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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

V Seminário Segregação e Crescimento Urbano de Maringá (PR): inscrições abertas


O Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá abre as inscrições até o dia 26 de novembro para o V Seminário Segregação e Crescimento Urbano na Região Metropolitana de Maringá. O evento será realizado no Câmpus Sede da UEM nos dias 27, 29 e 30 de novembro de 2017.

Nos dois primeiros dias a programação inclui apresentação de pesquisas realizadas pelos alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) dos cursos de graduação e pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais, Estatística, Direito, Serviço Social, Engenharia Civil, Geografia e Administração.

No dia 27 de novembro, das 13h30 às 17h30, será realizada a Mesa Redonda 1 com o tema Planejamento para quem? Entre os trabalhos a serem apresentados estão: Novo Centro de Maringá: privatização do espaço público; Parque do Japão: “culturalismo de mercado”; Parque Industrial 3: indústria da valorização imobiliária; Contorno Sul Metropolitano: viabilizando negócios imobiliários. As professoras doutoras do curso de graduação e pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UEM e pesquisadoras principais do Núcleo UEM/Maringá do Observatório das Metrópoles, Fabíola Castelo de Souza Cordovil e Beatriz Fleury e Silva serão as debatedoras.

No dia 29 de novembro, das 8h às 17h, serão realizadas as Mesas Redondas 2 e 3, respectivamente com os temas A Cidade do Planejamento e a Cidade Real. Os debatedores serão o professor doutor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Ricardo Luiz Töws (mesa 2) e o professor mestre do curso de Arquitetura e Urbanismo da Uningá, Marcelo Pereira Colucci (mesa 3). Entre os trabalhos a serem apresentados estão: Qual o projeto econômico para a cidade?; IPTU progressivo no tempo e vazios urbanos; População em situação de rua: descontruindo a invisibilidade.

Além da apresentação dos trabalhos científicos realizados este semestre, na noite (19h30 às 22h) do dia 29 de novembro, os professores doutores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadores do INCT Observatório das Metrópoles, Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro e Orlando Alves dos Santos Júnior estarão à frente da Mesa Redonda 4 ministrando o tema Como se governam as cidades. A ação também é alusiva a abertura da Oficina Regimes Urbanos- INCT Observatório das Metrópoles.

Na mesma ocasião (29) haverá o lançamento do Fórum Metropolitano pelo Direito à Cidade, que surge a partir da experiência do Fórum Maringaense pelo Direito à Cidade, com o objetivo de articular o debate sobre a governabilidade metropolitana.

No dia 30 de novembro as atividades serão exclusivas e restritas aos pesquisadores do INCT Observatório das Metrópoles.

INSCRIÇÕES: As inscrições estarão abertas até o dia 26 de novembro no sitehttps://www.observatoriodasmetropolesmaringa.com/ ou diretamente por meio de formulário disponibilizado no link: https://goo.gl/forms/xgoVJOP76oeqT8Il1.

Fonte do Texto: observatório



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Lançada chamada pública para avaliadores de livros didáticos

O Ministério da Educação publicou, no último dia 30, no Diário Oficial da União, chamada pública para a candidatura de professores interessados em participar da etapa de avaliação pedagógica das obras inscritas no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) 2019. Serão selecionados cerca de 600 profissionais que tenham, pelo menos, mestrado. Os interessados têm até o dia 27 de novembro para se inscrever.

Podem participar professores das redes pública e privada da educação básica e da educação superior. Serão avaliadas cerca de 260 coleções, que têm, em média, cinco livros cada. Caberá aos selecionados verificarem se os livros estão aptos para serem utilizados tanto por docentes como por estudantes. As avaliações serão realizadas entre janeiro e maio de 2018.
A coordenadora-geral de Materiais Didáticos do MEC, Karla Monteiro, destaca a importância que o trabalho dos especialistas terá para filtrar os melhores títulos destinados à educação básica. “É com base no trabalho deles que a gente tem um material de melhor qualidade. São eles que vão fazer um filtro para que o material que chegue para escolha das redes e das escolas seja o melhor para concretizar a educação na ponta”, destaca.
A novidade este ano é que serão avaliados livros destinados aos professores da educação infantil e a docentes e estudantes dos anos iniciais da educação básica. Além disso, foram incluídos pela primeira vez materiais didáticos de educação física e de projetos integradores, que trazem propostas para o ensino de várias disciplinas ao mesmo tempo.
Serão avaliados ainda livros de língua portuguesa, matemática, arte, ciências, história e geografia. Os professores selecionados passarão por uma formação antes de iniciar a avaliação dos livros. É vedada a participação daqueles que tenham qualquer tipo de relacionamento que configure conflito de interesse com editoras e autores.
Para participar, basta que os professores interessados acessem o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec) e solicitem cadastro, caso não o tenham. Em seguida, devem se inscrever na opção Livro Didático. Em caso de dúvida, basta enviar um e-mail para avaliadores.seb@mec.gov.br.

