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sábado, 25 de março de 2017

MÉTODOS E LIÇÕES PARA PIANO

Faça seu curso de Piano "por conta". Não é recomendável ser absolutamente autodidata neste instrumento, para que não adquira vícios na forma de tocar e atropele fases e lições importantes. Mas, a partir de algumas aulas e instruções, com os métodos abaixo é possível estudar e praticar muito no piano. Espero que ajude a todos. 






















Continua em breve. Temos mais de 30 materiais a serem adicionados. Salvem o link. 











sexta-feira, 3 de março de 2017

FOI LANÇADA A I CIRCULAR DO XV SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA URBANA (SIMPURB) QUE ACONTECERÁ EM SALVADOR (BA) EM NOVEMBRO/2017




SOBRE A CIDADE E O URBANO, CONTRIBUIÇÃO DA GEOGRAFIA:
QUE TEORIAS PARA ESTE SÉCULO? UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) SALVADOR, 20 A 23/11/2017

Primeira Circular

A partir das temáticas Vinte anos de reflexão sobre o urbano (Brasília 2009), Ciência e Utopia: por uma Geografia do possível (Belo Horizonte, 2011), Ciência e ação política: por uma abordagem crítica (Rio de Janeiro, 2013) e Perspectivas e abordagens da Geografia Urbana no Século XXI (Fortaleza, 2015), e inspirada nos debates ocorridos no âmbito desses eventos, a comissão organizadora propõe, para o SIMPURB 2017, a temática Sobre a cidade e o urbano, contribuição da Geografia: que teorias para este século?

Os pressupostos definidores da temática do SIMPURB 2017 são os de que nos atuais cenários político e científico do país, e particularmente da Geografia, é muito importante e pertinente discutir qual a potência da análise geográfica para explicar os novos conteúdos da urbanização e o que é específico da/na Geografia para pensar os processos urbanos na contemporaneidade. A ideia é confrontar diferentes perspectivas/correntes teórico-metodológicas e analisar os processos em diferentes escalas de abordagem, tendo como pressuposto a noção de totalidade.

Quanto à estrutura de realização do evento, a comissão organizadora optou, na abertura e no encerramento, em lugar de duas conferências, pela realização de duas mesas-redondas. Para a mesa-redonda de abertura, definiu-se uma composição interdisciplinar.

Na mesa de abertura, intitulada Para pensar a cidade e o urbano hoje: diálogo interdisciplinar no campo das ciências humanas e sociais, espera-se tratar os diferentes modos como, a partir de diferentes campos disciplinares – Geografia, Arquitetura, Urbanismo, Economia e Sociologia – pode-se pensar a cidade, o urbano e a metrópole. A mesa-redonda de abertura buscará, sobretudo, fomentar e garantir o debate entre diferentes disciplinas para a compreensão dos conteúdos da urbanização no período contemporâneo.





A mesa de encerramento, intitulada Que teorias para entender a cidade e o urbano neste século? (Contribuição da Geografia), tem por objetivo explorar a contribuição  da Geografia para pensar a cidade e o urbano no século XXI, buscando-se aprofundar a compreensão teórica sobre os conteúdos da urbanização, com foco nos caminhos que a Geografia Urbana percorre/percorreu para o confronto de linhas epistemológicas na produção de conhecimento de caráter prospectivo.

Todas as mesas-redondas acontecerão no Auditório da Reitoria da UFBA (sem atividades paralelas), pela manhã ou no final da tarde/início da noite e os Grupos de trabalho (GTs) nas tardes de segunda, terça e quarta na Faculdade de Direito da UFBA. Estão previstas também atividades culturais e lançamentos de livros, ao longo dos quatro dias do evento.

