatos, amplos conhecedores de como funciona a máquina pública, analisaram com cautela cada uma de suas decisões, que, mesmo baseadas em boas intencionalidades, acabavam por flertar com a burguesia, em um parlamento sempre tomado pela raposa cuidando do galinheiro. De fato, a democracia possibilita isso!
Esse flerte com a burguesia, teve por objetivo garantir a governabilidade, apesar das concessões que tiveram que ser feitas. Mas a governabilidade teve como fator positivo a viabilização do Estado de Bem Estar - não aquele da época de Keynes, mas aos nossos modos, pensando naquilo que era possível de ser feito, como por exemplo, a abertura das torneiras de investimento para a oferta de bens públicos ou bens de consumo coletivo -. Não foi o suficiente, dizem os ácidos críticos, mas sabemos que foi aquilo que deu pra fazer, erodindo com dinamites as arcaicas, reacionárias e consolidadas estruturas de dominação, oriundas da Casa Grande e da Senzala. A frase mais conhecida passou a ser "Nunca na História deste País", pois, de fato, muitas das realizações no período em que governou o país jamais tinham acontecido antes do seu governo. Só pra citar um mísero exemplo, o país tornou-se a 6ª economia mundial. Poderia ter usado a métrica da erradicação da fome, mas, como tem coxinhas que me acompanham, então as métricas da economia falam mais alto pra eles, dada a limitação cognitiva que admite apenas verbetes econômicos.
Seus mandatos findaram e Lula, com seus feitos e popularidade, conduziu Dilma para ser eleita e reeleita como primeira Presidenta do país. Com as expectativas de continuidade, que tinham sido muito boas, em que, naquele momento pobre andava de avião, comia churrasco e formava os filhos na faculdade, então o PSDB amargou a quarta derrota consecutiva nos pleitos eleitorais para o Planalto. Os tucanos perderam, pois seu discurso e fama de vendilhões não cabiam mais para uma população que experimentou alguma condição de dignidade jamais vista antes. Perderam, também, pois o fenômeno Lula continuava a rondar, mesmo diante dos insistentes ataques da mídia burguesa, colando a corrupção ao Lula e ao PT, como se os demais, estes sim corruptos e corruptores, fossem os "mocinhos" da história. Colaram, ainda, todo tipo de atrocidades para inviabilizar, agora não mais apenas Lula, mas todo o Partido dos Trabalhadores. Conseguiram!
Deram o conhecido diante do mundo "Golpe Jurídico-Midiático-Parlamentar" e viabilizaram até intervenção militar. O Jucá estava certo e, "com judiciário, com tudo", prenderam Lula sem demonstrar   provas. Agora passou a valer jejum, oração, pregação nos púlpitos das pentecostais e Dallagnóis da vida acreditando que seu sionismo deva valer para uma nação inteira. Como li em diversos textos, Lula fez do limão uma limonada. Capitalizou sua prisão e aproveitou pra unir a esquerda e demonstrar seu tamanho. Proferiu um dos seus melhores discursos que ficará na história e será um dos grandes objetos de análise científica no futuro. Ele ganha qualquer eleição que disputar por aqui. Naquele cenário, uma polícia troglodita e arcaica ficou refém da hora que ele quis se entregar e ele se entregou com a cautela e a serenidade de quem não queria ver o sangue dos seus pares derramado. De "maior corrupto da história deste país" como quer fazer crer a elite deste país e como quer acreditar toda essa massa de coxinhas, manifestoches e alienados deste país, ele passou a ser um "preso político e grande líder", agora indicado ao Premio Nobel da Paz. Apesar de nos entristecermos, pois sabemos que o golpe é contra toda a classe trabalhadora, inclusive contra esses coxinhas, ainda precisamos buscar forças e, cada vez mais, buscarmos a união da esquerda diante de tal injustiça.
Nas greves dos metalúrgicos ainda havia uma classe trabalhadora que conseguia se unir, travar o setor produtivo e ser ouvida. Hoje, o que temos, é uma população que não se identifica como trabalhadora, nem como proletária, muito menos como pobre. Ela não mais consegue fazer movimento paredista, devido à diversos fatores, entre eles, a existência dos sindicatos e organizações pelegos, como disse Lula em seu último discurso.  Portanto, uma população à beira da miséria (pois o golpe está trazendo a pobreza e a miséria novamente) ainda consegue ser tão alienada que não se vê como pobre, como operária, como lumpenproletária, ainda que levante de madrugada, tome longos e demorados transportes coletivos e agora é horista com menos direitos, como "presente" da Reforma Trabalhista do Temer.