Fonte: MEC




domingo, 29 de outubro de 2017

PALESTRAS SOBRE O PLANEJAMENTO URBANO DE MARINGÁ (PR)

Tivemos a oportunidade de ministrar, em um curto espaço de tempo, algumas palestras sobre o planejamento urbano de Maringá (PR). Em algumas destas abordamos os aspectos mais regionais e em outras, aspectos do espaço intraurbano de Maringá. 
O tema pautado diz respeito às fases do planejamento urbano de Maringá (PR), em que discorremos sobre "a cidade plantada", o planejamento regulatório e o planejamento estratégico. O resumo de nossa pesquisa, que colocamos abaixo, refere-se ao trabalho de doutoramento realizado no PGE-UEM, cuja tese em pdf pode ser baixada e lida. 
Além disso, disponibilizamos, aqui, uma das apresentações que abrangeu mais detalhes sobre nossa exposição. Portanto, segue resumo para melhor entendimento: 
"O planejamento urbano vem sendo justificativa ao marketing urbano, ao empreendedorismo urbano ou empresariamento urbano, com uma roupagem nova denominada como planejamento estratégico de cidades, fruto do modelo neoliberal que atinge as cidades, frente ao processo de globalização econômica, que em seu cerne está a produção da cidade do espetáculo. Na análise sobre o planejamento urbano de Maringá (PR), percorremos por suas diversas fases e buscamos compreender ou apreender se os grandes projetos urbanos que são pensados e executados na cidade estão vinculados ao modelo que já alcançou diversas cidades do mundo, ora por atração de megaeventos, ora como justificativa para ‘requalificar’, ‘reurbanizar’ ou dinamizar o desenvolvimento urbano por meio de grandes intervenções e realização de grandes projetos urbanos. Para essa compreensão, partimos do objetivo de analisar o planejamento urbano e a produção do espaço urbano em Maringá (PR), para entender a lógica do Estado e dos agentes na produção da legislação urbanística, dos grandes projetos urbanos e, consequentemente, da produção da cidade para a reprodução ampliada do capital. Para o entendimento da geografia urbana maringaense, analisamos a formação sócio-espacial, a expansão urbana e o processo de verticalização, sobretudo pautado na análise da regulação para definir a vigência do planejamento urbano regulatório. Respeitando a escala de abordagem, Maringá apresenta algumas características que permitem a compreensão da pauta sobre as cidades, em que a política urbana é frágil, no sentido de permitir que os grupos hegemônicos consigam reproduzir suas estratégias e ações, viabilizando a cidade para a reprodução ampliada do capital, logo a valorização fundiária e imobiliária, e, no oposto, inviabilizando a cidade para parte da população. São utilizadas modernas tecnologias de representação que geram alienações sociais, colocando a cidade em evidência e valorizando o solo urbano, para justificar a cidade e coloca-la à venda para o grande capital. Na verdade, as práticas são tradicionais, travestidas de grandes feitos, cujo mote advém do nosso passado recente, de sociedades tradicionais e relações sociais arcaicas que se reproduzem na escala urbana para garantir a hegemonia das elites sobre o processo de produção da cidade. Os grandes projetos urbanos analisados são o Novo Centro (Projeto Ágora), a Zona 10, o Projeto Eurogarden e a Cidade Industrial de Maringá".
Caso haja interesse, disponibilizamos os links que dão acesso à pesquisa e às palestras: 
Tese de Doutorado sobre o planejamento urbano de Maringá (PR); 
Apresentação de Palestras realizadas sobre o tema; 
Vídeo sobre o Projeto EuroGarden; 
Vídeo sobre o Projeto Cidade Industrial. 
O único pedido é que, ao utilizar partes, cite a fonte. 