Serão realizadas durante o simpósio sete Mesas-Redondas:

Mesa 1 (Abertura): Para pensar a cidade e o urbano hoje: diálogo interdisciplinar no campo das ciências humanas e sociais
Mesa 2: O futuro da cidade: Política urbana ou projeto utópico?
Mesa Especial: Contribuições teóricas para a pesquisa urbana - Milton Santos,  Maurício Abreu, Neil Smith e Edward Soja
Mesa 3: Produção do urbano e da cidade na era da financeirização Mesa 4: Especificidades da cidade e do urbano no Brasil
Mesa 5: As escalas  espaço-temporais do urbano
Mesa 6 (Encerramento): Que teorias para compreender a cidade e o urbano neste século? (Contribuição da Geografia)

Foram confirmados quinze Grupos de Trabalho para o XV Simpurb:

GT-1: Reestruturação Urbana: agentes, redes, escalas e processos espaciais GT-2: Metrópole, metropolização e dinâmica espacial contemporânea
GT-3: Redes urbanas e cidades médias: das noções aos conceitos, métodos e teorias GT-4: Economia urbana, trabalho, comércio e consumo
GT-5: Mobilidade, migração e espaço urbano GT-6: Território e ativismos sociais urbanos
GT-7: Produção do espaço urbano numa perspectiva critica GT-8: Geografia histórica urbana
GT-9: A produção do urbano: abordagens e métodos de análise GT-10: Práticas culturais na produção da cidade
GT-11: Geografia urbana dos lazeres
GT-12: Estado, grandes projetos e planejamento corporativo
GT-13: Transformações no campo e nas cidades em um contexto de globalização e metropolização
GT-14: Geotecnologias e Análise Espacial no espaço urbano
GT-15: Cidade e urbano na Bahia: dinâmicas e processos recentes



Sobre datas-chave, inscrições e submissões:

Foram discutidos e deliberados os seguintes prazos (datas-chave): 18/04/17 (data- limite para colocar o site do evento no ar e iniciar as submissões on-line); 18/06/17 (data limite para submissão de trabalhos completos, sem prorrogação); 19/06 a 19/07/17 (avaliação dos trabalhos pelos coordenadores de GTs); até 31/07/17 (divulgação dos trabalhos aceitos); 15/08/17 (data limite para pagamento de inscrição com desconto).

Os trabalhos submetidos aos GTs serão avaliados por seus respectivos coordenadores, que compõem a Comissão Científica do SIMPURB 2017. A avaliação se baseará na submissão de trabalhos completos.

De modo geral, seguiremos com as mesmas regras de submissão adotadas no XIV SIMPURB de Fortaleza: Os trabalhos submetidos ao Simpurb 2017 deverão ser baseados em pesquisas em estágio avançado de realização e apresentar questões teórico-metodológicas congruentes com a temática geral do evento e do respectivo Grupo de Trabalho; todos os trabalhos aprovados para apresentação, seja na forma de comunicação oral ou pôster, serão integralmente publicados nos anais do evento; só serão aceitos para avaliação trabalhos completos, entre 15 e 20 páginas; somente será aceito um trabalho por autoria ou coautoria; o nome do/a orientador/a deve constar em nota de rodapé e não na condição de coautor, a não ser em casos excepcionais e justificados de trabalhos assinados por ambos que não resultem diretamente da pesquisa autoral do/a orientando/a (dissertação ou tese); coordenadores de GTs poderão submeter até um trabalho em grupo de trabalho diferente do qual coordena no evento.

Reconhecendo a difícil situação econômica atual, a Comissão Organizadora também decidiu não majorar as taxas de inscrição praticadas no Simpurb 2015, que permanecem as mesmas:

Categorias
Até 15/08/2017
Após 15/08/2017
Estudante de Graduação
R$ 100,00
R$ 150,00
Estudante de Pós-Graduação
R$ 150,00
R$ 200,00
Profissionais
R$ 250,00
R$ 300,00

Salvador, 20 de fevereiro de 2017

Comissão Organizadora do XV SIMPURB – SIMPURB 2017:


Angelo Szaniecki Perret Serpa (UFBA, Coordenador Geral do Evento), Ana Fani Alessandri Carlos (USP), André Nunes de Sousa (IFBA), Arlete Moysés Rodrigues (UNICAMP), Floriano Godinho (UERJ), Jacileda Cerqueira Santos (Grupo Espaço Livre/UFBA), Jânio Roque Barros de Castro (UNEB), Jânio Santos (UEFS), José Aldemir (UFAM), Nelba Azevedo Penna (UNB), Patrícia Chame Dias (Grupo Espaço Livre/UFBA), Paulo Baqueiro Brandão (UFOB) e Pedro de Almeida Vasconcelos (UFBA/UCSAL)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Cientistas Estão Prestes a Criar Híbrido de Mamute e Elefante. O que você acha disso?