Assim, indago: como unificar e mobilizar uma esquerda destroçada pela mídia, pelo judiciário e por alguns ratos que se locupletaram e se lambuzaram com a sujeira toda, deturpando o papel e os projetos dessa esquerda? Como enfrentar um Estado policial, que agora dá voz e vez aos verde-olivas e quer eleger Bolsonaro? Como criar estratégias para erodir esse judiciário corporativo, que não mais executa o Estado Democrático de Direito, mas julga de acordo com a vontade de juízes maçons-sionistas-pentecostais?
Agora que Lula foi preso, a direita ficou sem materialidade, pois sua luta nunca foi contra a corrupção, mas sim pela prisão de Lula e a inviabilização da esquerda. Ele preso, acaba essa materialidade e passarão a atacar, novamente, Dilma e todos os possíveis candidatos que buscarão espaço no próximo pleito. Mas daí pergunto: se Dilma se candidatar para Senadora de MG, não estará referendando o Golpe? Se os demais parlamentares da esquerda se candidatarem, não estarão legitimando uma eleição fraudulenta? Vão permitir uma eleição sem Lula, mesmo sabendo que ele ganharia no primeiro turno, por isso a estratégia do judiciário de tirá-lo do páreo? Como fica tudo isso?
É possível alguém dizer: mas você só pergunta e não traz soluções! Creio que a solução passa por uma esquerda que se assuma como trabalhadora, reunifique todas as bases e anule o Golpe e todos os seus atos. Ainda que pareça algo bizarro, diante da truculência dos "homens de bem" que tomaram o país de assalto e criaram o "NarcoEstado", creio ser essa a única alternativa capaz de reverter a farsa contra Lula e dinamitar todas as reformas realizadas por um governo ilegítimo. É preciso concentrar essa efervescência que mobilizou o povo diante da prisão de Lula e não mais ficar levando balas de borracha na capital mais coxinha do país! É preciso criar um fato novo, algo que possa erodir e desmantelar esse pseudojudiciário e tomar as rédeas deste país. Se não mais existe Estado de Direito, então não existe democracia. Se não existe democracia, então temos que recuperá-la à forceps. Se não for possível, busquemos a revolução, pois acredito que a direita não tem culhão pra enfrentar o lado certo da história. Se temos como fazer a revolução? O mundo todo está assistindo e denunciando tais atrocidades. Esse pode ser um interessante caminho...

quarta-feira, 28 de março de 2018

VAMOS FALAR SOBRE FASCISMO?



Hoje, no caminho para o trabalho, discutimos sobre os acontecimentos recentes no país, mais especificamente sobre os atentados à caravana do Presidente Lula. O mote da discussão foi o fascismo, que foi um regime autoritário criado na Itália como movimento político. Suas principais características eram o cerceamento das liberdades individuais, tendências anticomunistas, antiparlamentares e autoritárias. Sua transfiguração para a realidade atual pode ser interpretada como o ato de "não ouvir e não aceitar o outro". Apesar de transfigurar-se em termos de contexto histórico, as atitudes de um fascista parecem homogêneas e idênticas àquelas vivenciadas pelos europeus. Na Europa, já interpretamos a história e tivemos conhecimento dos danos causados por aquele regime. No Brasil, vemos um aumento exponencial de indivíduos e tendências voltadas para esse fim. O start desse processo remonta à 2013, quando tivemos as jornadas de junho, cunhadas como manifestações dos 20 centavos. Foi um levante de diferentes grupos da sociedade que, mais tarde foi apropriado por grupos de extrema direita que ganhavam corpo nas redes sociais e materializavam suas ações contra os governos de esquerda, em São Paulo e no país. Houve a apropriação dos instrumentos utilizados pelo povo, como as manifestações de rua, por exemplo, para serem revertidas para os interesses de uma elite que havia perdido espaço frente aos governos populares deste milênio no país. Como a elite não se manifesta, então criaram mecanismos, por meio da mídia e das redes sociais, de "formação" do "gado" que precisava ir para as ruas, que mais tarde ganharam a denominação de manifestoches. Essas marchas foram evoluindo, pois o objetivo era tirar o governo eleito e terminar com a jovem democracia no país, com o intuito de viabilizar os setores ultraconservadores e distribuir nossas riquezas para o capital estrangeiro, processo que foi analisado por Csaba Deák como acumulação entravada. Tais manifestações criaram grupos fascistas, como a propria denominação sugere, o "fascio", que quer dizer aliança, federação, aqui mais conhecidas como Movimento Brasil Livre (MBL), Vem pra Rua, entre outros. Logo depois, portanto, as mobilizações foram ganhando novos nomes, como por exemplo, "não era só pelos 20 centavos", "não vai ter copa", entre muitos outros, tendo como sustentáculo o discurso contra a corrupção. Em 2014 Dilma Rousseff foi reeleita presidenta