Fonte: GGN


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Evasão Escolar: Quase três milhões de jovens decidem abandonar a escola anualmente no Brasil, diz pesquisa

Fonte (link)

"Um levantamento do Instituto Ayrton Senna e do Insper revela que a saída desses alunos gera um prejuízo de R$ 35 bilhões ao país. Os principais motivos para a evasão escolar são a qualidade de ensino, o clima do ambiente escolar e a baixa resiliência emocional (CBN)". A partir dessa divulgação realizada há pouco pela rádio e site CBN, passei a refletir sobre os inúmeros problemas da educação e, automaticamente, de algumas possibilidades de reversão do quadro.

Pela pesquisa, é evidente que há uma tendência para o agravamento da situação, ao contrário das propagandas realizadas pelo ministro da Educação e MEC, uma vez que eles alegam que a reforma do ensino médio será positiva, quando sabemos que é medida paliativa para que a escola possa atender ainda mais as exigências do mercado de trabalho, desconsiderando, para todos os efeitos, as possibilidades de emancipação pelo conhecimento e evolução do pensamento. A nossa Constituição, outrora denominada de Constituição Cidadã (pois suas intensas deformações, sobretudo nos últimos meses está erodindo todas as possibilidades de cidadania) prezou por uma educação para a cidadania. Logo, as políticas públicas voltadas para a educação tinham que dar conta não apenas dos conhecimentos técnicos e propedêuticos para o acesso ao mercado de trabalho, mas sobretudo que pudesse gerar emancipação pelo saber, formação cidadã e preparação para o mundo social do trabalho, consequentemente, para o mundo da vida. Só essa mudança de concepção já causaria alterações irreversíveis na condição atual.

No entanto, os cursos de formação de professores, em sua maioria, prezam mais pelos conhecimentos e conteúdos que envolvam formação de pesquisadores do que vieses que tragam e desenvolvam habilidades relacionadas à formação "de" professor. É comum ouvirmos que o profissional egresso dos cursos de formação de professores precisam aprender na prática, pois a universidade e/ou faculdade não ensinou-o a ser professor e atuar como professor.

Paralelamente a isso, os que conseguem tornar-se professores ou educadores, com ampla leitura sobre os pressupostos pedagógicos, que consigam relacionar os conhecimentos vinculados ao entendimento do estudante como sujeito de sua própria história, bem como que compreendem as particularidades do mundo escolar, deparam-se com dificuldades estruturais, cujas variáveis não cabem nessa análise, dada sua expansão e brutalidade. Mas realçamos, por exemplo, as mais presentes, como desvalorização da profissão, baixos salários, alta carga horária de aulas e condição itinerante do professor, cujo único tempo de reflexão e preparo é revertido para a mobilidade entre uma e outra escola.

Na miríade conhecida de adversidades, podemos destacar os métodos e tendências pedagógicas adotadas, consideradas pelos muitos gabinetes que pensam a educação como ultrapassadas e que não mais dão conta das necessidades do mundo atual. 

É sabido que a humanidade evoluiu em progressão geométrica, se pensarmos em termos de tecnologias e facilitadores da vida cotidiana. Porém,  infelizmente, essa evolução é desigual, tanto em termos de distribuição de renda [ler sobre isso na matéria sobre Oxfam] e acesso às oportunidades, quanto em termos de rebatimento no território, pois o desenvolvimento geográfico desigual ilustra as particularidades e diferenças entre as regiões brasileiras, se pensarmos apenas em nosso caso. Tais características do sistema produtivo atingiu também os espaços escolares, pois a educação sempre foi deixada em planos subalternos àqueles destinados ao desenvolvimento do setor produtivo. Isso é contraditório, pois sabemos que há uma sincronia entre educação, tecnologia e desenvolvimento dos setores produtivos e sociais, o que demonstra que não há, evidentemente, interesses por parte da elite econômica e política deste país, de viabilizar uma educação universal que traga o mínimo de dignidade e possibilidades de execução para as comunidades envolvidas. 

O sistema implementado, arcaico e ultrapassado, recria e permite uma relação causal e circular entre execução e desastre, de modo que não mais consigamos identificar a linha tênue que possa separar a gestão de todo processo e a consequente prática pedagógica, dos resultantes e rebatimentos na sociedade.