Parece coisa de ficção científica, mas cientistas de Harvard estão prestes a trazer de volta à terra o mamute-lanoso, extinto há milhares de anos. Na verdade, apenas parte dele: o objetivo dos cientistas é criar o mamufante, um híbrido do mamute-lanoso com o elefante-asiático (seu parente vivo mais próximo), utilizando técnicas modernas de engenharia genética.

A partir do DNA de mamutes que foram preservados no permafrost – o solo permanentemente congelado do Ártico –, os cientistas pretendem selecionar os genes que diferem os mamutes dos elefantes e depois inseri-los no genoma de um embrião de elefante-asiático. Tudo isso utilizando a CRISPR, moderna técnica de edição de genoma. Depois o embrião seria implantado em um útero artificial e o mamufante nasceria com várias características do mamute-lanoso.





















O líder do projeto, George Church, apresentou esta ideia no Encontro Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) e ainda não há artigo publicado. O projeto foi iniciado em 2015 e por enquanto os pesquisadores ainda estão avaliando os possíveis impactos de tais edições genéticas nas células. O próximo passo é iniciar o desenvolvimento embrionário de algumas dessas células. É possível que em dois anos a equipe consiga produzir os primeiros mamufantes.





















(Como o híbrido de mamute e elefante poderia ser criado. Imagem: Modificado de The Telegraph).




Mas precisamos trazer os mamutes de volta?

Segundo os que defendem o projeto, os mamufantes poderiam ajudar a impedir que o permafrost da tundra derreta, evitando que enormes quantidades de gases de efeito estufa sejam liberadas. Ao caminhar pela neve, a camada perfurada permite a entrada de ar gelado, mantendo o permafrost da tundra em temperaturas abaixo do congelamento. No verão, ao controlar o crescimento de árvores – tal qual os elefantes fazem na savana africana – os mamufantes ajudariam no desenvolvimento de campos naturais, os quais atuam também como isolantes térmicos ao permafrost.




















Se os cientistas tiverem sucesso neste projeto, isso poderia também ter uma implicação na conservação do elefante-asiático, que é ameaçado de extinção. A mesma técnica poderia ser usada, por exemplo, para alterar as presas dos elefantes, de forma com que perdessem seu valor para o comércio de marfim.

Por outro lado, alguns se perguntam se seria ético trazer animais já extintos de volta à vida e temem sobre como poderia ser sua relação com o ambiente atual. Muitas espécies já extintas não encontrariam mais seus habitats naturais se voltassem a viver na Terra nos dias de hoje, e tudo isso precisa ser considerado.

E você, o que acha disso? Assista este vídeo para tirar suas conclusões:


Fonte: theguardian.com / telegraph.co.uk / previverestore.org / biologiatotal.com.br/ http://www.ocontroledamente.com/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Minha Casa, Minha Vida, agora sem finalidade social

Como nos velhos tempos, governo Temer estimula empreiteiras a gentrificar e oferecer imóveis à classe média — enquanto corta recursos para moradia popular