do Brasil e os "rounds" foram aguçados. Um congresso bloqueado e ultraconservador, conhecido como o pior da história, inviabilizou o país economicamente e criou a esteira do impedimento, sob acusações que hoje são realizadas sem nenhum pudor pelo presidente impostor. Se antes pedaladas eram ilegais, agora tornaram-se legais e com toda a legimidade cunhada por esse parlamento nefasto. A despeito de um baixo índice de desemprego no final do primeiro mandato e de métricas que mantinham o país com alguma estabilidade mesmo diante de um mundo em gangorra, houve uma sincronização das ações da mídia, do judiciário, do parlamento e dos investidores para colocar-nos na lama e atribuir culpa à presidenta, o que foi como combustível para que as manifestações da direita, com apoio da Fiesp e de outros setores contribuíssem de maneira decisiva para o golpe jurídico-midiático-parlamentar. Os fascistas estava ganhando corpo com a ascensão de figuras como Bolsonaro, agora cultuado por essas pessoas como  o grande lider, mito, entre outros adjetivos, capazes de, juntamente com seu discurso, aproximar-se muito da figura de Hitler quase como simbiose. Seus bajuladores podiam reverberar seu discurso, que fomenta, dentre outras coisas, a revogação do plebiscito do desarmamento, a misoginia, o preconceito às minorias, o racismo, a xenofobia, dentre outras "qualidades". Mesmo com a democracia golpeada e com seus representantes constituindo o NarcoEstado, viram na justiça parcial e promíscua a possibilidade de prender o Presidente Lula e tirar do páreo o único representante dos trabalhadores capaz de reverter esse lamaçal todo. Como Lula tem voto, retórica, prestígio e uma legião de seguidores, então a forma encontrada pela mídia e por esses grupos outrora mencionados era tirá-lo do páreo. Embora acusado há mais de 30 anos por crimes por todos os veículos de comunicação, as acusações contra Lula são desprovidas de provas, o que mantém as esperanças da população trabalhadora que almeja direitos. Por outro lado, todos os representantes desse grupo, elite e manifestoches, possuem suas células encharcadas de provas e sujeiras, cuja blindagem da mídia tradicional não mais dá conta de esconder, ainda que tenta. Logo, o atraso na prisão de Lula e sua caravana pelo Brasil despertou novamente o levante fascista, que, por saber das fragilidades do julgamento e das possibilidades de Lula concorrer as eleições (o que significa ganhar as eleições), então partiram para o ultimo plano: matá-lo. Não aceitam ouvir o outro, não aceitam as ideias de uma maioria que suplica por direitos, então precisam abatê-lo e não acham outra saída senão matá-lo. O Sul é o expoente máximo dessa baixaria toda. Os pseudoeuropeus e pseudointelectuais agora vêem tal possibilidade como real, apoiada por senadores da República, como o conhecido apoio da Senadora Ana Amélia. Se antes tacavam pedras e paus, com esse respaldo todo, vão pra bala mesmo. Enquanto isso, a midia golpista cria um fato de uma entrevista do Facchin, que ocorreu há mais de mês, pra agora soltar e buscar a indignação de seus fantoches (ops manifestoches), com apelo para defender o judiciário e, subliminarmente, chamar a esquerda de violenta, quando a violência e a truculência são cartões de visita da direita. Vide caso Marielle, em que ela, assim como tantos líderes da comunidade, foram abatidos nos últimos dois anos, tentando defender direitos, humanos e sociais. O fascismo, neste caso, muda de "layer": vão para as vias de fato, com a anuência do Estado e da mídia. Ora, se é permitido matar; se os valores da família tradicional cristã brasileira permite matar aqueles que defendem a igualdade de direitos, então estamos à beira de uma guerra civil, pois o outro lado, ou seja, o lado daqueles que estão só perdendo direitos, espaços e condições de falar ainda não começou a se mover. Vimos isso na Primavera Árabe, vimos isso na Síria. Uma vez a máquina ligada e não mais teremos a possibilidade de desligá-la. As instituições "funcionando" serão, de uma vez por todas, colocadas em cheque pelo grupo que sempre as questionou. Enquanto os pregadores da moral e dos bons costumes estão dando alguns tiros contra os líderes da esquerda, não se dão conta de que estes "valores" podem não residir na consciência destes oprimidos, uma vez que os valores da esquerda são outros. Só pra lembrar, a esquerda lê! Poderia parar por aqui, pois a direita não lê e quando lê, não entende. São moldados a acreditar na Veja. Mas cabe dizer que a esquerda lê, e lê Trotsky, Lênin, Marx, Kropotkin, Arendt, dentre muitos outros. Queremos ficar com Arendt e Marx, na perspectiva de uma sociedade mais justa. Mas se for preciso evocar Trotsky, estaremos à disposição no front.  
Fonte da imagem: https://goo.gl/P4HBv5


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