O que temos certeza é que não funciona, pois os índices e dados, inclusive os desta pesquisa, demonstram que serão necessárias intervenções estruturais e de longo prazo, que, digamos de passagem, devem estar na contramão dessa pseudorreforma colocada verticalmente por um ilegítimo governo. Os jovens precisam trabalhar, pois as condições de vulnerabilidade urgem à frente das mínimas condições de manutenção dentro da escola e, por isso, deixam a escola. Porém, de acordo com a pesquisa, os principais motivos da evasão são a qualidade de ensino, o clima do ambiente escolar e a baixa resiliência emocional.

Em termos de qualidade do ensino, considerando todas as variáveis que já apontamos, é necessário compreender que a maioria dos jovens têm acesso aos meios de comunicação de massa, aos recursos viabilizados pelos meios de comunicação de massa e tecnologia e atrativos digitais e tecnológicos melhores do que uma aula. Além disso, a maioria preocupa-se com as condições fisiológicas e emocionais, que envolvem a vida relacional, desviando os interesses pela escola. Soma-se a isso, o fato de o ensino, em caixinhas e disciplinas separadas e sem significado e rebatimento direto na vida cotidiana inibe os interesses e não produz o encantamento necessário para que o jovem sinta-se sujeito do processo escolar. É necessário buscar novos currículos, diversificados e atraentes, em uma perspectiva de aprender fazendo, o que a pedagogia por projetos [ver exemplos sobre isso] pode ser uma saída interessante. O jovem, agente e não ator de um processo, pode transformar o espaço e o ambiente escolar, a partir de uma atuação cotidiana, que envolva pesquisa, extensão e ensino de forma indissociável, cuja prática torna-se o motor para a compreensão dos pressupostos teóricos e do conhecimento historicamente produzido.

Entramos, desse modo, no segundo motivo: o clima do ambiente escolar. As dificuldades herdadas pela comunidade e por ambientes de vulnerabilidades de todas as ordens, inerentes à complexidade familiar e institucional, leva o indivíduo a buscar resistências, o que gera conflitos. Tais conflitos passam pela perspectiva das relações interpessoais entre os próprios estudantes e entre eles e os docentes. Os professores, em parte doentes por diversos motivos, entre eles os que já apontamos, passam pela perplexidade de uma formação que inviabilizou sua atuação, com a adição direta dos problemas relacionados aos valores das gerações. Docentes formados por outros valores e concepções, geralmente tradicionais, agora não conseguem criar uma intersecção entre a forma de vida da "geração polegarzinho". A saída é pela leitura e pela formação continuada, que é artigo de luxo em uma labuta de 3 turnos. Os docentes, tendo que cumprir as bases comuns, transmitem os conhecimentos independentemente da aprendizagem de seus estudantes.

Jovens que acessam a informação com uma velocidade muito maior do que os adultos, passam como planadores no oceano, apenas de forma rasante sobre os saberes, sem conhecer e ter qualquer condição de conhecer os saberes de forma abissal. São envolvidos pelas atratividades de uma mídia manipuladora que os convertem em virtuosos "papagaios" na interpretação da realidade. A simbiose entre os problemas inerentes à vida do sujeito e os problemas trazidos pela escola geram situações tóxicas em relação ao clima e ambiente escolar, desmotivando a continuidade. Para o docente, é enxugar gelo; para o estudante, é entediante e perca de tempo. As soluções passam pela discussão sobre os engessamentos escolares, que nada permitem e que desconectam os estudantes do mundo, quando deveriam conectá-los. A aprendizagem com significado gera o "pagamento" ao docente, pois ver o estudante aprendendo é dignificante e prazeroso. Mas isso só é possível se ocorrer uma mudança curricular que mude o tempo e os espaços de trabalho, dinamitando as paredes e lacunas, físicas ou burocráticas, que inibem a liberdade de aprender e ensinar [ver exemplo temático].

Por fim, a baixa resiliência emocional está relacionada ao que também apontamos. Longe de esgotarmos um tema tão complexo em termos psicológicos e psicossociais, sabemos que a modernidade líquida trouxe situações ainda passíveis e carentes de interpretação. No entanto, é salutar observarmos que a dificuldade de encarar frustrações, os conflitos com um ambiente escolar que mais parece um presídio e o descolamento entre a prática pedagógica e as necessidades atuais da sociedade são variáveis a serem consideradas para entendermos essa lógica. 