Por Raquel Rolnik, em seu blog e Outras Palavras 
Recentemente, a equipe do presidente em exercício Michel Temer anunciou duas medidas que envolvem diretamente o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): a liberação do saque pelos trabalhadores para o pagamento de dívidas e a revisão dos limites de renda atendidos pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) por meio do fundo.
Por um lado, poder sacar os recursos do FGTS é bom para o trabalhador, que pode usá-lo como bem entender, inclusive comprando ou construindo sua própria casa, em vez de depender das unidades de péssima qualidade ofertadas historicamente pelos programas públicos. Mas, por outro, essas ações depenam os recursos do fundo, que ainda são a principal fonte de financiamento para habitação e saneamento no país.
Para entender a gravidade da questão, é necessário lembrar que a política habitacional no Brasil, desde a criação do já extinto Banco Nacional de Habitação (BNH), sempre foi baseada na produção de casas e apartamentos por meio dos recursos do FGTS, fundo público composto pelo recolhimento compulsório de 8% do salário dos trabalhadores com carteira assinada.
Assim, além de funcionar como uma espécie de poupança do trabalhador, o FGTS foi criado com a justificativa de financiar habitação social e saneamento. Como se trata de um dinheiro que o governo toma emprestado com juros muito baratos, pois o fundo remunera muito pouco o trabalhador – 3% ao ano, mais Taxa Referencial (TR), abaixo da inflação, e muito, muito abaixo dos juros cobrados pelos bancos –, o fundo pode viabilizar, em tese, o financiamento de produtos acessíveis para os mais pobres.
Mas, claro, a história de fato nunca foi bem assim. Os mais pobres, com rendimentos de até três salários mínimos, justamente aqueles que mais necessitam de habitação, quase nunca tiveram acesso às políticas de apoio para garantir seu direito à moradia. Isso porque o FGTS sempre visou preferencialmente à classe média, capaz de retornar os recursos do empréstimo para o fundo.
Além disso, cada vez mais, os recursos do fundo foram sendo usados para outros investimentos, participando do mercado financeiro em operações estruturadas, fundos imobiliários privados, compra de Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs) e outras atividades que nada têm a ver com necessidades de interesse público ou social. Ou seja, a história mostra que o que ocorreu foi uma espécie de captura do dinheiro do trabalhador, a baixo custo, para ser usado no mercado financeiro, garantindo altos rendimentos às grandes empresas envolvidas nas operações.
Em 2009, a criação do Minha Casa Minha Vida, apesar de todas as suas deficiências, incorporou pela primeira vez os mais pobres às políticas de financiamento habitacional, ao ampliar de forma significativa os subsídios públicos, mobilizando para isso recursos do orçamento do governo federal. Esse subsídio cobre praticamente 100% do valor dos imóveis destinados às pessoas de baixa renda ou sem renda alguma – a chamada “faixa 1” do programa. Para as outras faixas de renda, inclusive aquelas historicamente já atendidas por outras políticas públicas, o programa usa recursos do FGTS, e, quanto menor a renda, inclui também subsídios.
As mudanças anunciadas pelo governo, aliadas à paralisação da produção de unidades para a faixa 1 do programa, à imposição de um teto para os investimentos públicos, reajustável nos próximos 20 anos apenas com base na inflação, ao aumento para R$ 1,5 milhão do valor limite dos imóveis que podem ser financiados com recursos do FGTS, e também ao aumento do teto de renda familiar – agora de R$ 9 mil – para conseguir financiamento via Minha Casa Minha Vida, fazem com que tenhamos regredido décadas nas políticas públicas de habitação para a população mais pobre. É que, com essas alterações, a política pública passa novamente a privilegiar as famílias com maior renda, sem que o Estado tenha qualquer fonte de financiamento para viabilizar uma política habitacional para os mais pobres.
Todo esse cenário faz com que ações como a #PaulistaOcupada, ocupação liderada pelo MTST no entorno da sede da Presidência da República, na mais importante avenida de São Paulo, que reivindica uma política habitacional para as faixas de renda mais baixas, se multipliquem pelo Brasil, já que a perspectiva é que a situação habitacional no país, já bem ruim, piore ainda mais.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Clássico Paranaense Atlético PR x Coritiba é cancelado na Arena por conta do poder da mídia. Por uma outra mídia!