A alteração da lógica passa por discussões sobre a necessidade de fragmentar o sistema, pois um país com 5.570 municípios, 27 estados e uma população de aproximadamente 207 milhões de habitantes em uma extensão territorial de dimensão continental, não pode ser regido por uma base, um sistema, uma forma de controle e apenas uma gestão, agora apodrecida por gente que não deveria nem passar pela Esplanada dos Ministérios.  A liberdade de execução, a capacidade de interação com os envolvidos e o respeito às particularidades locais e regionais podem ser saídas interessantes para o rompimento de uma lógica de sociedade que, ao invés de privilegiar a educação, realiza culto ao sistema carcerário e produz valores que a Idade Média já demonstrou que não dá certo.  

BIBLIOTECA DAVID HARVEY

Prezados amigos Geógrafos, Sociólogos, Cientistas Políticos, Economistas, Urbanistas e Afins... Disponibilizamos a Biblioteca David Harvey que construímos com a ajuda dos amigos, em especial Wagner Vinícius Amorim. São 83 itens entre livros, artigos e entrevistas. Boa Leitura!!!



Veja a relação de textos abaixo. Para acessá-los, basta clicar em qualquer imagem!!!




segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Nosso novo projeto no IFPR: A ESFINGE - Olhares e Práticas Multirreferenciais e Interdisciplinares em Educação

A Educação e a pedagogia no Brasil são objetos de reflexão de inúmeros gabinetes de pesquisa, sobretudo em conexão com pensadores com formação direta nos objetos. No entanto, a ontologia temática demanda investigação por pesquisadores de diversas áreas, uma vez que é necessário refletir sobre o fazer e o pensar pedagógico, em uma perspectiva que seja multirreferencial e interdisciplinar. Multirreferencial, pois a realidade é, em boa medida, assincrônica, o que permite que busquemos a expertise desde o espectro da base filosófica até a base tecnológica, viabilizando a multidisciplinaridade, tão evocada no entendimento dos objetos e ações que envolvem a complexidade educacional brasileira. Interdisciplinar, pois o próprio objeto de investigação demanda processos históricos, plataforma teórica e variáveis empíricas que desencadeiam tal complexidade, carente, sempre, de debates teóricos fundamentados e, sobretudo, ações concretas que possam ser de vanguarda e de inovação. Nesse viés, pesquisadores da Educação, Artes, Filosofia, Geografia, Biologia e Informática (A ESFINGE) uniram esforços para viabilizar uma pesquisa pretensiosa, no sentido de seu espectro, mas profícua no sentido do entendimento da unicidade do objeto. Os resultados esperados envolvem relatos de experiência, entendimento de modelos educacionais, protótipos e ferramentas que viabilizem a aprendizagem e contribuição para o debate teórico sobre educação. O método de análise adotado baseia-se no materialismo histórico e dialético e a metodologia tem particularidades que busca interseccionar o referencial teórico, o empírico, o técnico e o tecnológico. Os ambientes de pesquisa permitem a proposta, na medida em que a instituição mãe possui, em sua Lei de Criação, uma perspectiva pluricurricular e viabiliza um ambiente que ainda busca uma identidade, face à tentativa de conexão entre seu tamanho/ complexidade (em todo território nacional) e o atendimento às demandas dos arranjos produtivos locais e sociais dos rincões do país. Desse modo, o cerne teórico perpassa pela discussão do conceito de cultura, que, entendemos, unifica os olhares dos pesquisadores envolvidos, viabiliza uma discussão necessária sobre os processos de vivência e formação, busca compreender as dificuldades de implantação de processos de vanguarda e inovadores na educação e permite que inovações sejam realizadas, tanto em termos curriculares, justificando a discussão das políticas públicas, quanto em termos tecnológicos, a partir da criação de plataformas para fomentar objetos didáticos e pedagógicos inovadores.

Mais Informações sobre as atividades desenvolvidas estão disponíveis em www.aesfinge.com.br




Fonte: P.M.Astorga

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Concurso Público aberto pelo IFMT para Professores e Técnico-Administrativo - Salários até R$ 10.028,41

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - IFMT realiza Concurso Público com o objetivo de selecionar Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e Técnico-Administrativo em Educação.
As 11 oportunidades para Professores com Graduação ou Licenciatura estão nas seguintes áreas: Administração (2); Arquitetura (1); Biologia (3); Economia (1); Geografia (1) e Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa Brasileira (1).

Campus Sorriso (Fonte no link)
Há ainda uma vaga de Técnico-Administrativo em Educação no cargo de Psicólogo, no qual será preenchida por um profissional com Bacharelado em Psicologia.
Dentro do total de funções de nível superior, há vagas exclusivas para candidatos que se enquadrem nos itens que estão especificados no edital disponibilizado nesta página eletrônica.
A remuneração inicial terá valor variável conforme a titulação do candidato que poderá ser de R$ 4.180,66 até R$ 10.028,41, acrescido de auxílio-alimentação, para jornada de trabalho integral de 40h semanais.
Os interessados deverão se inscrever entre 21 de setembro até o dia 15 de outubro de 2017, via internet, pelo site selecao.ifmt.edu.br. A taxa de participação será de R$ 120,00 ou R$ 150,00.
Mais informações no site

Fonte: Adaptação do site PCI

Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEM abre processo seletivo para ingresso no Mestrado e no Doutorado

O Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Maringá (PGE-UEM) lançou edital com 36 vagas, sendo 19 no curso de Mestrado e 17 no Curso de Doutorado. As inscrições iniciam-se no dia 23/10 e o prazo expira em 30/11/2017. 
O processo de seleção será constituído de três fases, sendo a primeira fase uma prova escrita de caráter eliminatório, a segunda fase da pontuação do Curriculum Lattes de caráter classificatório e a terceira fase análise do projeto de caráter classificatório. 
O Curso é reconhecido pela CAPES com Conceito 5, o que o coloca entre os melhores do país na área de Geografia. O processo de seleção obedecerá ao cronograma a seguir:
Inscrições Período: 23.10 a 30.11.2017 (via correio, Sedex) 
Divulgação da homologação das inscrições e local da prova 05.12.2017 
Prova Escrita 19.02.2018 - 8h30 – 11h30 
Correção Prova Escrita e Pontuação Curriculum Lattes 20 – 22.02.2018 (Comissão Seleção)
Pontuação Projetos 20 – 21.02.2018 (Orientadores) 
Divulgação Resultado Preliminar 23.02.2018 (Comissão Seleção) 
Divulgação Resultado Final 28.02.2018 (Homologação – Colegiado do PGE).

Para se inscrever e acessar mais informações, clique no link do PGE



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

OBSERVATÓRIO NACIONAL abre inscrição para seleção de mestrado e doutorado em Astronomia e Geofísica

O Observatório Nacional está com as inscrições abertas para seleção aos cursos de pós-graduação em Astronomia e Geofísica, Mestrado e Doutorado, para ingresso no 1º semestre letivo de 2018.
Fonte: ON
Para Astronomia, as inscrições para a seleção para mestrado terminam em 10 de novembro e para o doutorado, em 17 de novembro. Podem se inscrever para a seleção graduados em Astronomia, Física, Matemática e áreas afins.
Para Geofísica, as inscrições para a seleção para mestrado e doutorado terminam dia 30 de novembro. Podem se inscrever nos cursos de mestrado e doutorado em Geofísica graduados em Geofísica, Geologia, Física, Matemática ou áreas afins (ciências exatas e engenharias).
No mês passado, a Pós-graduação em Astronomia do Observatório Nacional recebeu nota 6 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A Pós-Graduação em Geofísica tem nota 4, numa escala que vai até 7.
Para mais informações, os interessados devem acessar os editais:

Fonte: ON

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DOSSIÊ "ESCOLA SEM PARTIDO". LEITURA OBRIGATÓRIA

Acaba de ser publicado o Dossiê Escola sem Partido e Formação Humana.  Pedimos que divulguem esse Dossiê, pois ainda é escassa a discussão acadêmica sobre esse projeto conservador que avança por todo o país. Esperamos ter contribuído em alguma medida para essa discussão.




Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 14, Ano XIV, Número 1 – Janeiro / Julho – 2017).


Na lateral esquerda, clicar em "Dossiê".