Neste domingo de 19 de fevereiro de 2017 presenciamos mais um dos nefastos capítulos proporcionados pela dominação da mídia tradicional. Os times paranaenses Atlético Paranaense (que sou torcedor) e do Coritiba (que passei a respeitar ainda mais pela ousadia), decidiram não aceitar a oferta da Rede Globo pelo direito de transmissão e resolveram inovar: a transmissão seria feita pelas plataformas do Youtube e Facebook, páginas sociais dos dois clubes. 

A Federação Paranaense de Futebol, ao invés de se posicionar antecipadamente, impediu, depois do estádio cheio e do espetáculo organizado, que o jogo se iniciasse. Como os juízes são da federação, então não deram início ao jogo, desrespeitando os torcedores que viram no jogo seu lazer do domingo.

Diversos portais já noticiaram o fato, mas, como sempre, não demonstraram o motivo do imbróglio. Mais uma vez a mídia monopolizada mostrou seu poder e bloqueou a livre iniciativa e a possibilidade de universalização. Oportunamente, as equipes não arredaram o pé e mostraram que queriam mudar. O presidente do CAP disse que é possível dizer Não! E aqui complementamos: é possível dizer Não ao monopólio nefasto dessa mídia manipuladora e inovar nas transmissões. Se todos os clubes brasileiros assim procederem, pode ser mais um caminho de enfraquecimento da rede Globo golpista. Como dizia Milton Santos: é a fenômeno da popularização da mídia;  é a utilização e a apropriação da tecnologia pelas massas gerando uma revanche ao status quo.

Os clubes passaram uma mensagem e, de quebra, demonstraram como as federações e a CBF são reféns e coadunam com o poder centralizador dessa mídia. Lamentável atuação da FPF, cuja credibilidade vai à lama junto com essa justiça partidarizada (convicção?) da República de Curitiba que, como sempre, deu causa ganha aos opressores.

Que venham novos tempos. Que a democratização da mídia ocorra para a minimização do retrocesso por que passa nosso pais nos últimos meses.









quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

LIVRO ASCENSÃO E QUEDA DAS GRANDES POTÊNCIAS (INGLÊS)

Livro importantíssimo para entender o nosso mundo. Versão completa em língua inglesa (Clique na imagem).



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

E VIVA O GRAFITE

A página Jornalistas Livres capturou essa obra de arte que conseguiu retratar o Brasil em várias escalas. 

Na escala maior, o retrato do Brasil tomado por ratos, cujo rato-maior, com a faixa presidencial do avesso (apenas na realidade), tomou o poder de assalto, assassinando a democracia, logo, um latrocínio sobre a democracia brasileira. 

A bandeira, ainda na mesma escala, parece que, pelo que vemos nos últimos anos, deixou de ser o símbolo da pátria e passou a ser a arma dos coxinhas para reproduzir seu ódio sobre qualquer possibilidade progressista que vise assistir os mais pobres e diminuir as desigualdades.

Na escala municipal, que, na última eleição escancarou a tragédia, temos o caso de São Paulo, em que Dólar Jr (PSDB-SP) já mostra suas garras e, com medidas autoritárias e mente fascista, reprimiu uma das faces da capital com tinta cinza. A arte do grafite é confundida com pichação, em uma clara demonstração de ignorância faz o povo acordar sob uma cidade cinza. Tudo feito com dinheiro público. 

Parabéns ao autor da obra e da fotografia. 



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

LULA NUNCA SABE O SEU LUGAR. Por Wilson Gomes

Fonte: Tijolaço

Do doutor em Filosofia Wilson Gomes, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, via Facebook:
Primeiro apareceram os que acusaram Lula de pecado futuro: vai usar a morte da esposa para se fazer de vítima. Acusar alguém de pecados ainda não cometidos é uma tentativa de fechar ao acusado uma alternativa, de desqualificá-la de antemão: “vai doer, mas chorar você não pode; tente, então, ficar quietinho”. “Fazer-se de vítima” é uma dessas expressões curiosas da alma brasileira, vez que quem acusa o interlocutor de se fazer de vítima geralmente está fazendo o papel de verdugo. O carrasco está barbarizando, mas, por favor, tenha compostura, “não se faça de vítima”.
Depois apareceram as condenações pelo “uso político do velório”. Como pode um sindicalista e político enterrar a própria esposa com um coração de político e sindicalista? Tinha que ter havido discrição, silêncio. Como pode um sujeito enterrar a sua companheira de vida, cuja morte foi, no mínimo, acelerada pelo desgosto e por acusações que, segundo ele, são injustas, berrando, esperneando, acusando? Não, o certo era ficar quietinho ou, se fosse mesmo para fazer drama, que se cobrisse de cinzas, batesse no peito, em lágrimas, e gritasse “mea culpa, mea maxima culpa!“.
Fosse apenas questão de ser sommelier do luto alheio, até me pareceria razoável. Afinal, o Facebook é principalmente uma comunidade de tias velhas desaprovando as saias curtas e os comportamentos assanhados dos outros. Mas, é mais que isso. Pode haver um aluvião público de insultos, augúrios de morte e dor, e difamação à sua esposa, durante duas semanas, mas Lula não pode mostrar-se ultrajado ou ofendido, não pode desabafar do jeito que pode e sabe, não pode espernear. Em vez do “j’accuse“, o certo seria a aceitação bovina do garrote, da dor, da perda. Em vez do sindicalista e político, em um ambiente privado do sindicato, velando entre amigos a mãe dos seus filhos, havia de ser um moço composto e calado. Todo mundo tem direito de velar os seus mortos como pode e sabe, exceto Lula.
Uma parte da sociedade brasileira nunca se cansa de mostrar a Lula o seu lugar. E de reclamar, histérica, quando ele, impertinente, não faz o que ela quer. Tem sido assim. Lula já foi insultado de analfabeto, nordestino, cachaceiro, ignorante e aleijado, muito antes de ser chamado de corrupto e criminoso. A cada doutorado honoris causa de Lula choviam ofensas e impropérios porque ele não tinha todos os dedos, porque era uma apedeuta, porque era um peão. Qualquer motivo para odiá-lo sempre foi bom o bastante para uma parte da sociedade.

Agora, estamos autorizados a odiá-lo por mais uma razão: o modo como acompanhou a agonia e como velou sua companheira. Que os cultivados me perdoem a analogia, mas isso me lembra a acusação feita em O Estrangeiro, de Albert Camus, ao sujeito que não conseguiu chorar e sofrer, como aos demais parecia conveniente e apropriado, no funeral da própria mãe: “J’accuse cet homme d’avoir enterré sa mère avec un cœur de criminel”. “Eu acuso este homem de ter enterrado a sua mãe com um coração de criminoso”.

No surrealismo da narrativa política brasileira, a história se repete: Lula deve ser desprezado porque enterrou a esposa com um coração de político e sindicalista e isso não está direito.
Voilà. Lula nunca vai aprender o seu lugar.
Não. E como disse o Chico, “Qualquer canção de dor/Não basta a um sofredor/Nem cerze um coração rasgado/Porém ainda é melhor/

Sofrer em dó menor/Do que você sofrer calado.”


Retirado de Tijolaço

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

INSTITUTO FEDERAL BAIANO ABRE CONCURSO PARA PROFESSORES e TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS - SALÁRIOS DE ATÉ R$ 9.572,67

O Instituto Federal (IF-Baiano) abre concursos para Docentes e Técnicos Administrativos em Educação. As vagas para professores são nas áreas de Música, Pedagogia, Matemática, História, Língua Estrangeira, Meio Ambiente, Cooperativismo, Agronomia, Engenharia Química e Gastronomia. 

Já as vagas para Técnicos Administrativos em Educação são para Analista de Tecnologia da Informação, Economista, Bibliotecário-Documentalista, Médico Veterinário, Relações Públicas, Assistente em Administração, Revisor de texto Braile, Técnico em Alimentos e Laticínios, Técnico em Contabilidade e Assistente de Aluno. 