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Relatório da OXFAM "Uma economia para o 1%" é apresentado em DAVOS

Fonte: https://cdn.thinglink.me/api/image/827328998940868608/1240/10/scaletowidth


A OXFAM trata de questões humanitárias e luta contra a desigualdade ao incentivar mudanças necessárias para a redução da pobreza e desigualdade e a promoção da justiça social. Ela produziu um relatório que foi apresentado em DAVOS e repercutiu mundialmente pelo trabalho, mas sobretudo pelos dados demonstrados. Uma economia para o 1% ilustra o aumento da desigualdade no mundo e especifica como o Capitalismo, em seu atual estágio, beneficia meia dúzia de indivíduos. No Brasil, seis indivíduos concentram mais capital do que 100 milhões de habitantes juntos. Há a evidente demonstração de que o mundo passa por um processo ainda maior e mais acelerado de concentração de riqueza, em que os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, em uma espécie de drenagem de renda "para cima".
Para a entidade, "em diferentes setores da economia global, empresas e pessoas muitas vezes usam seu poder e posição para garantir ganhos econômicos para elas próprias. Mudanças ocorridas nas políticas econômicas nos últimos 30 anos – como as decorrentes da desregulamentação, da privatização, do sigilo financeiro e da globalização, especialmente do setor financeiro – potencializaram a velha capacidade dos ricos e poderosos de usar sua influência para concentrar ainda mais sua riqueza. Essa agenda política tem sido essencialmente impulsionada pelo que George Soros descreveu como “fundamentalismo do mercado”. Esse fenômeno constitui, em grande parte, o cerne da crise de desigualdade dos nossos dias. Sua consequência é que as recompensas usufruídas por poucos não representam, em muitos casos, retornos eficientes ou justos".
De modo geral, o capital financeiro ajuda a desencadear esse processo de concentração, uma vez que há uma especialização cada vez maior de indivíduos que protegem os donos da riqueza, bem como as aplicações são direcionadas para fundos e ações, em boa parte das vezes, desvinculadas do setor produtivo. Além disso, o uso da influência dos mais ricos contribui para que a apropriação e aumento das fortunas sejam ainda maiores e mais elevados. Ao ler o documento, percebemos que há um movimento mundial de inflexão dos programas governamentais que beneficiaram os mais pobres no início do século, o que também contribui para essas disparidades. No Brasil, por exemplo, de acordo com o relatório, a classe trabalhadora foi contemplada com o aumento de renda nas últimas duas décadas, fruto de governos que viabilizaram algumas políticas para os mais pobres. No entanto, não existiram ações que aproximassem os mais ricos dos mais pobres, pois, ao passo que os mais pobres saíram da extrema pobreza, os ricos tornaram-se ainda mais ricos. A altíssima concentração foi fator decisivo para que houvesse a ruptura democrática e os discursos pró-capital imperassem de forma alienante e alienada, usando, a partir da mídia, a parcela mais pobre para defender os mais ricos, em uma espécie de bizarrice. A disparidade de renda reflete ainda sobre algumas outras grandes desigualdades que temos que enfrentar, uma vez que, conforme a pesquisa, as mulheres ganharão como homens só em 2047, e os negros como os brancos em 2089.
O resultado disso é uma ampliação das desigualdades gerais e o deslocamento de mais indivíduos pelas camadas mais baixas de renda. Na mesma direção, houve a destinação das políticas públicas para beneficiar os mais ricos do país e, sobretudo, as grandes multinacionais de fora do país, colocando-nos em uma situação de retrocesso, pois havia algum avanço de políticas públicas para a população nos últimos anos. Percebemos que há um movimento mundial nesse sentido, com a utilização dos meios de comunicação de massa para a alienação da população, pois isso garante a reprodução ampliada do capital por aqueles que já o detém. Harvey, no livro "17 contradições e o fim capitalismo" aborda como o Estado legitima e apoia a acumulação por espoliação: a transformação de direitos coletivos à terra e a outros valores de uso (moradia, saúde, educação etc.) em propriedade privada, de acesso desigual e regulado pelo capital em mercados que, muitas vezes, foram criados mediante violência, corrupção ou legalização do que já foi ilegal. Sua forma atual é o neoliberalismo, que justifica “tecnicamente” a privatização e a austeridade".  O relatório evidencia algumas dessas contradições que tem como resultante o caos econômico e o sofrimento da maior parte da população mundial. Além disso, Harvey ilustra teoricamente de forma coerente o que tem acontecido no mundo e, de forma específica, podemos destacar o que acontece com o nosso país, em um movimento de inflexão e, consequentemente, uma guinada ultraliberal, que pode jogar para mais adiante as possibilidades de igualdade entre mulheres e homens e negros e brancos.
As saídas passam por criar alternativas, pois como disse Rob Riemen, "a classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, pois ela é a crise". É preciso, em primeira instância, incentivar a população a deixar de acompanhar os meios tradicionais de telecomunicação que cria a desgraça cotidiana para manter os indivíduos com a falsa sensação de que estão isentos. Em outras palavras, o sujeito vê a desgraça alheia e pensa: "pelo menos não é comigo", ou "pelo menos não aconteceu em meu país, cidade, bairro...", então tenho que render graças por estar vivo. A operação das informações e sua disseminação por economistas de mercado tendem a autoafirmar e tentar justificar as benesses do capital e da viabilização dos recursos públicos para o mercado, quando sabemos que trabalham ardilosamente pela economia para o 1%.
Em segundo lugar, como dizia Tomas Pikketty, é necessário taxar os ricos e fazer com que eles paguem a conta, de modo a amenizar os verdadeiros assaltos aos trabalhadores. Para isso, é necessário reestabelecer a democracia, no nosso caso, e, em todos os casos, conduzir ao poder governos que estejam descolados dessa lógica, ou seja, na contramão do que estamos assistindo no mundo.
Em terceiro lugar, é necessário criar práticas subversivas e de resistência, a partir de lutas que possam convencer a população do que de fato é importante para que possam ter uma vida digna. Isso passa pela erosão da propriedade privada e a conquista de direitos aos trabalhadores.
Por fim, viabilizar cada vez mais trabalhos como esse, na incansável luta de usar a ciência para demonstrar as perversidades existentes nas organizações e instituições, que usam de  fundamentalismos a técnicas de ponta para manutenção do status quo.  Nesse caso, além de demonstrar ao mundo "pra onde estamos indo", é preciso desmistificar e atuar de forma decisiva sobre questões relacionadas ao combate à fome e à pobreza, combate à violência, preservação do meio ambiente, entre outros.