Leia também: 


Os salários e as carreiras variam de acordo com os cargos e com a titulação, podendo chegar a R$ 9.572,67 para Professores Doutores. As inscrições serão abertas no início de março, porém, como o Edital já foi publicado, aproveitem a oportunidade para preparação e estudo. 

Mais informações sobre o concurso estão disponíveis no site do IF-Baiano






quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PREFEITURA DE ASTORGA (PR) ABRE CONCURSO PÚBLICO - SALÁRIOS DE ATÉ R$ 3.543,99

A Prefeitura de Astorga lançou edital de concurso público para preenchimento de diversos cargos. A divulgação oficial do  Edital e dos demais editais, relativos às etapas desse Concurso Público, dar-se-á com a publicação na internet, pelos sites www.objetivas.com.br e www.astorga.pr.gov.br, devendo ser publicado extrato dos mesmos no Órgão de Imprensa Oficial do Município - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ, de Maringá. As vagas, salários, exigências e valor da inscrição poderão ser consultados no quadro abaixo. As inscrições vão até o dia 02/02/2017. Mais informações e edital estão disponíveis em https://objetivas.com.br/concurso/1609


Cargos
Vagas Legais
Escolaridade e/ou outros requisitos exigidos para o Cargo na Posse
Carga Horária Semanal
Vencimento Jan/17 R$ (1)
Valor de Inscrição R$


Administrador


CR
Ensino Superior completo em Administração ou Administração Pública, habilitação legal para o exercício da profissão de Administrador e Registro no Respectivo Conselho de Classe.


40 horas


1.898,68


90,00

Assistente Social

03
Ensino Superior completo, habilitação legal para o exercício da profissão de Assistente Social e Registro no  Respectivo Conselho de Classe.

40 horas

2.957,79

120,00

Atendente de Consultório Dentário

01
Ensino Médio completo e habilitação profissional para o exercício da profissão de Atendente de Consultório Dentário.

40 horas

1.055,24

60,00
Auxiliar Administrativo
10
Ensino Médio completo.
40 horas
937,00
60,00
Auxiliar de Biblioteca
01
Ensino Médio completo.
40 horas
1.055,24
60,00
Coletor de Lixo
05
Alfabetizado.
40 horas
937,00
40,00

Contador

CR
Ensino Superior completo, habilitação legal para o exercício da profissão de Contador e Registro no Respectivo Conselho de Classe.

40 horas

3.543,99

120,00

Educador Social

05
Ensino Superior completo em Pedagogia ou Normal Superior, ambos reconhecidos pelo MEC.

40 horas

1.898,68

90,00
Eletricista
01
Alfabetizado.
40 horas
1.144,09
40,00
Encanador
01
Alfabetizado.
40 horas
1.144,09
40,00

Fonoaudiólogo

CR
Ensino Superior completo, habilitação legal para o exercício da profissão de Fonoaudiólogo e Registro no Respectivo Conselho de Classe.

40 horas

2.072,00

90,00
Gari
05
Alfabetizado.
40 horas
937,00
40,00
Mecânico
01
Alfabetizado.
40 horas
1.467,94
40,00

Médico Clínico Geral

05
Ensino Superior completo, habilitação legal para o exercício da profissão de Médico e Registro no Respectivo  Conselho de Classe.

20 horas

3.543,99

120,00

Médico Gineco-Obstetra

02
Ensino Superior completo, habilitação legal para o exercício da profissão de Médico Gineco Obstetra e Registro no Respectivo Conselho de Classe.

20 horas

3.543,99

120,00
Merendeiro
04
Alfabetizado.
40 horas
937,00
40,00
Motorista
05
Alfabetizado e CNH categoria “D”. (2)
40 horas
937,00
40,00
Oficial Administrativo
08
Ensino Médio completo.
40 horas
1.467,94
60,00
Operador de Máquinas
03
Alfabetizado e CNH categoria “C” ou   “D”.
(2)
40 horas
1.241,96
40,00
Pedreiro
02
Alfabetizado.
40 horas
1.144,09
40,00




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