O relatório na íntegra pode ser acessado no link (cliqueaqui). 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SESC RJ ABRE VAGA PARA PROFESSORES. SALÁRIOS DE ATÉ R$ 15.993,86

O SESC Rio de Janeiro abriu concurso para professores de diversas áreas. O detalhamento segue: 
INFORMAÇÕES SOBRE A VAGA







Cargo: Professor



Tabela I


Disciplinas
Artes – Artes Cênicas
Artes – Artes Visuais
Artes – Música
Biologia
Educação Física – Desportos
Educação Física – Lutas
Espanhol
Filosofia
Física
Francês
Geografia
História
Inglês
Língua Portuguesa
Matemática
Química
Sociologia


Número de vagas: Cadastro Reserva, com possibilidade de contratação imediata em 2018 para professor não residente ou para professor residente (dedicação exclusiva).


Pré-requisitos mínimos e atribuições do cargo, por disciplina: ANEXO II do Descritivo.


Em caso de contratação para professor não residente:

Carga Horária: 40 horas semanais, sendo 4 horas de plantões de finais de semana, em regime de escala.
Salário (bruto): R$ 11.631,90 (onze mil seiscentos e trinta e um reais e noventa centavos).


Em caso de contratação para professor residente (dedicação exclusiva):

Carga Horária: 44 horas semanais, com possibilidade de plantões em finais de semana e feriados.

Salário (bruto): R$ 15.993,86 (quinze mil novecentos e noventa e três reais e oitenta e seis centavos).

Local de trabalho: Escola Sesc de Ensino Médio -  Av. Ayrton Senna, 5.677 / Jacarepaguá - Rio de Janeiro.

Benefícios: Vale Transporte (nos termos da Lei 7.418/85 e seu regulamento, Decreto 95.247/87), Assistência Médica (com participação financeira do empregado e do empregador), Assistência Odontológica do Sesc, Alimentação subsidiada, Auxílio Creche, Complementação do Auxílio-doença, Plano de Previdência Complementar Privada (BrasilPrev), com participação financeira paritária do empregado e do empregador, Bolsa de Estudos para formação continuada e de aperfeiçoamento profissional, e Academia interna gratuita.

Outras Informações: Estacionamento gratuito no local, para os empregados do Sesc.

Disponibilidade para viagens de formação e/ou acompanhamento de alunos.

Inscrições:

Edital

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